quinta-feira, 6 de março de 2014

JUSTIÇA COM AS PRÓPRIAS MÃOS: HOMEM É MORTO POR CAUSA DE ESTUPRO QUE NÃO COMETEU.

Moradores do bairro fizeram justiça com as próprias mãos, mas exame comprovou que não houve abuso.

A acusação não comprovada de estupro de três enteadas pode ter custado a vida do auxiliar de serviços gerais Marcelo Pereira da Silva, de 31 anos. Ele foi morto a tiros, na manhã de ontem, no bairro Ilha dos Aires, em Vila Velha, um dia depois de ter sido acusado de abusar das crianças.

Esse fato, segundo a polícia, pode ter motivado o assassinato. No entanto, de acordo com a polícia civil, as meninas - de 11, 10 e três anos - foram submetidas a exame no Departamento Médico Legal (DML), que não comprovou o estupro.

Marcelo já havia sido agredido por moradores do bairro na quarta-feira, quando sua ex-namorada, mãe das crianças, denunciou o abuso. Na ocasião, foi socorrido pela polícia militar e liberado depois que o laudo não comprovou o estupro.

No entanto, na manhã de ontem, homens armados quebraram o portão da casa da atual namorada da vítima, subiram até o segundo andar da residência, invadiram o local e executaram Marcelo com mais de 20 tiros. Em seguida, eles saíram do local correndo.


Familiares afirmam que o auxiliar era inocente da acusação de abuso. De acordo com a mãe da vítima, a dona de casa Rosalina da Silva, a ex-namorada do filho o procurou na manhã de quarta pedindo para ele tomar conta das enteadas de 11, 10 e três anos, enquanto ela trabalhava.

O auxiliar de serviços gerais teria chamado a atenção da menina mais velha, que não teria gostado. Ele levou as crianças até a escola e depois foi para a casa da mãe, no mesmo bairro. Na escola, a garota disse aos colegas de turma que o padrasto havia estuprado ela e as irmãs, enquanto a mãe estava fora.

As crianças foram até a professora e contaram o que tinham ouvido. A mulher então, avisou a diretora da escola, que acionou o Conselho Tutelar. “Depois disso, a fofoca se espalhou pelo ar e todo mundo do bairro já estava sabendo”, contou a mãe de Marcelo.

As meninas foram levadas para o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vila Velha, e de lá, encaminhadas para exames de conjunção carnal, no Departamento Médico Legal.

Depoi

s de medicado - após ser agredido por populares - Marcelo também foi para o DPJ. Segundo a Polícia Civil, ele permaneceu no local até de madrugada, quando por volta das 4 horas foi liberado, após o resultado do exame médico comprovar que as meninas não haviam sofrido abuso.
301977 visitas - Fonte: Gazeta Online

quarta-feira, 5 de março de 2014

DR. VICTOR JANDINES ALAYO TERÁ A SUA DISPOSIÇÃO A QUANTIA DE 3 MIL REAIS, COM A NOVA POSIÇÃO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE.

Por: Leandro Bahiah.
Imagem: Internet.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, anunciou nesta sexta-feira (28/2) que o valor recebido pelos cubanos que atuam no programa Mais Médicos no Brasil será alterado. A partir de março, eles receberão US$ 1.245, o equivalente a cerca de RS 3 mil, conforme adiantou o Correio no início do mês. As negociações com o governo de Cuba foram no sentido de alterar a lógica de pagamento. Os cubanos recebiam US$ 1.000 -- US$ 400 no Brasil e outros U$ 600 na ilha caribenha --, que passarão a ser recebidos aqui. O aumento efetivo do salário, então, foi apenas de US$ 245, que deixarão de ser repassados aos cofres de Cuba.

Segundo Chioro, as negociações para a mudança do pagamento estavam em curso desde o fim do ano passado. Ele afirma que essa é uma demanda da presidente Dilma Rousseff para que os cubanos tivessem condições dignas de vida no país. “Usamos como referência o valor do médico residente no Brasil”, disse o ministro. O contrato com Cuba é intermediado pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), que repassa US$ 10 mil por profissional, o mesmo valor recebido integralmente por outros participantes do programa. 

