segunda-feira, 14 de setembro de 2026

OPINIÃO | TRADIÇÃO E RESPEITO: O IMPACTO DOS TRÊS NOVOS CONTRAMESTRES EM IBITUPÃ

 

Leandro Bahiah[1]

 

No sábado, dia 12, houve um batizado de capoeira na cidade de Boa Nova que, na oportunidade, graduou alunos iniciantes, estagiários, contramestres e mestres. O evento celebrou os 30 anos de capoeira em Boa Nova, contou com a organização do Me. Amado e teve a realização da Associação de Capoeira Alegria do Me. Canjiquinha e Mestre Roque.

O batizado contou com capoeiristas de toda a região, inclusive da capital baiana, representada pelo Me. Roque. Teve a presença de mestres e contramestres de cidades como Dário Meira, Poções, Manoel Vitorino, Planalto, Ipiaú e Ibitupã.

                                          Figura 1 – Batizado de capoeira celebrando os 30 anos em Boa Nova.

Fonte: Santos (2026).

O evento foi um sucesso de público, com oferecimento de almoço e jantar para os convidados — um momento de festa e celebração no qual os capoeiristas puderam confraternizar, colocar a resenha em dia e jogar, mostrando, cada um à sua maneira, as habilidades adquiridas ao longo dos anos. Até mesmo a demora na finalização do evento foi um detalhe diante de tantas homenagens emocionantes.

1. A Importância da Capoeira: Cultura, Resistência e Inclusão

A capoeira transcende o aspecto esportivo: ela é um Patrimônio Imaterial da Humanidade que une luta, dança, música, ancestralidade e transformação social. Em comunidades como Ibitupã e em diversos municípios do interior baiano, o jogo da capoeira atua como uma ferramenta fundamental de inclusão e resgate para crianças e jovens, ensinando disciplina, respeito às origens e convivência comunitária, porque, como afirmava Me. Pastinha (1964), “a capoeira é tudo que a boca come e tudo que o corpo dá”.

                                         Figura 2 – Graduações de mestres.

Fonte: Santos (2026).

Nota-se que, em muitos municípios, persiste a ausência de fomento financeiro e suporte estrutural por parte da gestão pública para com a capoeira. Tal cenário contradiz marcos normativos locais, a exemplo do município de Ibicuí-BA, que instituiu a Lei nº 142/2022. O referido texto legal dispõe sobre a autorização ao Poder Executivo para a inclusão do ensino da capoeira nas escolas municipais (Ibicuí, 2022, p. 1).

1.1 Resgate

Todos os capoeiristas, familiares e simpatizantes, após o almoço, saíram da Creche Municipal Tia Licinha e foram a pé até o Colégio Boanovense, onde foi realizado o batizado. No percurso, sob um sol e temperatura que atingiram a marca de 27 °C a 28 °C no início da tarde, os capoeiristas cantaram, celebraram e ecoaram cantos de resistência e homenagens aos mestres póstumos.

Começaram o evento com apresentações culturais como maculelê e puxada de rede, nas quais os capoeiristas deram um show de acrobacias e cantos — o público foi ao delírio e aplaudiu a cada movimento dos artistas.

2. A Hierarquia e o Papel Fundamental dos Mestres

Na capoeira, a hierarquia não se apoia na imposição, mas no respeito à vivência, à ancestralidade e ao saber acumulado ao longo das décadas. O mestre é o guardião dos fundamentos, aquele que conduz a bateria, transmite os cantos e orienta a conduta dos discípulos dentro e fora da roda.

Neste sentido, Me. Pastinha defendia que a “capoeirista não é aquele que sabe movimentar o corpo, e sim aquele que se deixa movimentar pela alma”, ou seja, existe uma filosofia que só que joga capoeira consegue dimensionar.

2.1 Hierarquia

O Me. Roque fez uma intervenção e quebrou o ritmo previsto das apresentações: ele solicitou ao Me. Amado, anfitrião da festa, que antecipasse a graduação dos mestres. O argumento do Me. Roque foi que, sendo a graduação de mestre o destaque principal do evento, seria melhor realizá-la em primeiro lugar para aproveitar a presença massiva do público. Mesmo a contragosto, o Me. Amado acatou a sugestão por respeitar a visão e o pedido do seu mestre de fato e de direito.

