domingo, 5 de janeiro de 2020

POLÍTICA IBITUPAENSE: Candidatura Popular X Candidatura Burguesa.



pOLÍTICA IBITUPANSE:
Candidatura Popular X Candidatura Burguesa.



Leandro Santos da Silva[1]


rESUMO: Política Ibitupaense: Candidatura Popular x Candidatura Burguesa – discute os conceitos de Populismo e Patrimonislimo no contexto político de Ibicuí, e denuncia a estigmatização das candidaturas populares em benefícios de uma classe média que sempre está no poder municipal. E através das observações empíricas demonstra que as classes populares e de pessoas das chamadas classe letradas defendem uma política contra os próprios interesses do seu distrito e de sua a gente. O presente trabalho dialoga com autores como o sociólogo Jessé Souza, filosofa Marilena Chauí e com o educar Paulo Freire.
Palavras-chaves: Candidaturas. Populismo. Patrimonialismo. Ibicuí. Ibitupã.

RESUMEN: Política Ibitupanse: Candidatura Popular vs. Candidatura Burguesa - discute los conceptos de Populismo y Patrimonio en el contexto político de Ibicuí, y denuncia la estigmatización de las candidaturas populares en beneficio de una clase media que siempre está en el poder municipal. Y a través de observaciones empíricas, muestra que las clases populares y las personas de las llamadas clases alfabetizadas defienden una política contra los intereses de su distrito y los suyos. El presente trabajo dialoga con autores como la socióloga Jessé Souza, la filósofa Marilena Chauí y la educación de Paulo Freire.
Palabras clave: Aplicaciones. Populismo. Patrimonialismo. Ibicuí. Ibitupan.





1 INTRUDUÇÃO.
Ibitupã corre o risco de não fazer um vereador em 2020? Se depender dos ditos políticos ibicuienses, - aqueles que de fato, manda e desmanda na política de Ibicuí, ou seja, aqueles que atuam diretamente no poder, - não. É interessante para os mesmos ter alguém de Ibitupã na Câmara de Ibicuí? É só pensar um pouco e vermos na prática que - não.
Não era interessante que João do Bode ganhasse, e, foi feito um esforço enorme nos bastidores para que isso não ocorresse – inclusive – podemos citar pessoas que apoiaram candidatos de Água Doce. O caso mais emblemático foi o de Amauri Leão, onde pessoas descaradamente fizeram o que pôde para não viabilizar a eleição com anuência de Ibitupaenses.
E agora, tenta de todas as formas inviabilizarem a pré-candidatura de Deilson Souza – o Dei de Regina. Que “personalidades políticas de Ibicuí esteja trabalhando” para que Ibitupã não tenha representante na Câmara – não é preocupante. E, eles irão camuflar esta intensão, já que pode perder capital político, é o fogo amigo - traição costumeira da política brasileira – sempre estão de acordo com as suas conveniências. O que me preocupa são ibitupaenses ditos “esclarecidos” apontando em direção oposta de acordo com os sentimentos de nossos algozes.





2 POLÍTICA IBItupanse.
2.1 Lutas de Classes.

Uma observação empírica da conta desta questão política em Ibicuí. Temos sempre em mente, que, só as pessoas da elite e da classe média são mais capacitadas para ocupar o poder seja ele – executivo ou legislativo. E com isso renega aquelas candidaturas populares como a pré-candidatura de Dei, um exemplo claríssimo.
Isso vem de longe – com a ideia de conceitos uspianos[2], como patrimonialismo[3], populismo[4] conceitos trabalhados por pseudointelectuais[5] brasileiros como, Faoro[6] e Holanda[7]. Uma bestialidade, segundo Souza[8]. Nesse sentido levamos em conta que o povo não sabe votar, já que também aqui incute o “jeitinho brasileiro” [9] onde todos nos somos ladrões.
Mas as pessoas de classe média e da elite que possui dinheiro e Capital Cultural[10] já mais são corrompidas ou corruptoras. E a realidade brasileira mostra ao contrário. A maioria dos políticos brasileiros são ricos – e mesmo assim tem corrupção. Na iniciativa privada é assim também – citemos Odebrecht, Camargo Correia, Mendes Jr e grandes empresas Transnacionais todas envolvidas com corrupção. Conclusão – os ricos são os que mais roubam, então, na hora que for votar pense nisto.

