sábado, 1 de março de 2014

HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO.




A história da educação é parte da história da cultura, que por sua vez faz parte da história geral. Em cada tempo/espaço histórico, a educação atendeu a determinados objetivos, que correspondiam a visões de homem e de mundo. Para compreender a história da educação, é essencial situá-la na história geral.
Dentre as principais fases da história da educação estão as seguintes:
Educação primitiva
Embora não existam provas, historiadores inferem que a educação entre os grupos primitivos ocorria de forma espontânea, ou seja, as crianças ou jovens aprendiam por imitação, ao observarem os maiores em suas atividades elementares, que eram a pesca, a caça, a agricultura, etc. A observação de fenômenos metereológicos, alguns rituais sagrados e a preparação para a guerra, com o passar dos séculos, passaram a fazer parte da educação dos jovens, que para isso precisavam ser treinados.
Educação oriental
Desenvolvida por povos já civilizados, a educação oriental, ao longo do tempo, tornou-se intencional. A escrita sistematizada criada no oriente, associada a organização social que se estabeleceu levou a criação de escolas e mestres em alguns dos países orientais. No Egito, as crianças frequentavam a escola a partir dos 6 ou 7 anos, sendo as escolas elementares (aprendiam a ler, escrever e contar) para o povo e as escolas superiores ou eruditas (além do elementar, aprendiam astronomia, matemática, música, poesia, etc.) para os filhos dos funcionários. A educação entre os hebreus, baseada nos livros sagrados (Tora e Talmud) tinha duração de 10 anos (dos 8 aos 18 anos). Entre os hindus, a educação era privilégio das castas superiores, embora não fossem comuns as escolas. Geralmente os pais eram responsáveis pela educação dos filhos, como base nos textos Vedas. Na China, a educação sistematizada só ocorreu a partir do período imperial (V a. C.), e dividia-se em elementar (do povo) e superior (funcionários mandarins).
Educação clássica
Desenvolvida entre os séculos V a. C. e V d. C., diz respeito a educação ocidental, e compreende Roma e Grécia. A educação grega teve quatro períodos: heróica (poemas homéricos); cívica (Atenas e Esparta); clássica/humanista (Sócrates, Platão e Aristóteles) e helenística/enciclopédica (cultura Alexandrina). Cada período tem características próprias. A educação romana teve três principais períodos: heróico-patricia (V – III a. C.); de influencia helênica (III – I a. C.); e Imperial (I a. C. – V d. C.). Embora sejam bastante parecidas, cultura e educação grega e romana possuíam pontos de divergência significativos.
Educação medieval
Se desenvolve na época em que o cristianismo alcança toda a Europa (V – XV d. C.). O caráter é essencialmente religioso, dogmático, predominando matérias abstratas, literárias, com prejuízo a educação intelectual e científica. É empregado o uso do latim como língua única.
Educação humanista
Após o século XV, período da Renascença, é criada a educação humanista, uma nova versão do conhecimento greco-romano. A disciplina e autoridade até então predominantes deixam espaço ao desenvolvimento do pensamento livre e crítico. As matérias cientificas retornam ao currículo, embora ainda em segundo plano. Surge o colégio humanista (escola secundária), onde são estudados o latim e o grego. Os exercícios físicos são valorizados.
Educação cristã reformada
Resultado da Renascença, no século XVI surge a reforma religiosa, e como resultado, uma educação cristã reformada, tanto católica, como protestante. A educação católica pós renascença, foi marcada por um movimento conhecido por Contra-reforma. A Companhia de Jesus, organização criada por Inácio de Loyola, foi a mais poderosa arma contra os protestantes. As ordens religiosas, das quais se destaca a dos jesuítas, foram as responsáveis por disseminar o cristianismo por meio da educação durante séculos. O Ratio Studiorum era o “currículo” dos jesuítas, que ministravam uma educação inspirada nas escolas humanistas.
Educação realista
Com base na filosofia e nas ciências de GalileuCopérnicoNewton e Descartes, as chamadas ciências novas, a educação realista dá inicio aos métodos da educação moderno.
Educação Naturalista
Com base nas idéias de Jean-Jacques Rousseau, a educação naturalista teve influência decisiva a educação moderna. Para Rousseau, são pressupostos para a educação: a liberdade, a atividade pela experiência, a diferença entre a mente da criança e do adulto (a criança deixou de ser vista como um adulto em miniatura, e passou a ser vista como um ser em desenvolvimento), enfim, uma educação integral, que atenda aos aspectos físicos, intelectuais e morais. No entanto, para Rousseau, para cada aluno deveria haver apenas um educador. Suas idéias inspiraram pensadores e educadores, dos quais se destacou Pestalozzi.
Educação nacional
Idéia originada com a Revolução francesa, no século XVII, a educação nacional pressupôs a responsabilidade do Estado para o estabelecimento da escola primária universal, gratuita e obrigatória, com vistas a formação da consciência patriótica.
Atualmente, fala-se em educação democrática, pois se pressupõe que, na grande maioria dos países ao menos a educação primária já seja universal, gratuita e obrigatória.
Referência:
LUZURIAGA, Lorenzo. História da educação e da pedagogia. 13 ed. São Paulo: Nacional, 1981.

Fonte: InfoEscola.


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

PAI É SUSPEITO DE ENGRAVIDAR E MANTER FILHA 17 ANOS EM CÁCERE PRIVADO.

