domingo, 11 de junho de 2017

AMIZADE É UMA DÁDIVA DE DEUS.

Rafael, Ailândia, Jarlei, Luciano, Danda, Elly, Valtenes, Léa, Jelma, Lú, Marizete, Joyce e Naara.
Por: Leandro Bahiah. 
Fotos: Aleandra Souza. 

Tenho ótimas lembranças dos tempos de escola, mas nada se compara com o período do ensino médio na cidade de Dário Meira. Ali foi o ápice! Naquela sala não havia espaço para concorrência, para desentendimentos mais sérios, todos se ajudavam, e a missão era que todos chegassem ao objetivo final – conclusão do ensino médio. As pessoas tinham uma sintonia incrível, as resenhas, as brincadeiras não deixavam ninguém ferido. Aquilo tudo é coisa divina.
No fim da segunda unidade e início da terceira do ensino médio, as pessoas levaram o caso na brincadeira e quase todos foram mal nas provas. E qual foi à solução? Todos se reuniram sobre a liderança de Cláudio Rodrigues e chegamos a um intuito comum: E dali em diante todos levariam as coisas a sérios e se ajudariam mutuamente, e de fato – isso foi feito. Isso é coisa de líder!
Bahiah, Jamilton, Cláudio, Valtenes, Alex e Joyce.
Muitos colegas por motivo de força maior e infelizmente não chegaram conosco até o fim daquela jornada, todavia deixaram suas marcas indeléveis nas nossas almas, suas amizades sinceras e até hoje é alimentada, e é motivo de orgulho. Esses amigos e amigas foram para outros lugares e, lembro de José Alves, Joelton Santos, Leonardo, Juanina e Ricardo. Essas pessoas transpuseram a barreira do coleguismo e suplantaram uma afetividade nas nossas relações que só me fizeram crescer como pessoa. Muito obrigado meus amigos e amigas!
Aquela turma de fato foi inesquecível! O lado bom da vida é contar e fazer parte de uma turma que deixou saudades: Onde todo dia era motivo de alegria e de aprendizagem. E direi aos meus filhos, netos, bisnetos e quiçá tataranetos que fui um no meio de pessoas tão especiais, e repito que me fez crescer em todos os sentidos. “Tudo é divino, tudo é maravilhoso”, diz Belchior e sintetiza bem aqueles momentos que passamos juntos. Como esquecer dos trabalhos, das apresentações, das provas, das peças teatrais, dos professores e professoras? Eraldo Sampaio, Carlos Leônidas, Júlia Cecília, Kadja Layse, Marcelo, Antônio Brito (saudoso), Hélio, Anita Amaral, Nea e Dinalúzia.  
Peça: "As Feministas". 
E quando me perguntar se fui do tempo de São Tomas de Aquino, de Judas, de Nelson Mandela ou de Nero, direi que não. Eu sou do tempo da dedicada Ailândia Fonseca, da sempre amiga Aleandra Souza, da lépida e afável Aclecia Silva, de Alex Rodrigues (ponderado e companheiro), de Cláudio Oliveira (orador nato), da companheirona Eliana (Elly), Elizângela Pereira (Danda) e de Flávio Santos (galanteador). E caso algum desavisado me indagar se sou do tempo da Ditadura, da Revolução Industrial ou da Segunda Guerra Mundial, pacientemente confessarei que não. Eu alegremente afirmarei que sou do tempo das loucuras de Francine Silva. Da dedicadíssima Graziane Cajá, do fotógrafo Jamilton Souto (sempre com suas intervenções mais hilárias), de Jarlei (o bem apessoado e alegre), Jelma Pereira (simpaticíssima),  da amável prima Jossilene Lima, de Luciano Almeida (o poeta) e de Luciene Cruz (a contagiante).
Francine, Rozilene, Patícia, Naara, Lú e Laiana.
E é provável que alguém vá me argüir: Se sou do tempo de Bolsonaro, de Lula ou de Trump, insistirei que não. Eu sou da época de Luzitânia Souza companheira inseparável de Marizete Marinho (tranquila), da estonteante Maheli Andradeda magérrima Michelle Nascimento, da sempre extrovertida Mirela Guimarães, das risonhas Miriam Xavier, Naara Sansão e Patrícia. De Rafael Souza (o inteligente), Rozilene e Valtenes de Jesus (os serenos). E que me perdoe aquelas pessoas que minha memória com o tempo, esqueceu-se.
A todos vocês rezo para que consigam tudo que almejar e que Deus abençoe os sempre, sou grato a amizade de vocês, as palavras de carinho, o respeito, conte comigo sempre. A distância só faz fortalecer esta dádiva de Deus que denominamos de amizade. Mario Quintana dizia que "A amizade é um amor que nunca morre", "A amizade é o conforto indescritível de nos sentirmos seguros com uma pessoa, sem ser preciso pesar o que se pensa, nem medir o que se diz", disse George Eliot. Somos uma família e como dizem os poetas Mc Nandinho e Nego Bam:  “Nós se ver por aí”. Sejam felizes e muito obrigado meus caros e caras!