2.2 Meritocracia.

Aqui temos esta bobagem do pensamento do Neoliberalismo[11], onde você é considerado empresa, e desconsidera a luta de classes, parte da premissa que todos somos iguais e se você não se deu bem na vida – fora porque não se esforçou. O que é imbecil – alguém tenta colocar na sua cabeça que a causa da sua pobreza fora culpa sua e não de uma elite e de seus representantes no poder que abandonou esta classe por séculos como, por exemplo, os afrodescendentes depois dos 13 de maio de 1888.
Seguindo este raciocínio: suas bisavós e avós que trabalharam uma vida inteira e no fim da vida tiveram uma aposentadoria pífia – que mal dava para pagar os remédios, e, alguns com mais de trinta anos de serviços conseguiram comprar uma casa simples. Agora, seus avós morreram pobres por quê? Será que fora por que eles não trabalharam duros – não esforçaram-se o suficiente?

[...] midiatização da sociedade inteira, a perda de referência de classe social, o individualismo competitivo, a privatização de todos os direitos e a ideia de que se você consegue todos estes elementos, como empresa de si próprio, você entrou no campo da meritocracia. (CHAUÍ, 2017).

E você vai acreditar numa baboseira desta? Para Souza (2015), isso já é predeterminado desde a barriga da mãe – é questão de qual classe você pertence. Isso é discurso da elite e da classe média tentando colocar culpa do seu fracasso secular, enquanto invisibilizam a luta por recursos escassos - onde "todos são empresas de si" Chauí (2017)[12].

2.3 Candidaturas Populares.

Aposto nas candidaturas populares, o povo sabe escolher, o que acontece é que quase sempre os mesmos são manipulados pelas mídias e pela elite que compra ou são donos da mídia para "continuar ganhando e roubando o Estado" Souza (2015) e culpando o povo que não tem “capacidade para escolher” ao tempo que são manipulados per seus líderes. E depois, culpa este mesmo povo por seu fracasso. E mais, são contra as cotas, já que no pensamento dos mesmos todos estão em pé igualdades e de oportunidades.
Neste sentido, sou defensor das candidaturas populares, no sentido que estes pré-candidatos sabem a necessidade do povo, passa e já passou por todas as questões que afligem nossos “subcidadãos”[13]. Não aposto em forasteiros, por mais bem intencionado que seja – entretanto não tem vínculo ou conhece a realidade de Ibitupã.

2.4 Professores (as).

Imagine você professor que acredita na premissa de Freire (1987)[14] que "educação muda pessoas e que pessoas transformam o mundo". Na sala de aula estimula seus alunos a estudarem a fazer faculdade porque eles são capazes – basta esforçar-se. Só a educação e a criticidade é um meio eficaz de um individuo exercer sua cidadania plena.

Toda prática educativa demanda a existência de sujeitos, um que ensinando, aprende, outro que, aprendendo, ensina, daí o seu cunho gnosiológico; a existências de objetos, conteúdos a serem ensinados e aprendidos; envolve o uso de métodos, técnicas, de materiais; implica, em função de seu caráter diretivo, objetos, sonhos, utopias, ideias. (FREIRE, 1997, p. 77) apud (DIAS, 2013, p. 25).