Reside aqui a beleza da capoeira; mesmo a contragosto, coube ao mestre respeitar o seu discipulado, mesmo ele tendo o poder de não acatar. “Agora vocês são mestres”, pontuou Me. Amado e prosseguiu: “alguns podem querer deixar o grupo, mas digo que a traição de um aluno é pior do que de uma mulher”.

No fim, o Me. Amado apela para que, independentemente de qualquer coisa, os mestres e demais alunos sempre respeitem o seu mestre. Foi o que acabara de fazer, acatando o pedido de Me. Roque; ademais, é irrelevante a fala se ela não viercom uma ação de respeito perante a todos.

3. O Papel do Contramestre: A Ponte Entre o Aprendizado e a Liderança

O grau de contramestre representa um divisor de águas na caminhada do capoeirista. Ele já não é somente um praticante experiente, mas sim um multiplicador do conhecimento, braço direito do mestre e líder direto na comunidade. O contramestre assume o compromisso de manter viva a tradição, formar novos alunos e desenvolver projetos de relevância social.

A apresentação dos contramestres encerrou o ciclo das graduações, momento em que Ibitupã contou com a presença de três candidatos. Ao término da entrega das cordas e de muitas homenagens, foi ressaltado o trabalho destes professores na atuação em serviços sociais e na propagação da arte da capoeira.

Implica uma responsabilidade colossal, considerando que esses educadores atuam quase como figuras parentais, frequentemente incumbidos da missão de instruir e guiar seus alunos rumo à conduta virtuosa. Ademais, os genitores confiam plenamente na presença do profissional, permitindo que seus filhos frequentem a academia sob a supervisão de quem detém tal titulação, independentemente de quão modesta seja.

3.1 Os Contramestres de Ibitupã

3.1.1 Juedison Ferreira

O professor Risadinha foi um dos agraciados e, com seu jogo seguro, mereceu a graduação. Ele atua na capoeira há mais de vinte e seis anos. No momento, trabalha como coordenador do PSF Antônio Kallil Dourado, em Ibitupã, e na Clínica São Roque, em Ipiaú. Unindo a capoeira e a vaquejada (sua outra paixão), Juedison Ferreira continua fazendo seu trabalho com leveza e muita resenha.

3.1.2 Amauri Leão

O professor tem vinte e seis anos de capoeira. A princípio, relutou em pegar a corda; no entanto, no momento em que os mestres o chamaram, convenceram-no a aceitar sua graduação. O capoeirista tem serviços prestados ao esporte, seja como professor ou como político. Já foi candidato a vereador e, católico desde que se entende por gente, viu no trabalho social o motivo para enfrentar as adversidades da vida.

3.1.3 Adenilson de Oliveira

O professor Cabeça foi um dos que merecidamente recebeu a corda de contramestre, principalmente pelo seu trabalho junto à comunidade de Ibitupã, distrito localizado no município de Ibicuí.

No momento, ele dá aulas gratuitamente, sem nenhuma ajuda do poder público municipal. Por ser versátil, já participou da Banda Nazzueira nos anos 2000 e é o idealizador de eventos como As Nossas Raízes e o Vou Capoeirar. Agente cultural e social, ele faz um trabalho primoroso orientando crianças e adolescentes na prática da capoeira, muitas vezes empregando energia e recursos financeiros próprios para ver o projeto dar certo.

Um dos capoeiristas mais respeitados, ascendeu rapidamente no grupo Filhos de Canjiquinha, ganhando elogios de mestres como Darkson Alves (Kinho) e Luciano Thiago (Me. Pó).