Diretor-presidente: Pericles Gomes. Edição e Revisão: Adenilson de Oliveira. Produção Executiva: Jailton Silva Gomes. Direção de Pauta: Leandro Bahiah. Direção de Arte: Pedro Henrique. Marketing e Propaganda: Abel Meira Gomes. Colunistas: Pericles Gomes/Leandro Bahiah/Pedro Henrique/Kallil Diaz. Colaboradores: Jamilson Campos/Henrique Alexandria e Josenaldo Jr.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

MARCOS GALVÃO: PREFEITO VIRTUAL?

Por: Pericles Gomes
Imagem: internet

O advento da internet, bem como das redes sociais, as formas de comunicação e interação sofreram uma importante revolução, o fenômeno do isolamento social estão com os dias contados, seja de um grupo em relação aos outros à sua volta, seja o isolamento individual de uma pessoa em relação à comunidade, sociedade ou cultura na qual está inserida. Há quem defenda o contrário, de que as redes sociais aproximou os distantes e afastou os próximos. No entanto, quem defende uma coisa ou outra, faz parte desse universo hiperconectado. A solução não é se desconectar, a sugestão é, destarte, não substituir a vida real apenas por uma virtual.

Todas as antigas formas de interação que existem, perderam espaço para o mundo das salas de bate-papo, mensagens de texto instantâneas, e-mails, Facebook, WhatsApp e Instagram. A conexão com um grande número de pessoas e de forma veloz é o principal atrativo. Daí a sua importância não apenas para a interação entre indivíduos, mas para a troca de informações e conhecimento, que dizem respeito a toda a sociedade.

Usei todo esse preâmbulo, para falar do atual governo ibicuiense, mesmo não estando em meu município, as redes sociais e a conectividade, não me deixa sem informações. São muitos as tormentas que rodeiam o governo Marcos, mas nada poderia ser mais grave e ameaçador do que o que a ausência do prefeito, ninguém têm acesso a ele, senão uma casta de blindadores. O que deixa a população atônita, todavia, é que nas redes sociais o prefeito e seu governo são sempre figurinhas carimbadas, não que eu seja contra, mas fazer disso regra me parece um despropósito. 

Dia desses me falaram do prefeito virtual, jurava que era um aplicativo que o governo tinha criado para facilitar a interação entre governo e povo, tendo em vista que o prefeito quase nunca é encontrado na cidade, exceto quando se tem uma câmera por perto para fotografar o momento e logo em seguida virar postagem na página da prefeitura no Facebok. Entretanto, não era um aplicativo, o tal "prefeito virtual", estavam se referindo ao prefeito mesmo. A justificativa que ouvi de um amigo que votou nele foi: "ele todas as vezes que veio em Ibitupã, ficou dez minutos, tirou algumas fotos e foi embora. Horas depois, pode ir na internet que estará tudo lá, devidamente postado. Tudo com ele é virtual".