Mas na prática: você faz ao contrario, apoia e vota em candidaturas na elite quiçá inconsciente. Rejeita as candidaturas populares por achar que os mesmos não tem capacidade ou pasmem – com receio que os mesmos sejam corruptos. E os da classe média, não pode se corromperem? Qual é a mensagem que você passa para seus alunos de escola pública? Que são formados pela sua maioria pela “ralé” e da classe popular. E ralé é apenas uma provocação e não uma ofensa como conceitua Souza (2015).
Aqui, podemos notar: a luta de classe e a luta por Recursos Escassos[15]. Qual é o professor (a) que ganhando mais em relação à classe trabalhadora precarizada [16] – já que a classe precarizada é que vende sua força de trabalho (braçal). O professor (a) vai querer que seus filhos no futuro esteja pelo o menos no mesmo padrão social da qual hoje são pertencentes? Obvio que  –  sim! Todos vão almejar isto 24 h.
Eles vão pagar o cursinho dos seus filhos, a quitinete e vai pressioná-los a entrar numa faculdade, formar-se, e por fim, conseguir um ótimo emprego seja no Estado ou na iniciativa privada. Mantendo-se na mesma classe da qual são pertencentes ou subindo um degrau na escala social.




3 CONSIDERAÇÕES finais.
O que existe são lutas de classes – onde todos que se manter ou subir na escala social e lutar por recursos escassos, e por isso, estigmatizam, ou seja, não dar créditos as candidaturas populares sérias e que tem muito a contribuir representando os seus "subcidadãos". Neste sentido incute a ideia da meritocracia e que os ricos (burguês) por ter dinheiro é impossível de serem ladrões – corruptos.
E se os ibitupaenses, os "esclarecidos", manipulados ou até mesmo conscientes defende, vota e manipula pessoas a votarem contra os próprios interesses do seu Distrito e da sua gente  –  o que são imperdoáveis – . E depois reclama porque Ibitupã não teve ganho político? A única opção: Burrice. Outra hipótese – lute pelos seus interesses o que é compreensível – já que isso é própria da classe média.
Nos últimos três anos, o único Distrito que teve ganho político – com construção de quadra poliesportiva e abastecimento de água tratada fora Água Doce – é fato. Não discuto o mérito ou merecimento – é o dado concreto da realidade. Ibitupã perdeu por quê? Talvez, porque em Água Doce não tenham pessoas lutando pelo fracasso e dependência do seu distrito.  Porque Ibitupã em importância política com todo respeito aos irmãos água-docenses não deve em nada.
Corremos o risco de não termos vereador de Ibitupã em 2020? Se continuarmos trabalhando contra os nossos interesses e apoiando os políticos ibicuienses - temos grande chance. Inclusive com apoio de pessoas que são dignas de serem chamadas de "esclarecidas", letradas ou algo que o valha.




[1] Graduado em Pedagogia pela Universidade Norte do Paraná – UNOPAR. E-mail: leobahiah@hotmail.com

[2] Intelectuais que se formaram na Universidade de São Paulo – USP e que defendem estes conceitos.

[3] Conceito criado pelo sociólogo Sérgio Buarque de Holanda. Pressupõe que somos seres cordiais e corruptos e isso se transferem para o Estado. Deste modo, somos corruptos e personalistas – diferentes de outras culturas e povos.

[4] A ideia que o povo não sabe votar, e que, os líderes destas classes são manipuladores. Uma maneira inteligente de tirar de cena a soberania popular – o poder emana do povo.

[5] São pensadores tidos como críticos e que Souza vai desmascará-los: entre os quais estão – Holanda, Faoro e DaMata e FHC.

[6] Raimundo Faoro vai dar continuidade ao trabalho de Holanda – será o historiador. E afirmar que somos corruptos porque somos de Portugal.

[7] Sérgio Buarque de Holanda, sociólogo, que interpreta o Brasil erroneamente segundo Souza – cria o homem cordial. Cria-se o complexo de vira-lata.

[8] Jessé Souza, sociólogo, que dar uma nova interpretação a realidade brasileira.

[9] Conceito criado pelo sociólogo Roberto DaMata.

[10] Um dos conceitos criados por Jessé Souza, a partir de uma leitura em Weber: Capital Cultural, Econômico e Social.

[11] Doutrina, em voga nas últimas décadas do século XX, que favorece uma redução do papel do Estado na esfera econômica (FERREIRA, Pág. 484, 2000).

[12] Filosofa, e Professora Emérita da USP.

[13] Conceito de Jessé Souza.

[14] Pensamento atribuído ao educador brasileiro e Patrono da Educação Brasileira Paulo Freire. Autor de obras como: Pedagogia do Oprimido e Pedagogia da Autonomia.