Fonte: Correio Braziliense.
Um desses beneficiados é o médico cubano, Dr. Victor Jandines Alayo que atende no PSF de Ibitupã e que vem ganhando elogios dos ibitupaenses. 

Diretor-presidente: Pericles Kinho. Edição: Adenilson Kbça e Leandro Bahiah. Direção de Arte: Pedro Henrique. Produção/Departamento Comercial: Amauri Leão. Direção de Marketing: Abel Meira. Colaboração: Edilene Bahiah, Jamilson Campos, Matheus Lima, Thaylana Santos e Werônica Rios.


MITOS E VERDADES SOBRE A MAÇONARIA.

Emilson Alano de Carvalho: A maçonaria não é seita ou religião. Embora, um dos princípios básicos para ser maçom é que a pessoa acredite em um ser superior, Deus! Nas reuniões, não são debatidas religião e política.

Zahyra Mattar
Tubarão


Emilson Alano de Carvalho
Notisul - De onde surgiu a maçonaria?
Emilson
- Esta é a pergunta que todos fazem e também a mais difícil de responder (risos). É que não há registros categóricos do início. A maçonaria vem de outras ordens como os Templários, por exemplo, é uma espécie de evolução. A Ordem Maçônica começa a contar a partir de 1717 quando, na Inglaterra, juntaram-se pessoas para construir catedrais. Maçom significa pedreiro.

Notisul - Como dividem-se as potências?
Emilson
- No Brasil, existe a potência Grande Oriente Brasil, da qual nós fazemos parte, assim como todos os outros irmãos do país. Depois, em Santa Catarina, temos duas grandes potências: a Grande Loja de Santa Catarina e o Grande Oriente de Santa Catarina. Potências nada mais são do que organizações administrativas. Os princípios, os objetivos são os mesmos em todas as potências.

Notisul - E quem administra esta estrutura toda?
Emilson
- Dentro da ordem, existe uma hierarquia. Fica mais fácil de entender se comparar com a política, ainda que a maçonaria não tenha absolutamente nada a ver com política: tem um “presidente”, que seria o soberano grão-mestre. Ele é o “chefe” da potência Grande Oriente do Brasil. Depois, temos um “governador”, que é o eminente irmão grão-mestre. Ele administra a Grande Loja de Santa Catarina. Então, tem um “gerente regional”, que são os delegados de circunscrição, que é o meu caso.

Notisul - Por que a denominação lojas? Quantas lojas existem em Tubarão e na região?
Emilson
- É a denominação dada para agrupar um número de membros. Nos reunimos em um templo e, dentro dele, podem existir várias lojas. Em Tubarão, temos três templos que abrigam, juntos, 11 lojas maçônicas. Por exemplo, naquele templo da Vila Moema, que é o mais conhecido, existem três lojas. Na região, temos 19 lojas. Cada loja agrupa, aproximadamente, 40 membros.

Notisul - Quem vê fotos ou vai a um templo maçônico vê uma série de símbolos: chão quadriculado, pedra, um olho em cima de um altar. O que significam?
Emilson
- O grande foco da loja maçônica é o aprimoramento, o desenvolvimento cultural e espiritual. Para facilitar este aprendizado, ao longo da história da ordem, utilizamos alguns símbolos. Por exemplo: utilizamos um triângulo para remeter a três importantes linhas da vida: a liberdade do homem, a igualdade e a fraternidade. Estes são três grandes princípios da maçonaria e, nas reuniões, fica mais fácil transmitir a mensagem através destes símbolos. O chão quadriculado, por exemplo, significa a diversidade do globo e das raças e da oposição de diversos contrários (bem e mal, espírito e corpo). A pedra simboliza as imperfeições do espírito e nos lembra aquilo que precisamos corrigir. O olho significa o ser supremo que nos guia.