Quando escrevi uma carta aberta ao prefeito, ainda no final do ano passado, vésperas de sua posse, lembro-me que a recomendação que mais fiz foi essa: "Sugiro: Esteja sempre no meio do povo, nos momentos bons e principalmente nos ruins. Não fuja, esteja e seja presente. Ouça primeiro e aja depois de argumentar com coesão e coerência. Em tempos difíceis, dê as mãos, peça ajuda se necessário. Lidere ao âmago, no entanto, seja cortês. É sempre bom lembrar que é preciso semear afetos e reativar o hábito de estar junto. Não se esqueça: carecemos uns dos outros". Passados cinco meses de governo, é justamente o contrário que temos visto, daí a alcunha de "prefeito virtual".

Deixo claro mais uma vez, que tudo o que escrevo é por encargo de consciência, escrevo somente o que acredito, não quero com isso, dizer que as minhas inferências sejam todas corretas, sempre que achar que deva, vou tergiversar, não é o caso até agora. É a segunda vez que escrevo comentando a situação política de Ibicuí, a primeira foi sobre a medida - que qualifiquei como impudente - do "São João Sunset" e agora trato sobre a ausência do prefeito. O povo precisa ver seu líder, precisa sentir que ele é próximo, que se importa com seus problemas que são tantos.

Prefeito etimologicamente vem do Latim prae, “antes, à frente” e facere, “fazer”. Assim se formou o verbo praeficere, “colocar à frente de”, o povo elege alguém para estar à frente, isto é, para ser aquele que norteia o caminhar dos demais, favorecendo a harmonia na comunidade. No início do ano o clima de esperança e euforia foi depositado nesse mandato e muito embora seja realmente ainda muito cedo, tudo parece ruir como que um efeito dominó. Governar pela Facebook é inconsequência e desrespeito, infelizmente, não obstante todos os alertas e advertências, o governo caminha para o distanciamento, quando o que o povo mais precisa é de aproximação.

Reitero, não escrevo por malquerença, desejo verdadeiramente que o meu povo, a minha cidade não tenha que esperar mais quatro anos pra voltar a ter esperança, para isso o atual governo tem que funcionar, tem que dar certo. Restam ao meu ver duas opções: Governar, fazer as coisas darem certo apesar dos muitos problemas que eu sei que nós temos. A segunda é fazer o São João de seis em seis meses. Aí Lordão faz a festa no sunset e a noite Simone e Simaria cantam Loka e anima os foliões e depois de cada música fala o nome do prefeito e diz que ele é "estoraaaado" o melhor prefeito do interior da Bahia. É isso!

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domingo, 28 de maio de 2017

“NÃO SE DERRUBA UM GOVERNO SUJO COM ROSAS”, DIZ O CANTOR E COMPOSITOR ALDIR BLANC.