[15] Para Jessé Souza, é tudo aquilo que a Classe Média possui hoje: altos salários, capital cultural ou conhecimento, status, poder, dinheiro, e etc.

[16] Para Souza, existem três classes que forma a classe “baixa”: a ralé, a trabalhadora precarizada e a popular.






Referências Bibliográficas.
CHAUÍ, Marilena de Souza. O Neoliberalismo e a meritocracia. 2017. (6 min 30 s). Nova Política. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=0P3owEhJHRY> Acesso em: 5 jan. 2020.

DIAS, Cristiane Ida T. Rodrigues. A Construção do Projeto Político-Pedagógico na Escola de Educação Básica. 2013. 52 f., il. Monografia (Especialização) — Universidade Federal de Santa Maria, Três Passos, 2013. Disponível em: <https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/295/Dias_Cristiane_Ida_Trampusch_Rodrigues.pdf?sequence=1> Acesso em: 5 ago. 2018.

FERREIRA, Aurélio B. de Holanda 1910-1989: Miniaurélio Século XXI Escolar: O minidicionário da língua portuguesa. Aurélio Buarque de Holanda Ferreira; coordenação de edição, Margarida dos Anjos, Maria Baird Ferreira; lexicografia, Margarida dos Anjos... [et al.]. 4. ed. rev. ampliada. – Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.

SOUZA, Jessé. A Tolice da Inteligência Brasileira: ou como o país se deixa manipular pela elite. São Paulo: Leya, 2015.









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domingo, 24 de novembro de 2019

BRASIL: FUTEBOL, TELENOVELA, ESCOLA E CAOS.


PROJETO DE VIDA: BRASIL - FUTEBOL, TELENOVELA, ESCOLA E CAOS.



Por: Saada Leal, Henrique Lima e Leandro Bahiah.
Arte: Pedro Henrique.
Imagem: Internet.