Notisul - Mesmo com uma maior abertura hoje em dia, a maçonaria ainda é cercada de mitos para a maioria das pessoas. O que faz um maçom?
Emilson
- O objetivo do maçom é buscar uma oportunidade, um momento, um espaço, para se conhecer interiormente. Na realidade, o grande trabalho da ordem é justamente este: o aperfeiçoamento do ser humano, de si mesmo. Primeiro, temos que nos aperfeiçoar para depois doar algo, ensinar algo. A grande dificuldade das pessoas é justamente se conhecer para depois conhecer os outros: olhamos e logo traçamos um pré-conceito.

Notisul - É verdade que maçom só ajuda maçom?
Emilson
- É verdade que maçom trabalha para si mesmo: preparando-se, vai ajudar a sua família. Para nós, a nossa família, em um primeiro momento, são os maçons. Como nossos princípios estão fundamentados na evolução do ser humano, procuramos crescer espiritualmente para, primeiro, ajudar nossa família de sangue, depois a nossa família da loja, a família do bairro, da cidade, do estado, e assim por diante. Então, é um mito que maçom só ajuda maçom. Não! Maçom de princípio mesmo ajuda a todos, mas cada qual dentro das possibilidades e no tempo certo.

Notisul - De onde são tirados estes ensinamentos?
Emilson
- Esta é a nossa constituição (o professor estava com um livrinho azul). Mas aqui não tem nada de ensinamento. O que tem de ensinamento está no livro sagrado, que pode ser a Bíblia ou outro conforme a crença. Acho que aqui em Tubarão a maioria das lojas deve utilizar a Bíblia, mas não há relação religiosa, então, cada um pode usar qualquer escritura sagrada que desejar.

Notisul - Então, não há preconceitos com religiões?
Emilson
- Não! A ordem não exige que os membros tenham religião, exige apenas que você acredite em um ser superior, que pode ser Deus, Jeová, Buda, não importa o nome que se dê a Ele.

Notisul - Quais os critérios para ser maçom?
Emilson
- Na realidade, não existem critérios para ser iniciado na ordem. O que há é um perfil. Em primeiro lugar, a pessoa tem que ser livre, ter uma trajetória de bons costumes, até mesmo para internalizar nossa linha disciplinar, nossos marcos. A condição é basicamente esta. Também precisa ter independência econômica para não pensar que vai até a loja e não vai trabalhar porque será ajudado. A maçonaria não é estepe de ninguém. Nós ajudamos uns aos outros, mas não é este o foco. Quem entra jovem na ordem é porque já tem certa estabilidade. Todos são convidados. Não é necessário ter uma condição financeira boa para entrar na ordem, mas tem que ter o perfil, ou seja, ser livre, de bons costumes e capacidade para melhorar como ser humano.

Notisul - Há quanto tempo o senhor é maçom? O que o senhor mais aprendeu com a maçonaria? O que mudou?
Emilson
- Estou na ordem há 16 anos. Sob o ponto de vista social, entendo que evoluí bastante. Ajudou-me, inclusive, nas atividades profissionais, porque aprendi a me manifestar publicamente, aprendi a fazer leituras de cenários e fatos do dia-a-dia que antes não tinha capacidade aguçada para tal. Neste aspecto, é uma contribuição que a ordem me deu e que serei eternamente grato.

Notisul - Por que as mulheres não participam?
Emilson
- Elas participam e de maneira bem ativa na ordem maçônica. A única diferença é que não são iniciadas. O que não é reservada a elas são as reuniões ditas ordinárias. Temos vários grupos de cunhadas que são formados por nossas esposas, grupos de sobrinhas e sobrinhos, que são nossas filhas e filhos. A questão da não participação da mulher também é algo histórico. No começo da maçonaria, lá em 1717, eram os homens que construíam catedrais. Além disso, foi feita uma espécie de legislação na qual estava prescrito que era apenas para homens. Então, seguimos piamente estes preceitos, este costume. Não tem nada a ver com machismo.