Confira a íntegra do texto:
Aldir Blanc.
Por: Aldir Blanc.
Imagem: 274

Para caracterizar o samarcal do desgoverno Temeroso, vou citar o guerreiro do Império, Winston Churchill, em suas “Memórias da Segunda Guerra Mundial”. O trecho está na página 112 do primeiro volume, na edição da Nova Fronteira, e refere-se a Mr. Baldwin, uma espécie de Treme-Temer inglês: “E assim vai ele num estranho paradoxo, decidido só a não decidir, resolvido só a não resolver, firme na deriva, sólido na fluidez, onipotente na impotência”.
É ou não é a cara do presigárgula? Imaginem aquele sorriso falso de Mono Esburacado, ajeitando o nó da gravata deformada pelo barrigão. Ele desliza feito réptil em direção à tribuna para não falar a verdade e, seguindo Churchill, ser coerente na incoerência, forte na tibieza, sólido na flatulência… Em suma: o cara passará à História como “ele recebeu a propina, separou mil e jogou no bolso”.
Homem da Zona Norte, conheci malandros de palavra, que tinham elevado sentido de honra, como o saudoso Maneca, cuja promessa era sagrada. Pensem na figura patética de Dá-o-pé-Loures, mais um caso de “jogou no bolso”. Devolveu a tal mochila faltando 35 mil. Depois, “achou” a grana e devolveu. Outro descalabro: precisamos de alguém para nos defender do minidef, membro caído do PPS (Partido Paleolítico Senil), aquela agremiação cujo dono é Robertov, que já abandonou o navio. A presença do vomitivo político na Defesa não faz o menor sentido. A casa também caiu sobre Mineirinho. Entregou o passaporte e aguarda a prisão. Já a irmã, usada e abusada, está presa. É preciso ressaltar que Mineirinho continua impune em espancamento de mulheres e blindado no tenebroso escândalo de Furnas (e aí, juízes do Supremo? Não vão abrir esse cofre de Pandora?). É preciso investigar também o helicoca, a Samarco (19 homicídios culposos, um rio morto, a maior catástrofe ambiental do Brasil, estragos que chegam ao litoral da Bahia). Dá nojo a forma como homens (?) vis exploram irmãs que os idolatram.
O desespero Temeroso pode ser avaliado pelo grito de help às Forças Armadas, uma estupidez, com, é claro, a cumplicidade do minidef.
A ONG Alerta Brasil e o Projeto #Colabora denunciam que, desde que Temeroso abundou-se no trono presidencial, um direito foi perdido por dia! Esse é o líder “jogou mil no bolso”.
Como cravou a jornalista Dorrit Harazim, o presipodre poderia ter dito aos animais proteicos “Fora daqui”.
Vi no canal Bloomberg a seguinte pérola: “O mercado exige a continuação das reformas”. Qual mercado? Aquele que quebrou o mundo em Wall Street na megafraude de 07/08, ninguém preso? O da Fiesp? O de Pedro Parente Deles, onde o Brasil paga caro para explorar suas próprias riquezas?! O da “reconstrução” da Halliburton no Iraque? Vão se fifar!
Toda solidariedade ao repórter fotográfico André Coelho, chutado por um PM em Brasília. Quando se homenageia o Capitão Sampaio por esfacelar o rosto de um jovem, o resultado é esse. 

Não se derruba um governo sujo com rosas.

Fonte: BRASIL247.COM


quinta-feira, 11 de maio de 2017

LEANDRO BAHIAH PUBLICA HISTÓRIA INFANTIL NA SEMANA DO MÊS DAS MÃES.

Que presente maior uma mãe pode dar a um filho? Contar uma história, ler um livro ou presenteá-lo com um livro. Pensando nisto, o IN publica esta divertida historia de Leandro Bahiah. Na semana das mães quem ganha presente são os baixinhos. Tenha uma ótima leitura!
MAGNO & ATAULFO.
UMA DUPLA DO BARULHO.
Leandro Bahiah




Editora
Casa do Saber.




MAGNO & ATAULFO.
UMA DUPLA DO BARULHO.
Leandro Bahiah




Editora
Casa do Saber.



Copyright Leandro Bahiah 2017.
Todos os direitos reservados.
Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem previa autorização, por escrito, do autor.

Texto e Ilustrações: Leandro Bahiah
Editora: Gislane Tanajura de Jesus
Revisão: Talita Alves
Direção de Arte: Alex Jenson
Projeto Gráfico: Thiany Bahiah

CIP
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 00000 Bahiah, Leandro, 1984.
                     Magno & Ataulfo - Uma Dupla do Barulho / textos e ilustrações
Leandro  Bahiah. – Ibitupã: Editora Casa do Saber, 2017.
18 p.
ISBN 00-000-000-00
1-FICÇÃO  INFANTOJUVENIL  –  BAHIA.
I. Título.                                                
                                                                                                                                    CDD:
                                                                                                                                    CDU:
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Dedicatória
Dedico está obra aos meus pais Elias Pereira da Silva e Maria Macedo dos Santos, aos meus irmãos, amigos, familiares e aos meus futuros leitores, e em especial, aos meus avôs Edezio Pereira dos Santos, Carmerina Pinto Macedo, Maria Felix e Ezequiel Silva (In memoriam).