4. Os Mestres e a Continuidade do Legado

Segundo Dias Gomes, “[…] a capoeira não tem credo, não tem cor, não tem bandeira, ela é do povo, vai correr o mundo.” Neste sentido, concorda com autor o Cme. Cabeça quando afirma que:

A capoeira é laica no sentido restrito porque ela comporta praticantes de todas as religiões. Então, ela é inclusiva, uma vez que joga gordo, magro; preto e branco; pobre e rico. Mesmo eu tendo ciência de que ela (capoeira) é uma ferramenta de transformação social que carrega uma transcendência afro-brasileira. A Capoeira é instrumento de resistência e luta de um povo que fora escravizado, a maioria destes ligada a praticantes de religiões de matriz africana […] (CABEÇA, 2026).

Os ibitupaenses alegraram-se com as graduações dos Mes. Darkson Alves e Luciano Thiago — ou seja, Kinho e Pó. Apesar de serem da cidade vizinha de Dário Meira, eles têm uma forte ligação com a capoeira ibitupaense, ao serem os precursores da arte no distrito, e suas histórias se confundem com a própria trajetória dessa nobre arte na região.

                                                              Figura 3 – GMe. Pó e Me. Amado. 

Fonte: Santos (2026).


5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O reconhecimento e o fortalecimento da capoeira em Ibitupã repercutiram amplamente na sociedade civil e em diversas instituições locais. Demonstração disso foram as notas formais de congratulações publicadas por entidades como o Clube Ibitupaense de Xadrez, a Unidade de Reforço Escolar Edezio Pereira dos Santos e o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) de Ibicuí-BA, reafirmando o valor sociocultural e educativo do trabalho desempenhado pelos novos contramestres no município.

Contudo, apesar das felicitações e do amparo moral vindo de tais instâncias, ainda falta um reconhecimento incisivo por parte do poder público, especialmente mediante a alocação contínua de recursos financeiros e investimentos estruturais. A prática da capoeira não pode depender unicamente do esforço voluntário ou do custeio próprio de seus agentes para se manter viva e atuante.

A ascensão de Juedison Ferreira (Risadinha), Amauri Leão e Adenilson de Oliveira (Cabeça) ao grau de contramestres simboliza a consolidação de um trabalho comunitário persistentemente erguido. Por fim, o evento em Boa Nova e o destaque alcançado por Ibitupã reforçam que celebrar os 30 anos dessa história exige também a cobrança por políticas públicas efetivas, garantindo que o berimbau continue ecoando com o devido suporte institucional e financeiro para as futuras gerações.

Mesmo diante dessa necessidade de apoio institucional, ter três novos contramestres coloca Ibitupã em lugar de destaque, trazendo um orgulho que ultrapassa as rodas e alcança toda a sociedade local.

 

Referências

CANJIQUINHA, Me. (Washington Bruno da Silva, 1925–1994). Alegria da Capoeira: Tradição e Fundamentos da Capoeira Baiana. Salvador, BA. Disponível em: https://www.fundacaocultural.ba.gov.br.

CLIMATEMPO. Dados meteorológicos e registro de temperatura para Boa Nova (BA) em 12 de setembro de 2026. São Paulo, SP, 2026. Disponível em: https://www.climatempo.com.br/previsao-do-tempo/cidade/2493/boanova-ba.

GOMES, Dias (1922–1999). Citações e Pensamentos sobre a Capoeira e a Cultura Popular Brasileira. Rio de Janeiro, RJ. Disponível em: https://www.academia.org.br.

IBICUÍ (BA). Lei nº 142, de 27 de maio de 2022. Dispõe sobre a autorização ao Poder Executivo para a inclusão do ensino da Capoeira nas Escolas do Município de Ibicuí-Bahia, e dá outras providências. Diário Oficial do Município de Ibicuí, ano 10, n. 2424, p. 2-4, 1 jun. 2022.

PASTINHA, Me. (Vicente Ferreira Pastinha, 1889–1981). Capoeira Angola. Salvador: Editora Typographia Beneditina, 1964. Disponível em: http://www.iphan.gov.br.

SANTOS, Calyane. Capoeiristas reunidos durante o batizado de capoeira em Boa Nova. 2026. 1 fot. Fotografia integrante do artigo "Tradição e Respeito: O Impacto dos Três Novos Contramestres em Ibitupã", de Leandro Bahiah.