Notisul - E por que é tudo tão fechado?
Emilson
- Entendemos que é um grupo reservado. Na verdade, não tem motivo para ser assim, poderíamos ser mais abertos. Mas percebo que estamos evoluindo. Antes de vir para cá (a entrevista foi no Notisul, quinta-feira à noite), minha esposa perguntou se eu vinha, eu disse que sim. Aí ela me viu pegando as insígnias: “Mas você vai com as insígnias? Eu pensei que não podia aparecer” (risos). Esta reserva é algo que remete ao passado da maçonaria. Nossos irmãos eram muito cobrados, especialmente pela igreja católica, que mandava politicamente no mundo. Então, houve uma perseguição. Daí a reserva. Hoje, isso também ocorre, mas não como antigamente, claro. A partir do momento que me identifico como maçom, as pessoas começam a me vigiar. Se eu cometer um deslize, serei cobrado e colocarei a ordem em xeque. As pessoas, nós, somos assim: generalizamos.

Notisul - Por falar em insígnias, o que significam?
Emilson
- Serve mais para definir posições dentro da ordem e também nos disciplinar. O avental, por exemplo, é o elemento principal das insígnias maçônicas. Simboliza o trabalho. O branco é para os aprendizes e companheiros, branco orlado de vermelho ou azul celeste - varia conforme a potência da loja ou com o rito praticado - para os mestres.

Notisul - Depois de tudo que o senhor explicou, acho que o mundo todo deveria ser maçom.
Emilson
- (Muitos risos) Não sei se todos precisariam ser maçons, mas poderiam seguir os preceitos, os princípios que norteiam a maçonaria: a igualdade, a liberdade, a fraternidade e a evolução humana.

Fonte: NotiSul.

segunda-feira, 3 de março de 2014

QUE DIREI EU DE MIM MESMO?

Por: Pericles Gomes.
Imagem: Internet.

Começo a difícil missão de responder este autoquestionamento, recordei o que durante muito tempo tentei ser. E recordar  segundo o Rubem Alves é uma "palavra bonita, que quer dizer visitar de novo aquilo que o coração guardou"

Fiz da minha alma um relicário onde ficaram escondidos retalhos de tudo o que não consegui ser. Alguém pode pensar que por conta disto alguma depressão se apoderou de mim. Respondo, sem ser perguntado que não. Aconteceu justamente o contrário. Depois de muitas tentativas, depreendi que a minha busca era lunática, retrógrada e sem fim. E descobri ao final,  que sou apenas retalhos de tudo aquilo que ainda não escrevi. Uma poesia inacabada de Leandro Bahiah.

Como uma menina mimada chorei, fiz birra e desejei colo. Oportunista que fui,  pedi aos amores que tive na vida, tal como o Mário Quintana pediu: "Se tiver de me esquecer, me esqueça... Mas bem devagarinho.". Alguns confesso que não atenderam ao meu pedido. Mas, pior mesmo foram aqueles que nem aconteceram. Tive muito amor negligenciado. Daí eu escrever a um bom tempo atrás que: "a negligência do amor é o pior de todos os venenos". Quem experimentou sabe do que estou falando.

Travei bravatas  contra os meus instintos e perdi incontáveis vezes. Disse não quando a resposta deveria ter sido sim. E sim quando deveria ser não. Me autoflagelei e por vezes me privei de pedir perdão. Perdão pela minha ingenuidade, que descobri a pouco tempo ser congênita. Portanto, sem possibilidade de reversão. Quem sabe amanhã, eu consiga pedir clemência ao Criador. Ontem mesmo farei isso.

Indubitavelmente pereço por ser quem sou...eu mesmo. E careço ainda mais de ser quem eu sou... eu mesmo. Esta celeuma causada pelo meu padecer e pelo meu carecer é o que me faz ser quem eu sou afinal... eu mesmo. Complicado entender sem nenhuma dúvida. Volta e meia faço permuta comigo mesmo. O que dificulta ainda mais a compreensão. Não que eu queira ser compreendido. Vislumbro a rejeição. Eis aí a formula para me entender: "antes me renuncie".