Agradecimentos
Agradeço a Deus por me inspirar, sou grato a luxuosa colaboração das minhas amigas Gislane Tanajura de Jesus e Talita Alves pelas preciosas intervenções. Os conselhos de Pericles Gomes e de Edilene Bahiah.
Muito obrigado a todos!





Epígrafe
“Dê-me caneta e papel e em troca dou-te o mundo!”, Pericles Silva Gomes.







Era uma vez um menino muito especial chamado Magno.
  


Magno morava com seus pais numa fazenda cheia de animais: galinhas, porcos, ovelhas, bois, cavalos... E era muito feliz.
  


Depois que sua mãe morreu, seu pai casou-se com uma mulher bastante má, a cruel Elvira, que o judiava quase todos os dias.

 


Um dia, Magno e o seu amigo grilo Ataulfo descobriram que Elvira queria envenenar o seu pai, e depois, tomar toda a riqueza da família.



Magno contou toda a verdade para o pai, todavia, o mesmo não acreditou na história do garoto...

Então, diante do não convencimento do pai, Magno e Ataulfo tiveram uma ideia: azucrinar o sono da maléfica Elvira.

Todas as noites quando Elvira pegava no sono, o grilo Ataulfo começava a cantoria: – Cricri, cricri, cricri...



Elvira não conseguia dormir graças ao barulho do grilo. Durante o dia, a malvada não dava continuidade ao seu terrível plano.
– O nosso plano está dando certo invertebrado! – exclamava feliz Magno.
– O que é isso? – perguntou o grilo Ataulfo. – Invertebrado?
– São animais que não possuem coluna vertebral. – explanou Magno. – E nem tem crânio.

Eu queria ser gente... – lamentava o grilo. – Queria ser cantor de forró.
– Calma. – dizia o menino. – Você pode ser artista no mundo animal.
– Você ainda quer ser meu amiguinho? – indagava Ataulfo. – Claro. – falou Magno. ­– Os grilos são inofensivos aos seres humanos.
E todas as noites, Ataulfo continuava a fazer o seu espetáculo particular para Elvira.

Elvira de tanto ouvir o cricri, enlouqueceu. E acabou confessando para todos que tentou envenenar o seu próprio marido.

Em suma, Elvira foi levada para o sanatório, pois foi tida como doente mental.
  


– Perdoa filho... – disse o pai emocionado. ­– Por não ter acreditado em você.




E o seu filho Magno o perdoou.

Magno, o pai e o seu amigo Ataulfo foram morar no Reino de Ibitupã.
  


Longe das malvadezas de Elvira, e ao lado do seu inseparável amigo Ataulfo, Magno era o expectador especial das apresentações musicais do grilo que cantava sobre um criado-mudo e sob a luz de um velho abajur:



Primeiro, eu canto...
Para anunciar a minha presença!
Eu pulo, eu brinco e danço!
A vida não é uma sentença.


Segundo, eu canto...
Para cortejar a minha parceira!
Com ela, tomo café, almoço e janto!
Ó grilo-fêmea namoradeira.


Terceiro, eu canto...
Para afugentar os meus adversários!
Este é meu território é o meu canto!
Porque eu sou um grilo bilionário!


E assim, A DUPLA continuava fazendo bastante barulho, compartilhando suas experiências invertebradas e vertebradas, e viveram felizes para sempre!

  
Fim.




















Impresso no Brasil
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sexta-feira, 7 de abril de 2017

JAIR MESSIAS BOLSONARO: A POLÍTICA RETRÓGRADA QUEM O PARIU!

Por: Pericles Gomes
Imagem: Internet.

Jair Messias Bolsonaro é o nome da vez. Odiado por muitos, querido por uns tantos. Louco e vigarista para alguns, santo e profeta para outros. Uma coisa é certa: ele leva a cabo sua agenda e seu nome mesmo atrelado à suas idiotices, o põe no páreo para a corrida presidencial do ano vindouro.