“AS ESTÓRIAS SE CRUZAM entre pobres e ricos, ou seja, é uma novela muito baseada na realidade”, disse Casé (2019) na apresentação da telenovela Amor de Mãe da Rede Globo. Em que mundo vive a atriz Regina Casé para fazer uma afirmação estapafúrdia desta? No Brasil estórias de ricos e pobres se cruzam, – isto não é uma afirmação que condiz com a realidade. As telenovelas brasileiras são contos de fadas para adultos – além de entreter, serve para fantasiarmos, principalmente, a massa da classe baixa.. 
E o que faz pobre, classe média e elite se "unir", pelo o menos ter algo incomum? Futebol.
O país está mergulhado no caos, a economia cresce míseros 0,80% e é comemorado com uma ênfase basbaque pelos liberais, enquanto 40 milhões de brasileiras e brasileiros são empurrados para o mundo da informalidade, sendo escorraçados diariamente pelo rapa, e, o Governo Bolsonaro aproveita a alegria dos flamenguistas e a complacência da mídia e edita mais uma Medida Provisória – MP.   E quem são os beneficiados por estas MPs? Os trabalhadores é que não são definitivamente.
O futebol é algo que unem todos: 
Na realidade, “o sexo se erige na única área livre de exercício das aptidões humanas”,147 para esses grupos excluídos e marginalizados de tudo, menos do sexo (e do futebol, diríamos hoje), constituindo-se, então, no centro único que atrai todas as atenções e esforços. (FLORESTAN, ?, p.147) Apud (SOUZA, 2015, p. 102).
Há décadas o futebol é usado por governantes para mascarar uma realidade, foi assim, na Ditadura Militar (1964-1985) quando o Brasil fora Campeão da Copa do Mundo de 70. Povo alegre, e a democracia destroçada, presos políticos, mortos e desaparecidos, e – paralelamente, o que temos? Em 2019: democracia ameaçada, retirada dos direitos dos mais humildes e a América Latina em conflitos graças aos interesses dos Estados Unidos e a ganância dos neoliberais de direita e extrema-direita da elite de rapina local  – entreguistas .
Percebe-se que quando se trata de futebol, e em especial, na cobertura da festa do Flamengo hoje, os repórteres da Rede Globo passeiam no meio da imensa torcida. Isso seria impensável – durante uma manifestação de “petistas/mortadelas” ou de “bolsominios/coxinhas”. Nota-se esta tática quando Bolsonaro é palmeirense, entretanto veste a camisa de qualquer clube. E o governador do Rio de Janeiro, Witsel percebeu, e mesmo sendo corintiano vestiu a camisa do Flamengo.
E aqui esconde uma falsa guerra entre Bolsonaro X Globo, porque um depende do outro. A Tv Globo precisa das “reformas” do desgoverno Bolsonaro e por sua vez, o governo Bolsonaro depende desta falsa disputa com notícias negativas, já que o mesmo não se preocupa em ser racista, misógino, homofóbico e fascista – muito pelo contrario, é beneficiado, pois, esquece de governar para os pobres elegendo um inimigo inexiste, a imprensa. Que absurdo!
É justa a comemoração dos flamenguistas, aliás, 38 anos não são 38 meses. Comemorem. Mas, a partir de segunda é preciso voltar ao estágio inicial de indignação: desempregados procurando empregos, alentados sem expectativas e os empregados com medo. Atônitos, e mergulhados na informalidade, e sem expectativas assistimos as publicações das MPs que retiram os nossos direitos sem nenhum esbouço de revolta.
Voltamos à inércia, – alegremo-nos com as vitórias dos nossos times, lamentaremos as MPs como cordeirinhos, pois, é algo inevitável – nessa insegurança jurídica preocupante e anestesiar-se embalados por estes contos de fadas feito para adultos como pontua Souza (2015) produzido pela Rede Globo. Isso para tornar a realidade opaca e seguir beneficiando-se das atrocidades cometidas pelo governo contra o povo.
E escola, professores (as) e a educação têm este papel questionador e ao mesmo tempo de propor uma reflexão crítica no tocante às todas estas questões nacionais, ou seja, fazer com que os estudantes olhem a nossa realidade e tenta transformá-la e saber acima de tudo ler nas entrelinhas. Este é o projeto de vida. Atletas riquíssimos, governo neoliberal e povo apático. Isso é que dar eleger presidente que não entende de economia e deixa tudo nas mãos de um Chicago boys e rentista como Paulo Guedes. Deixamo-nos isto tudo de lado, afinal de contas, Flamengo está no topo da América e Amor de Mãe estreia segunda-feira. Faz a festa – alegrias.


SOUZA, Jessé. A Tolice da Inteligência Brasileira: ou como o país se deixa manipular pela elite. Rio de Janeiro: Leya, 2015.

BRASIL, Presidência da República: Secretaria-Geral/Subchefia para Assuntos Jurídicos. MEDIDA PROVISÓRIA Nº 195, DE 11 DE NOVEMBRO DE 2019. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Mpv/mpv905.htm> Acesso em: 14 nov. 2019.

DOS DEPUTADOS, TV Câmara. Jessé Souza lança o livro "A Elite do Atraso". [28 min 30] Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=a-OHSwXcGjY> Acesso em: 14 nov. 2019.

LEAL, Saada; LIMA, Henrique; BAHIAH, Leandro e [et al]. Projeto de Vida: Brasil - Futebol, Telenovela, Escola e Caos.  [Artigo]. Ibitupã: Ibitupã News, 2019.




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domingo, 8 de setembro de 2019

VÃO TODOS DESCER NA BOCA DA GARRAFA ORDINÁRIOS.

Geração Anos 90.

Por: Leandro Bahiah.
Imagem: Internet. 