UNESCO. A Roda de Capoeira como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, 2014. Disponível em: https://ich.unesco.org/pt/RL/a-roda-de-capoeira-00892.


[1] Graduado em Pedagogia pela Unopar (2019) e Pós-graduado em Psicopedagogia Institucional e Clínica pela Faveni em (2020).

quarta-feira, 6 de maio de 2026

XANDY SOUZA CONFIRMADO NA 8ª MONTARIA DOS AMIGOS EM IBITUPÃ


Por: Leandro Bahiah

Cartaz: Comitiva dos Amigos

 

A tradicional Cavalgada dos Amigos acontece no domingo, 31 de maio, trazendo como uma das atrações o cantor Xanndy Souza. Organizado pela Comitiva dos Amigos, o evento já se consolidou como um marco cultural da nossa região, celebrando a integração e a música.

 

​A programação começa na Fazenda de Pitu com uma deliciosa feijoada e segue em destino ao Parque de Vaquejada Renascer. O encontro promete reunir centenas de cavaleiros e amazonas em uma festa que garante muita gente bonita e cerveja gelada. "A galera está ansiosa, creio que vai dar muita gente", acredita Arthur Lima, um dos organizadores. 

 

​A expectativa é manter viva a tradição rural com um evento festivo que une gerações de apaixonados pela montaria. Prepare o seu cavalo e participe deste grande encontro que marca o nosso calendário com muita alegria e animação para toda a vaqueirama.

terça-feira, 31 de dezembro de 2024

CARTA ABERTA AO PREFEITO DE IBICUÍ, SR. MARCOS GALVÃO.

Por: Leandro Bahiah.
Imagem: Rede Social.

É chegada a hora de trilhar por outros caminhos, seja na política ou na vida empresarial privada. Mas sempre com o povo, com o seu povo, pois essa é a vocação de todo líder que almeja fazer o necessário e até o impossível por um povo. 

Cheguei à Ibitupã em meados de 1997, aqui, despertei política e artisticamente. Já vi muitas mazelas, falta de vontade política e promessas vãs. Essa indignação nos levou à criação de um grupo político sem “bênção” dos ditos donos da terra. Do qual tenho orgulho de fazer parte e que jamais abandou suas bandeiras, seja nas derrotas ou nas vitórias. 

Na esteira de políticos comprometidos com o bem-estar da sua gente, salário em dias dos servidores e sensibilidade política do construir, isso foi graças a mentalidade implantada a partir de 2003 com a chegada de Lula ao poder, e um representante desse seguimento político foi o prefeito Marcos Galvão.

Lembro-me de que muitos servidores e servidoras já tiveram os seus soldos negados, um direito basilar para quem trabalha, negado criminosamente, digo com propriedade, ao ser uma das vítimas. Ibitupã, hoje, tem ruas calçadas, água tratada, praças revitalizadas. Como pode um prefeito ter feito isso tudo, algo que parecia impossível, e seus antecessores, não? Vontade política é a resposta. 

Mas não se engane, os chefes de governos precisam ser do campo político que goste de pobres, que cuide de gente e que acredita que a política e a democracia sempre são a melhor saída para qualquer imbróglio. 

Permanecemos atentos, vigilantes e amando nossa gente, respeitando os diferentes numa relação republicana onde não há inimigos, no máximo adversários. No entanto, não podemos tolerar ideias neofascistas e neonazistas, pois aí estaremos dando munição para sermos aniquilados, uma ameaça à existência de raças e credos. 

Marcos Galvão, um dos prefeitos mais competentes da história de Ibicuí, soube honrar e valorizar a chance de gerenciar uma cidade como Ibicuí, a capital do forró, assim como muitos outros tiveram a chance. Certamente, todos os seus antecessores deixaram seus feitos, porém não podemos ignorar suas falhas e equívocos para sermos justos com os administradores que governaram com honestidade e consideração pelos servidores. 

Felicidades sempre, saúde, que boas ideias surjam e sejam concretizadas, e que nunca se esqueça de sua gente, especialmente daqueles que não têm voz e têm muita fome, fome de justiça e oportunidade. Obrigado!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

EM 2025, LEANDRO BAHIAH LANÇARÁ O LIVRO "DUDA: O ACASO NOS GOVERNA".