Da minha cercania não resta absolutamente nada que eu não conheça. Conheço-me e reconheço-me nas tardes sem inspiração/ nas noites de invernos/ e nos dia quentes de verão. No voou das borboletas/ na fadiga das formigas/ na morte das sementes/ e no aperto da mão inimiga...

Gosto de avesso, sou apaixonado pela contradição, me afeiçoei as coisas miúdas. Comecei a descobrir o céu no terreiro da minha casa. Repito junto com o Padre Fábio de Melo: "não se toca o céu se não tem os pés no chão".  

Concluo sem chegar a lugar algum. Dizendo muito, ainda não disse nada. Fico feliz por ser previsível, panfleto rua a fora... que ando a esmo. Perdido nos meus próprios passos. 

Vocifero a melhor definição que encontrei sobre mim e foi o grande Millôr Fernandes quem deixou escrito: "Eu sofro de mimfobia, eu tenho medo de mim mesmo e me enfrento todo dia".

Diretor-presidente: Pericles Kinho. Edição: Adenilson Kbça e Leandro Bahiah. Direção de Arte: Pedro Henrique. Produção/Departamento Comercial: Amauri Leão. Direção de Marketing: Abel Meira. Colaboração: Edilene Bahiah, Jamilson Campos, Matheus Lima, Thaylana Santos e Werônica Rios.

 Fonte: pericleskinho.blogspot.com.br

PREFEITURA DE DÁRIO MEIRA É ACUSADA DE APLICAR CALOTE EM EMPRESA

A Prefeitura Municipal de Dário Meira, sob a gestão do prefeito João Caetano Santana (PDT), é acusada de aplicar um calote de R$ 17 mil na empresa Acserv Artes Gráficas, com sede em Ipiaú. Segundo Dutinho, proprietário da empresa, a gestão Caetano realizou serviços há 06 meses, mas não equacionou o débito. Ainda de acordo com Dutinho, a Acserv prestou serviços de Internet e de impressão e comunicação visual à Prefeitura de Dário Meira. “Venho tentando receber o pagamento há meses, mas não consigo”, resumiu. Dutinho revela ainda que outras empresas de Ipiaú receberam um calote ainda maior da gestão Caetano. 

Dário Meira historicamente enfrenta gestões complicadas. O município está entre as cidades baianas com maior número de ações no Ministério Público Federal, tem um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) da Bahia e na última semana ainda recebeu uma visita da Controladoria Geral da União (CGU). Para completar, no governo atual, a gestão Caetano está gastando mais de 75% da receita com pagamento de pessoal, quando a Lei prevê apenas 54%.


Fonte: Dário Meira Hoje

sábado, 1 de março de 2014

HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO.