O que poderia esperar de uma geração que dançava Na Boca da Garrafa e que segurava o tchan? Era uma incógnita. Verdade. Futuro incerto para a maioria dos brasileiros que pertencia à classe econômica mais baixa, aliás, miseráveis abaixo da linha da pobreza assim definida pela Organização das Nações Unidas – ONU. Mesmo porque a inflação era uma constante - um monstro ameaçador que até hoje temos que ficar em alerta. Viva o ex-presidente Itamar Franco (MDB), o realizador do Plano Real.
Antes de tudo: Tenho orgulho de fazer parte desta geração que sofreu privações econômicas, não tinha se quer expectativa de vida – um dos sonhos – concluir o ensino médio já bastava! O ensino superior era algo fora de cogitação. Uma geração que não sucumbiu ao mundo das drogas, com exceções, é claro. A maioria dos brasileiros não tinha televisão, o fogão era a lenha e os programas de governos federais pareciam peças de ficção - aquilo não chega até nós que habitávamos os rincões do país – o fim do mundo.
No “Dia da Independência do Brasil” o “presidente” do país cita os EUA e ainda vende a pecha de patriota. Paradoxo. Vi também no palco junto às autoridades federais aqueles que sempre ganharam e ainda lucram a custa da miséria alheia. O Brasil de Jair Messias Bolsonaro interessa a eles com suas (reforma trabalhista, reforma da previdência, privatizações. e etc...). Silvio Santos com sua telesena vendendo o “sonho da casa própria” e de tornar as “pessoas milionárias” à custa da falta de oportunidade dos brasileiros de antes e de agora, e por fim, o Bispo Edir Macedo que usa da religião como meio de enriquecer sordidamente em detrimento da fé das pessoas na sua maioria gente humilde.
E esta geração? Esta que arrasta a rabeta no chão, que convive com a ansiedade e a depressão, e é protagonista de uma concorrência desmedida e que mergulha intensamente no mundo das drogas? Sinceramente. Espero que esta geração dê a volta por cima e consiga fazer um Brasil diferente. Que redima do seu erro histórico de eleger um Jair Bolsonaro com todas as suas desumanidades. Isto se deu em negação a política, os direitos humanos conquistados, aos conservadores de plantão baseando-se no preconceito, no medo, na intolerância e nas fakes news.
Nossa geração tem muito que agradecer a um brasileiro em especial, ao ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT). Este fez com que nós sonhássemos com ensino superior. Tivéssemos comida na mesa. Tivéssemos expectativa de vida. Déssemos a volta por cima. E é evidente que com todos estes feitos positivos não eliminam os possíveis erros ou supostos crimes que os líderes petistas tenham cometidos, contudo, minha gratidão!
A culpa foi: Minha. Dos professores, dos pastores conservadores, de alguns oportunistas, “religiosos”, dos avós que sofreram com a ditadura, dos pais que conviveram com a inflação e não fora convincentes o suficiente. “Eles venceram e o sinal está fechado pra nós/ Que somos jovens...”, cantava Belchior. Há 40 anos que não se via autoridades em Bienais à procura de obras artísticas para censurar e apreender. É preciso dar um basta! E a Justiça deu liminar a favor da organização da Bienal no Rio de Janeiro.
Aos filhotes da ditadura. Aos Silvios da vida brasileira. Aos mercadores Edir (es) e Crivellas. Aos intolerantes e ignorantes que veem na arte, na educação, nos movimentos sociais e nos pobres os seus inimigos – um recado: Voltem aos esgotos – deixem os artistas fazerem sua arte. Não vão as bienais se sentem ofendidos. Nossa geração está viva! Libertem-se e vão descer na boquinha da garrafa seus ordinários.      “Os nossos inimigos estão no poder!”, diria Cazuza.


Leandro Bahiah é graduado em Pedagogia pela Unopar. Filiado ao Partido Socialismo e Liberdade. E faz parte do grupo político Voluntários da Reforma. 

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quarta-feira, 28 de agosto de 2019

AS ARMADILHAS DAS PRÉ-CANDIDATURAS EM IBITUPÃ PARA 2020.


Leandro Bahiah. 

Por: Leandro Bahiah.
Foto: Talita Alves.