O LIVRO DEVERÁ ESTAR NA PLATAFORMA AINDA NO PRIMEIRO SEMESTRE.

 

Foto: Fábio Kalill.
Texto: Edilene Bahiah.

Após o sucesso de “Duda, Muito Prazer!”, o escritor Leandro Bahiah lançará, em 2025, o segundo romance da trilogia. Inicialmente, “Duda: O Acaso Nos Governa” será publicado na Amazon em formato digital. Quando questionado a respeito do livro físico, Leandro respondeu que: “Tem dois motivos, um é o custo e um retorno muito baixo para o escritor. Temos uma geração que aceita muito bem a questão do livro digital pela facilidade, e o outro, e não menos importante, é a conscientização pelo meio ambiente sustentável, é menos árvore cortada”. Durante as férias, esses livros são uma boa pedida. Relaxe. Coloque o cinto e embarque no mundo mágico de Leandro Bahiah.


Até o final de 2025, está prevista a publicação de mais dois livros, uma peça teatral,
“Os 7 Suspeitos” e o terceiro livro da trilogia, com o título provisório de “Duda: E as Amargas Lembranças do Corre”. “É um livro para quem tem estômago forte”, disse Bahiah sobre este terceiro livro, que teve um ótimo feedback, segundo o escritor. O terceiro livro da trilogia foca na Rua do Corre Gritando dos anos 70, 80 e 90. Devido ao sucesso do primeiro livro, com uma pegada mais hot, o autor foi provocado pelos amigos e fãs a escrever o segundo livro, que foi concluído em meados de 2021, que embora seja ainda hot, aborda questões políticas e crítica social. Já em 2024, Leandro finalizou a trilogia com “Duda: E as Amargas Lembranças do Corre”

O primeiro livro, “Duda: Muito Prazer!” tem uma narrativa ágil, centrada no mundo mágico do circo e na rotina pacata de uma cidade de interior que leva a Professora Duda a se apaixonar pelo mágico Raianderson, o único problema: ela é casada. O livro se encontra disponível na plataforma da Amazon com um preço simbólico. “Eu escrevo, para entreter as pessoas e provocar uma reflexão, ganhar dinheiro com venda é consequência. Para mim, receber,criticar e elogios, ou seja, retorno sobre um livro meu, é algo que não tem preço”, salientou Bahiah.

Em 2024, Leandro Bahiah foi um dos organizadores do Projeto Literatos do Futuro, conjuntamente com as professoras Maria Clímaco e Eliêde Gomes, que teve como consequência positiva a obra “Amores de Poetas” que pode ser também adquirido através da Amazon em formato de Ebook. “Este ano que vem creio que será promissor, e aproveito para agradecer a cada um leitor e leitora que me deram a honra de ler o meu livro”, finalizou o escritor.

O seu primeiro livro teve critica positiva, a primeira, foi feita pela bibliotecária Vanessa da página Tercendo a Literatura e a segunda foi realizada por Natália Balbina adm da pagina Cem Livros.

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

CONHEÇA OS ALUNOS DO NONO ANO QUE PARTICIPARÃO DO PROJETO LITERATOS DO FUTURO

Por: Leandro Bahiah

Fotos: A.P.

A obra “Amores de Poetas” integra o PROJETO LITERATOS DO FUTURO, concebido pela professora de Língua Portuguesa, Eliêde Gomes Pereira, com coordenação de Leandro Bahiah e Maria Clímaco Xavier


Os estudantes do 9º Ano da Escola Municipal de 1º Grau João Manoel da Silva criarão os poemas, que serão selecionados, revisados e publicados tanto em formato físico quanto em e-book. A culminância do projeto ocorrerá com uma noite de autógrafos no auditório das Escolas Municipais de Ibitupã.

Durante o evento, os livros estarão à disposição e serão vendidos para a comunidade escolar: funcionários, professores, estudantes e os pais. Este evento também será considerado Atividade Avaliativa para a terceira unidade nas disciplinas de Arte e Língua Portuguesa.