A onda “Bolsomito 2018” invadiu as redes sociais, numa tentativa última de alguns alucinados se verem próximos de seu ídolo. É o que municia seus disparates. Mas é aqui que o caldo entorna… Porque Jair Bolsonaro tem a cara da mãe. Do extremismo/fundamentalismo que impera em nosso momento político. Foi este tipo de política retrógrada quem o pariu…

E, ele não é um fenômeno isolado.

Talvez Bolsonaro tenha ganhado mais espaço por sua desenvoltura teatral e performática, mas o seu conteúdo está recheado de velhos paradigmas que dominam ainda boa parte da política no Brasil e no mundo: fundamentalismo, belicosidade, busca de poder.

Ele tem a proeza te ter seu nome atrelado a casos de homofobia; é entusiasta e defensor do pavoroso golpe militar que maculou a história do nosso país; pratica misoginia, isto é, desprezo ao gênero feminino; é preconceituoso (Quem quiser entender o que estou dizendo procure a fala dele sobre os quilombolas e outros tantos vídeos na internet); é contrário aos direitos humanos e outras tantas sandices que é inerente ao personagem que vestiu e o tem vendido muito bem.

A mãe pode olhar pro seu bebê monstro agora crescido e dizer: “Que trabalho feito com esmero!”

Os vídeos que tanto espantam milhares de pessoas na internet não me assustaram, por um simples motivo: nada, eu disse NADA, do que ouvi Jair Bolsonaro vociferar em suas transloucadas falas eu já não ouvira antes, está tudo presente nas redes socais é só procurar. Faça uma breve pesquisa ao You Tube e veja. Por isso repito: NADA me assusta ou me parece novo!

Existem milhares de Bolsonaros proliferados por aí, dizendo as maiores besteiras em nome de Deus, dos bons costumes e da família, pervertendo a fé singela do povo que acredita neles, explorando a inocência das pessoas, em especial dos jovens… só não se tornaram conhecidos como o insigne deputado. Graças a Deus!

Volto a dizer: Jair Bolsonaro não é um fenômeno isolado… Não é vítima e nem algoz, é só mais um fruto apodrecido de uma árvore podre. Talvez seja, hoje, o filho mais “famoso” dessa política asquerosa brasileira. Mas seus irmãos gêmeos, Aécio Neves e Marco Feliciano (Que alcunhou Eduardo Cunha como seu malvado favorito), continuam ganhando milhões de adeptos e seguidores ensandecidos, que buscam por um messias que os salve (Daí terem dado esse encargo a Jair MESSIAS Bolsonaro). O problema é que esse “salvador” aí anuncia catástrofe e não uma inundação de esperança e equilíbrio que tanto carecemos.

Há esperança? Sim, claro que sim… mas vou tratar disso em outra oportunidade…

Carlos Drummond perguntou e eu o parafraseio: “E agora, José? A festa acabou a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou”... 

Agora… quem pariu Bolsonaro que o balance…


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terça-feira, 4 de abril de 2017

SÃO JOÃO SUNSET: A MEDIDA DA IMPUDÊNCIA.


Por: Pericles Gomes.
Imagem: Rede Social.

Recorrendo ao meu antiquíssimo barsa, encontrei assim definida a palavra pudor: “sentimento de vergonha, timidez, mal-estar, causado por qualquer coisa capaz de ferir a decência, a modéstia, a inocência”. Usei a definição como preâmbulo para dizer como me senti ao ficar sabendo via áudio de WhatsApp e posteriormente consolidada como notícia em um blog, a informação de que o excelentíssimo senhor prefeito de Ibicuí, pensando exclusivamente em nossa cidade tinha de forma impoluta e caridosa criado o “São João sunset”, isto é, o São João do Pôr do sol.

Nas linhas que se seguirá elucidarei o que é o sunset e o porquê da minha veemente inconformidade com ele.