Diante do número cada vez mais crescente de pré-candidatos a vereadores em 2020, fez com que, desse eu, uma atenção especial a esta temática. A cada dia surge mais um nome de pré-candidato a vereador para a Câmara Municipal de Ibicuí nas redes sociais e nos grupos de Wattasapp. De antemão – vejo com bons olhos, no que se refere ao surgimento de novos líderes e a pluralidade na disputa política de Ibitupã, todavia, é bom atentar para as armadilhas nesta jogada política.
Nota-se e não é de hoje que existe um desejo, ou seja, uma narrativa por parte de uma minoria organizada que tentam a todo custo colocar para os ibitupaenses a ideia de que: “Ibitupã não precisa de vereador”. A pergunta que não quer calar:
- A quem de fato interessa que Ibitupã não tenha um, dois ou mais representantes na Câmara? E a estratégia colocada aqui em prática é aventar nomes a pré-candidatos para causar confusão e tentando assim, com isso, aumentar o número de candidatos em Ibitupã com a clara tentativa de não se eleger ninguém. É bom que as pessoas que amam este distrito fiquem atentas.
Orgulho-me de fazer parte de uma geração de jovens que viram na política uma maneira de lutar, reivindicar e de fazer justiça social para o bem de uma comunidade e de um povo. Ressalta-se que isso incluía e inclui uma nova maneira de fazer política – onde o povo é ouvido – e os políticos só ouvem quando munido do poder dado pelo povo. E quem pode fazer parte da nova política? Todos aqueles que tenham aptidões independente de sexo, cor, classe social e de origem. Reinou-se em Ibitupã a ideia de que – só podia concorrer a cargo político em Ibicuí quem era de família da classe dominante – “os ricos”.
Isso foi inteiramente quebrado com a candidatura de João Paulo, naquele momento, mostramos que [qualquer um] literalmente pode se candidatar a qualquer cargo. Bastar querer, ter aptidão e a confiança do povo. Mas, devido à postura do candidato inexperiente no jogo político infelizmente não saímos vencedores. Perdemos, entretanto, pasmem - saímos ganhando. Foi uma derrota com sabor de vitória – porque aquela candidatura trouxe consequências positivas. No pleito seguinte, coube a Amauri Leão a árdua tarefa de encabeçar este desejo – e conseguiu com êxito, embora, não se saiu vencedor devido a interesses de uma minoria que fez com que o mesmo não fosse eleito resultante do “fogo amigo”.
Aqueles que acreditam nesta nova forma de fazer política estão unidos. E este pensamento continua e floriu – deram frutos. E hoje [QUALQUER um] sonha, e lança o seu nome a pré-candidato a vereador com naturalidade. Isso era inimaginável há uns 20 anos. Contudo é aqui que reside o perigo! E é preciso estar atentos caros internautas. Como diz o ditado: “De boas intenções o inferno está cheio”. Passo a listar algumas considerações.
Primeiro, é preciso reconhecer o trabalho daqueles que foram vereadores, uns com mais destaques e outros com menos. Obrigado! Contudo, é preciso que surjam novas lideranças para protagonizar nesta nova política, oxigenando e dando vida as instituições municipais; Segundo, cuidado com os forasteiros e aventureiros eles não têm legitimidade, uma vez que, não conhece a realidade de Ibitupã. Não está no dia a dia para atender as demandas dos distritenses e muito menos solucionar tais problemas; Terceiro, não caia em promessas mirabolantes, encantadoras como, por exemplo, doação de salários caso sejam eleitos; Quarto, é primordial que apostamos e lutamos por uma candidatura que esteja alinhada com o sentimento popular, um pré-candidato de origem do povo. Porque este candidato ou esta candidata conhece a dor do seu povo e a realidade social da sua localidade.
Por último, atentai para as armadilhas. Não procure atalhos – a política cobra muito caro de quem usam destes expedientes, por isso, que os voluntários da reforma grupo ao qual fazem parte alguns dos pré-candidatos como Dei e Peruca não se saíram vencedores em pleitos passados. Porque não procuraram atalhos. E urge a necessidade de se reafirmar contundentemente que sim – Ibitupã precisa de vereadores. E tenho dito.

* Leandro Bahiah é graduado em Pedagogia pela - Unopar. É filiado ao PSol. Faz parte do grupo político Voluntários da Reforma. Email: leobahiah@hotmail.com |

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domingo, 25 de agosto de 2019

A GRATIDÃO É A MEMÓRIA DO CORAÇÃO.