BIOGRAFIAS DOS POETAS

Laura Cavalcanti Ribeiro nasceu em Ibirataia, Bahia, no dia 2 de junho de 2010, portanto, atualmente tem 14 anos. Ela está cursando o nono ano do ensino fundamental na Escola João Manoel da Silva, localizada no Distrito de Ibitupã.

Embora ainda esteja na adolescência, ela expressa sentimentos e delicadeza em seus versos, sendo por isso conhecida como a poetisa da sensibilidade, pois em grande parte de sua obra, ela aborda a temática do amor. "Adoro viajar e me arrumar", declarou Laura Maria, e acrescentou: "assim como criar meus poemas".

Como aluna dedicada, ela possui todos os atributos para prosperar na carreira literária.

 

José Antônio Menezes da Silva, é filho de Zelinho Amaro e Maria Conceição, nasceu em 9 de janeiro de 2007. O jovem capricorniano tem uma inclinação natural para as artes, tendo atuado como ator amador em peças teatrais e liderado grupos em gincanas escolares.

Sua paixão também se estende à literatura, particularmente à poesia, área na qual já compôs diversos poemas. Conhecido como o poeta romântico, José Antônio afirma: "Eu coloco verdades, ou melhor, sentimentos nos meus poemas". Atualmente, ele está no 9º ano na Escola João Manoel da Silva.

Além disso, o jovem ipiauense tem interesse por esportes, especialmente futsal, mas é no xadrez que ele realmente brilha.

O futuro promissor de José Antônio depende unicamente de seu próprio esforço e dedicação.


Davi Santos Alves nasceu em Ipiaú, Bahia, no dia 25 de agosto de 2009. “Meu pai é Antônio Carlos Alves dos Santos e minha mãe, Rosângela Rocha dos Santos”, declara orgulhosamente o poeta.

Aluno do 9º ano da Escola Municipal de 1° grau João Manoel da Silva, Davi Santos diz com satisfação: “Ainda vivo no lugar onde cresci”, conhecido também como o poeta ecológico, sugerindo que, quem sabe, ele possa ser um novo Manoel de Barros no futuro.

Com o Rio Novo e o meio ambiente como fontes de inspirações, foi natural para o jovem poeta abordar temas ecológicos, como as queimadas na Amazônia e a preocupação com a poluição do planeta Terra.


Carlos Henrique Gonçalves Goes nasceu em Ibicuí/BA, em 4 de agosto de 2009, completando 15 anos este ano. "Meu maior sonho é ser jogador de futebol", afirma Carlos Henrique, um sonho que também era do seu tio, o professor Ednaldo José.

O tio foi um marco em sua criação e um exemplo para a comunidade de Ibitupã. A antiga Escola General Emílio Garrastazu Médici, agora, leva seu nome, uma homenagem merecida. Infelizmente, o professor faleceu.

Carlos Henrique é o jovem que expressa sentimentos em seus poemas e critica as tendências superficiais e destrutivas da atualidade, dizendo: "Não preciso me drogar para ser um gênio", referindo-se à falsa sensação que as drogas provocam. 

Dedicado aos estudos, Carlos Henrique, o 'jogador poeta', vive entre as distrações da era moderna como milhões de jovens, porém, sem perder sua essência e com sua criticidade.


Tirza Nascimento de Souza, de 17 anos, é filha de Viviane Nascimento de Souza e neta de Maria Marta de Souza. "Amo viajar para lugares turísticos e aproveitar a vida como se não houvesse amanhã", disse Tirza. Ela também declarou: "Meu maior sonho é ser uma médica renomada e ter uma vida de sucesso".

Cursando o 9º ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal João Manoel da Silva em Ibitupã, Tirza aprecia uma frase de incentivo para nunca desistir dos sonhos: "Na vida, tudo tem seu tempo determinado; apenas não desista, não se desmotive. Se cair, levante-se; se não deu certo na primeira vez, tente novamente. Dê um passo de cada vez, que certamente chegará ao seu destino e realizará todos os seus sonhos".