A festa de São João de Ibicuí este ano ocorrerá entre os dias 22 e 25 de junho e o prefeito anunciou uma mudança significativa, “o São João Sunset” no dia 23, é a festa do pôr do sol, já durante a tarde até o surgir da noite, a banda Lordão estará tocando na Praça Régis Pacheco com o “objetivo” de acolher os foliões que irão para o Brega Light, -não é nada desprezível informar que o prefeito é o dono do Brega Light-, pois isso forçará que eles –os foliões- consumam na praça, gerando lucro para os barraqueiros. Vale ressaltar até aqui que se trata de uma boa estratégia para fortalecer a festa da praça; que é a que interessa realmente ao prefeito. 

Logo mais saberão o motivo da minha indignação.

Apesar do assunto não ser nada jocoso, quero contar uma piada para me fazer entender; ela começa assim: o advogado vai ao motel acompanhado da mulher do melhor amigo dele, também advogado. Chegando lá, encontra a própria mulher acompanhada do seu melhor amigo. Ao constrangimento inicial segue a dúvida.
– E agora? O que é que a gente faz?
– O certo seria a gente destrocar os casais e cada um voltar pra casa acompanhado do respectivo cônjuge.
– Sim, isso seria o certo. Mas não seria o justo.
– Por quê?
– Porque a gente tá chegando, e vocês tão saindo.

Sinceramente não sei se o “Sunset” do prefeito vai realmente fazer com que os foliões do Brega Light passem pela praça e lá permaneçam a ponto de consumir e gerar todo esse lucro, a ponto de justificar tal medida nos moldes como foi feita. Perguntei a alguns amigos que assiduamente participam do Brega Light sobre; e as opiniões foram dissonantes. Alguns -dos quais faço parte- acreditam que se o Brega Light começasse como antigamente, às 16:00 e terminasse às 20:00 horas, as pessoas que estavam lá, iriam abissalmente em maior número à praça que os que irão antes da festa começar, como acredita o prefeito. Como ele disse que decidiu pela mudança após cinco meses de pesquisa junto com sua equipe, não há muito o que se discutir.

Imaginemos, pois, que o prefeito esteja certo e que os foliões vão em número gigantesco à praça à tarde. Pergunto: seria justa e ética essa medida? Ela pode surtir efeito positivo na festa do município, mas com certeza surtirá ainda mais no que diz respeito ao Brega Light. Como se sabe, na sexta-feira só é feriado em Ibicuí, sendo assim, muitos trabalham pelo menos até às 16:00, hora essa que comumente começa a festa do Brega Light. A festa sendo mais tarde, possibilita que essas pessoas, em especial das cidades mais próximas venham participar do Brega Light -desafio que me provem o contrário-. Antes a maioria destes iriam para a festa da praça, com a decisão do prefeito irão agora para o Brega Light. Isso é fato. Penso que não há quem disso discorde.

Convido-os ao menos a supor que eu possa estar certo; estando correto faço mais algumas perguntas: Por beneficiar diretamente o prefeito -afinal ele é o dono do Brega Light- não configura uma mistura clarividente entre público e privado? Configurando uma mistura, não seria isso abuso de autoridade? E também falta de decoro? Portanto, passível de punição? Ficam essas indagações à reflexão.

Como estudante de Filosofia e nesse semestre cursando Ética II, é impossível concordar com essa mudança, pois ela fere princípios éticos e morais básicos. Quem quiser entender melhor o que é Ética recomendo os diálogos socráticos escritos por Platão, em especial “A apologia de Sócrates” e “Críton”, e o brilhante livro “Ética a Nicômaco” de Aristóteles, quem o fizer, entenderá o motivo da minha total indignação com o São João do pôr do sol. O chefe do executivo municipal isento para isso fazer, seria louvável, como não o é, considero um escárnio ao município.

É certo que à medida que o governo tomou beneficia diretamente o prefeito Marcos Galvão. Assim sendo, “o São João Sunset” é a mesma coisa que “um pênalti marcado por Eurico Miranda a favor do Vasco”. Não é certo, não é justo, e menos ainda sensato. Faltou quem o aconselhasse. Faltou bom senso, faltou pudor. 

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