Adolescente alega ser abusada sexualmente desde os 14 anos.
Vítima está no terceiro mês de gestação e quer interromper gravidez.

Um homem de 36 anos é acusado de abusar sexualmente e engravidar a filha de 17 anos no município de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. Segundo a policia, a denúncia foi feita na quinta-feira (27) pela mãe da adolescente. Em depoimento, a jovem confessou que está grávida de três meses e que era abusada sexualmente pelo pai desde os 14 anos. A vítima também era mantida em cárcere privado e era impedida pelo pai de estudar.

A adolescente vive com o pai e o irmão desde os 12 anos de idade, quando foi entregue pela mãe aos cuidados por não ter condições de criar a criança. Ao voltar para fazer uma visita à filha, a vítima acabou confessando os casos de abuso.

Segundo a polícia, a adolescente vai passar por exames, mas já mencionou que deseja interromper a gravidez. O pai da vítima se apresentou à polícia acompanhado de um advogado e nega as denúncias de abuso sexual. O caso ainda está sendo investigado, mas a polícia entrou com um pedido de mandado de prisão preventiva para o suspeito.

Fonte: G1/Bahia.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

TÊM COISAS QUE SÓ ACONTECEM EM GOZOLÂNDIA. (UM CONTO).



Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais terá sido mera coincidência... 



IMAGEM DA INTERNET.
Conto: Leandro Bahiah.
Imagem: Internet.

Gozolândia é uma cidadezinha que se localiza no Sul da Bahia. É um lugarejo afastado de tudo e de todos, cheios de adversidades, poetas-sonhadores, de pessoas humildes e de pouquíssimos ricos, onde seu pecúlio é para esbanjar e passar na face dos miseráveis de sonhos usurpados. Poderosos que ficam absortos no seu mundinho de hipocrisia, mesquinhez, gastando o seu precioso tempo com o supérfluo. 

É neste lugar peculiar que vive Roberto Bismoto, figura ímpar que trazia no semblante o ar de uma verdadeira autoridade com “A” maiúsculo. Tinha quarenta anos, amarelo, magro, alto, filho e membro de importante família que por muitas décadas se tornou notáveis e conseguiu altaneiramente cargos e status graças a generosidade do povo que tinha na política uma paixão e não um agente modificador que pudesse transformar Gozolândia em um belo lugar. 

Roberto detinha certa arrogância, e comportava-se como um jovem inconsequente e que tinha em Dona Maria, sua mãe, o seu porto seguro. Sua mãe uma pessoa meiga, carismática de uma civilidade invejável. A autoridade em questão era casada com a plebeia Ana Fátima, menina do povo que viu na autoridade o seu amor-perfeito e encostou-se ao Roberto somente por amor. Pai da primogênita Maximiliana, que já era uma moça que gostava e ostentava a sua riqueza fazendo justiça social.

É no meio desse paraíso tropical que se encontra a Lili. E quem é Lili? Uma adolescente de apenas treze anos, negra, seus dentes alvos, a pele da cor do pecado, que tinha o poder de seduzir seja quem fosse. Em Gozolândia e na região, Lili era conhecida como chave de cadeia.

 E o nosso herói Roberto, cego de paixão caiu na doce armadilha de Lili, a ninfeta mais desejada, e que via em Roberto a sua mais nova vitima. Os boatos saíram a respeito do suposto adultério de nossa autoridade, uma vez, que era visto muitas vezes durante a noite rondando com o seu Fusca-79 a procura da amada. Deixando sua fiel esposa em casa a esperar. E Ana Fátima desconfiava, indagativa pressionava o seu esposo:

- São os meus opositores, amor... – argumentava Roberto. – pessoas más que não querem ver ninguém feliz.

- Ela é menor de idade. Eu não posso acreditar. - dizia Ana Fátima, chorando dramaticamente, fingindo acreditar no seu “Casto” esposo.

 Meses depois... Estava Roberto Bismoto diante de um Juiz, sua condição? Réu. Bismoto fora julgado pelo crime de Aliciamento de Menor, a mãe de Lili, Elvira denunciou a Promotoria Pública, e este por sua vez representado pelo Doutor Ivan Rego, disse que Bismoto usava da sua condição financeira e de autoridade para aliciar suas vítimas. E com esses argumentos conseguiu condenar Roberto. 

E todos de Gozolândia ficaram estarrecidos com ocorrido. Muitos defendiam Roberto, outros o condenavam sem piedade. Contudo, Roberto cumpriu um terço da pena e voltou nos braços do povo, afinal de contas, estamos em Gozolândia, à cidade das autoridades que cuida do povo, povo que perdoa os réus, afinal, apesar das provas, tinham aqueles que diziam:

- Lili é puta.

Lili era vítima, dos favores, dos presentes, e do dinheiro oferecido por Roberto, e - Ela - sem formação emocional ou intelectual, via na sua beleza e nos prazeres mórbidos que dava aos seus algozes, um meio de ganhar o mundo.

                                                FIM.

Diretor-presidente: Pericles Kinho. Edição: Adenilson Kbça e Leandro Bahiah. Direção de Arte: Pedro Henrique. Produção/Departamento Comercial: Amauri Leão. Direção de Marketing: Abel Meira. Colaboração: Edilene Bahiah, Jamilson Campos, Matheus Lima, Thaylana Santos e Werônica Rios.