Seus poemas transmitem sensibilidade e carregam sentimentos em cada verso, dispostos delicadamente em estrofes esteticamente harmoniosas.


Henzo Maurício Barreto Cajá, além de sua paixão pelo futsal, tem um apreço pela expressão poética. Nascido em 19 de maio de 2010, em Ibicuí, Bahia, é filho de Neyla Cajá e neto de Fátima Barreto Cajá e Cide Reis. Henzo une sua dedicação ao esporte com uma sensibilidade artística, que ele expressa através da poesia.

Os poemas possuem uma qualidade excepcional, inspirados nos elementos naturais: o sol e a lua. A sensibilidade aguçada de Henzo Maurício — capaz de captar o silêncio da alma — confirma seu talento poético. Em cada verso de seus belos poemas, ele convida o leitor a se transportar para um mundo repleto de percepções e reflexões profundas.


Emanuel Davi Mendonça de Almeida Braga nasceu em 10 de dezembro de 2009, em Ipiaú-Bahia, e atualmente reside no Distrito de Ibitupã-Bahia (Ibicuí).

Seus pais são Danilo de Oliveira Braga e Mônica Mendonça de Almeida. Emanuel Davi, o qual é aluno do 9° ano, afirma: "Gosto de ler alguns livros e jogar videogames".

No futuro, ele cogita cursar faculdade de medicina ou engenharia de computação. Certamente, tem um futuro promissor pela frente. Apesar de estar imerso nas tecnologias modernas, ele também demonstra talento para a poesia, como evidenciado neste livro.


João Mateus Oliveira Barbosa, nasceu na cidade de Itagibá, no dia 25 de abril de 2009, mora em Ibitupã/BA, estuda na Escola João Manoel da Silva e cursa o 9º Ano do Ensino Fundamental e participa do Literatos do Futuro 2024.

João Mateus é extrovertido, um estudante amável e dono de um carisma ímpar, verdadeiro amante da cultura popular nordestina. “Eu sou um menino do campo e amo tudo que é natural e belo”, diz o poeta.

Ela adora vaquejada, tourada, argolinha, ou seja, toda modalidade esportiva que tem o homem, o cavalo e o gado como atração. Segundo, João Mateus, “a vida é uma eterna parceria”.


Ana Cláudia dos Santos reside atualmente em Ibitupã. Nascido no dia 22 de fevereiro de 2010, no Hospital Anita Rodrigues em Ibicuí. No momento, estuda na Escola João Manoel da Silva. É uma das três meninas que integram o grupo de 12 estudantes do 9º Ano da turma de 2024.

Uma curiosidade sobre ela: "Gosto de artes e de escrever sobre diversos assuntos interessantes, coisas que vou pensando ao longo do tempo". Além disso, ela sonha em trabalhar com medicina veterinária, para diminuir o número de animais jogados nas ruas e com doenças.

Dada a sua sensibilidade para com a causa animal e inteligência, em seus poemas, ela tece reflexões sobre temas que nos angustiam como seres humanos, como, por exemplo, o perdão. Ana Santos, como gosta de ser chama, é uma das joias que a escola tem a honra de revelar.


Otávio Reis Santos é o filho de Adélio Costa Santos e Mirélia dos Santos. Tem 14 anos. Nasceu na cidade de Ibicuí, interior da Bahia. Moro em Ibitupã desde quando nasceu. Estudou desde o Infantil até o 5º Ano na escola Emílio G. Médici, hoje, é a Prof.º Ednaldo José. 

O estudante, afirma: "Minha maior paixão é andar de moto". Em poemas sobre temas importantes da vida, como amor, amizade e morte. Ele estuda na Escola João Manoel da Silva no 9º Ano do Ensino Fundamental, tendo participado do Projeto Literatos do Futuro.

É um aluno inteligente, curioso, ou seja, dado às inovações e uma atenta às novas formas tecnológicas.


Raphael Sampaio de Jesus nasceu em Interlagos em 23 de maio de 2008. Vive na Zona Rural de Ibicuí, na Bahia.