Gislane Tanajura, Leandro Bahiah e Talita Alves.

Por: Leandro Bahiah Santos da Silva.
Foto: Fernanda.

Minha gratidão | a Deus que permitiu o meu nascimento naquele ano de 1984. Quase fim de ditadura militar. É N’Ele que encontro à força, a coragem, a paz e o desejo de tornar-me um homem melhor sempre. Renove minha fé sempre Jesus Cristo!

Meus agradecimentos | aos meus pais, Elias Pereira e Maria Macedo pelas noites mal dormidas, pela proteção e carinho; Também por me indicar o caminho correto, sempre pautado na lisura, e no proceder correto e ético das coisas. Nos sacrifícios que fizeram e que ainda fazem para poder colocar pão na mesa, dá os supérfluos na medida do possível e consequentemente – oferta a dignidade aos seus filhos.

Minhas congratulações | aos parentes, amigos e amigas pessoas que encontramos pela vida, verdadeiros anjos, que com suas palavras de incentivo, conselhos e ações fizera-me impulsionar ao enfrentamento das batalhas com confiança na vitória, dos obstáculos a serem ultrapassados. Não cito nomes para não cometer injustiças.


Irmãos e irmãs | Eliane, Leonardo, Edilene, Elisângela, saudoso Emerson Real, Mariele e Eliene. Aos avós: Ezequiel, Maria Felix, Carmerinda Macedo e Edezio Pereira. 

Meu reconhecimento | aos professores e professoras que até o momento passaram pela minha vida, cada um, contribuindo a sua maneira para minha formação pessoal e profissional. Inicio na zona rural Fazenda Boa Vista - Escola Homônima (1996): Profª Jassivani e Wilma. Em Ibitupã - EEGM e EJMS (1998-2002): Profª. Regina Lúcia, o saudoso Luzivando, Eliane Luz “Tukinha”, Ana Célia, Maria Clímaco, Eraldo Sampaio, Luzinete Lima. Em Dário Meira - ACM (2003-2005): Prof. Carlos Leônidas, Neia Lima, Luzitânia, Anita Amaral, Júlia Cecília, Jr Cascão, saudoso Antônio Brito, Rozana, Nerícia e Dinaluzia... Aos não citados sintam-se contemplados. Em Vitória da Conquista - Unopar (2015-2019): Fábio, Elias Antônio e Antônio Tavares.

Minha admiração e respeito ao trio de excelentes: Talita Alves, Gislane Tanajura e Maria Auxiliadora. Prazer em conhecê-las!

Agradecimentos | a Priscila Silva, Pericles Gomes, Nelson Moreira, Adenilson Oliveira, Pedro Henrique, Padre Ariosvaldo Aragão pelas palavras de esperanças, por partilhar e compartilhar os anseios, os sonhos... e a VIDA EM COMUNHÃO!

A Família Pereira | que me acolheu com carinho, afeto, admiração, amor e respeito... Em especial, a Tia Leci e ao meu saudoso e respeitado Tio Valdemar – ou simplesmente Edinho por conceder-me o privilégio de fazer parte desta família, e, em nome dos mesmos estendo os meus cumprimentos a todos os membros da família. 

Gratidão a Léa Souza. O incentivo de Lucineide Barreto. E o apoio incondicional de Luciene Souza e família. As colegas e as amigas da faculdade, ou seja, valeu pelos momentos inesquecíveis que vivemos que há de ficar na  nossa memória. 

Aos colegas de trabalho Antônio Inácio, Romário, Pericles, Dai, Talles, Veredinha, Ricardo Alves, Edilson, Roger, José Henrique, Gil, Uirlânia, Daniel, Andréia, Junhinho, Natan Pedro e Ângelo. 

Enfim, já Diplomado. Pedagogo! Agradecer a quem de fato fez com que este sonho de ter Ensino Superior fosse concretizado.


LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA.


Lula Livre! 


OBRIGADO A TODOS!



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