Desde criança, ele frequenta as Escolas Municipais de Ibitupã. Embora Raphael Sampaio fosse um paulistano, seu gosto está voltado para a cultura e tradição de sua mãe, Noeme Moreira Sampaio: “Gosto muito de cavalos e vaquejada”, afirma o aluno da Escola Municipal João Manuel da Silva.

Carismático, Raphael Sampaio, traz para nós o tema da superação, a natureza e a reflexão. Ele tem tudo para seguir carreiras ligadas ao campo como, por exemplos, Zootecnia, Veterinária ou/e Agronomia.


João Ricardo Lima Barbosa
, nascido em 14 de dezembro de 2008, é praticante de esportes como o Futebol e o Futsal. Já participou de vários campeonatos de Xadrez, inclusive, foi campeão no Torneio Escolar de Xadrez de 2023.

Ele executa bem o que se propõe a fazer, sendo conhecido como o poeta ‘das palavras sinceras’“A gente tem que ser sincero com as palavras, tratá-las bem e com todo carinho”, costuma enfatizar João Ricardo.

Ele é membro da Liga Brasileira de Xadrez — LBX e tem um bom rating no Clube Ibitupaense de Xadrez. Segundo ele, nas horas vagas, há tempo para os poemas.


BIOGRAFIA DOS ORGANIZADORES

Eliêde Souza Gomes Pereira é professora de Língua Portuguesa, Arte e Redação, nascida em Ibicuí no dia 8 de agosto de 1978. Há muitos anos, ela trabalha nas Escolas Municipais de Ibitupã e foi a criadora do Projeto Literatos do Futuro: "Uma maneira de incentivar os jovens a se aventurarem pelo mundo da literatura", afirma a professora.

Esposa de Adenilton Matos e mãe de Guilherme, Gabriel, Esther e Rothe Gomes Pereira. EM 1996 concluiu o Magistério no Centro Educacional de Dário Meira e Letras pela UNIFTC em 2008. “Um poeta fala o que sente e pensa, é puramente sentimento. Amo essa arte”, declarou a mestra.

Querida pelos alunos, Eliêde Gomes personifica o ideal de educadora, sendo compreensiva e levando em conta a situação social e o contexto local dos estudantes ao realizar suas avaliações, especialmente durante os conselhos de classe.


Leandro Santos da Silva, artisticamente conhecido como Leandro Bahiah, nasceu em 21 de agosto de 1984 na Fazenda Cabocla, no município de Ibicuí/BA, porém seu registro de nascimento consta em Almadina/BA. Foi ator amador e autor de peças teatrais como "As Feministas", "Negritude" e "OS7SUSPEITOS".

Destacou-se também como compositor, com músicas como "Paixões Inconsequentes", "Homem Abandonado" e "Melancolia" em seu repertório. No cinema, escreveu roteiros para os curtas-metragens "Estranho Dia" e "Crime Sagrado", além do longa-metragem "Urbis VI: O Primeiro Julgamento". Poemas e pensamentos de sua autoria podem ser encontrados na internet.

Atualmente, reside em Ibitupã. É graduado em Pedagogia pela Universidade Norte do Paraná (UNOPAR) e pós-graduado em Psicopedagogia pela Faculdade Venda Nova do Imigrante (FAVENI).


Maria de Jesus Clímaco Cunha Xavier é uma renomada educadora; reconhecida pela sua didática, inteligência, amor e dedicação à profissão. Filha de Doraci Clímaco Cunha e Altamiranda Cunha, é casada com Marcos Xavier e mãe de Marcello e Maria Luiza.

Nasceu em Jequié, Bahia, no dia 5 de dezembro de 1971. Formou-se em Magistério no Centro Educacional de Itororó, Bahia, em 1989 e em Pedagogia pela FACE em Itagibá, Bahia, em 2008.

Com uma carreira extensa, Maria Clímaco leciona em Ibitupã há muitos anos e dar aulas de História nas Escolas Municipais João Manoel da Silva e Professor Ednaldo José, atuando no Ensino Fundamental I e II. Para professora a essência de ser um educador: “[...] é ser um eterno aprendiz”.