A história da educação é parte da história da cultura, que por sua vez faz parte da história geral. Em cada tempo/espaço histórico, a educação atendeu a determinados objetivos, que correspondiam a visões de homem e de mundo. Para compreender a história da educação, é essencial situá-la na história geral.
Dentre as principais fases da história da educação estão as seguintes:
Educação primitiva
Embora não existam provas, historiadores inferem que a educação entre os grupos primitivos ocorria de forma espontânea, ou seja, as crianças ou jovens aprendiam por imitação, ao observarem os maiores em suas atividades elementares, que eram a pesca, a caça, a agricultura, etc. A observação de fenômenos metereológicos, alguns rituais sagrados e a preparação para a guerra, com o passar dos séculos, passaram a fazer parte da educação dos jovens, que para isso precisavam ser treinados.
Educação oriental
Desenvolvida por povos já civilizados, a educação oriental, ao longo do tempo, tornou-se intencional. A escrita sistematizada criada no oriente, associada a organização social que se estabeleceu levou a criação de escolas e mestres em alguns dos países orientais. No Egito, as crianças frequentavam a escola a partir dos 6 ou 7 anos, sendo as escolas elementares (aprendiam a ler, escrever e contar) para o povo e as escolas superiores ou eruditas (além do elementar, aprendiam astronomia, matemática, música, poesia, etc.) para os filhos dos funcionários. A educação entre os hebreus, baseada nos livros sagrados (Tora e Talmud) tinha duração de 10 anos (dos 8 aos 18 anos). Entre os hindus, a educação era privilégio das castas superiores, embora não fossem comuns as escolas. Geralmente os pais eram responsáveis pela educação dos filhos, como base nos textos Vedas. Na China, a educação sistematizada só ocorreu a partir do período imperial (V a. C.), e dividia-se em elementar (do povo) e superior (funcionários mandarins).
Educação clássica
Desenvolvida entre os séculos V a. C. e V d. C., diz respeito a educação ocidental, e compreende Roma e Grécia. A educação grega teve quatro períodos: heróica (poemas homéricos); cívica (Atenas e Esparta); clássica/humanista (Sócrates, Platão e Aristóteles) e helenística/enciclopédica (cultura Alexandrina). Cada período tem características próprias. A educação romana teve três principais períodos: heróico-patricia (V – III a. C.); de influencia helênica (III – I a. C.); e Imperial (I a. C. – V d. C.). Embora sejam bastante parecidas, cultura e educação grega e romana possuíam pontos de divergência significativos.
Educação medieval
Se desenvolve na época em que o cristianismo alcança toda a Europa (V – XV d. C.). O caráter é essencialmente religioso, dogmático, predominando matérias abstratas, literárias, com prejuízo a educação intelectual e científica. É empregado o uso do latim como língua única.
Educação humanista
Após o século XV, período da Renascença, é criada a educação humanista, uma nova versão do conhecimento greco-romano. A disciplina e autoridade até então predominantes deixam espaço ao desenvolvimento do pensamento livre e crítico. As matérias cientificas retornam ao currículo, embora ainda em segundo plano. Surge o colégio humanista (escola secundária), onde são estudados o latim e o grego. Os exercícios físicos são valorizados.
Educação cristã reformada
Resultado da Renascença, no século XVI surge a reforma religiosa, e como resultado, uma educação cristã reformada, tanto católica, como protestante. A educação católica pós renascença, foi marcada por um movimento conhecido por Contra-reforma. A Companhia de Jesus, organização criada por Inácio de Loyola, foi a mais poderosa arma contra os protestantes. As ordens religiosas, das quais se destaca a dos jesuítas, foram as responsáveis por disseminar o cristianismo por meio da educação durante séculos. O Ratio Studiorum era o “currículo” dos jesuítas, que ministravam uma educação inspirada nas escolas humanistas.
Educação realista
Com base na filosofia e nas ciências de GalileuCopérnicoNewton e Descartes, as chamadas ciências novas, a educação realista dá inicio aos métodos da educação moderno.
Educação Naturalista
Com base nas idéias de Jean-Jacques Rousseau, a educação naturalista teve influência decisiva a educação moderna. Para Rousseau, são pressupostos para a educação: a liberdade, a atividade pela experiência, a diferença entre a mente da criança e do adulto (a criança deixou de ser vista como um adulto em miniatura, e passou a ser vista como um ser em desenvolvimento), enfim, uma educação integral, que atenda aos aspectos físicos, intelectuais e morais. No entanto, para Rousseau, para cada aluno deveria haver apenas um educador. Suas idéias inspiraram pensadores e educadores, dos quais se destacou Pestalozzi.
Educação nacional
Idéia originada com a Revolução francesa, no século XVII, a educação nacional pressupôs a responsabilidade do Estado para o estabelecimento da escola primária universal, gratuita e obrigatória, com vistas a formação da consciência patriótica.
Atualmente, fala-se em educação democrática, pois se pressupõe que, na grande maioria dos países ao menos a educação primária já seja universal, gratuita e obrigatória.
Referência:
LUZURIAGA, Lorenzo. História da educação e da pedagogia. 13 ed. São Paulo: Nacional, 1981.

Fonte: InfoEscola.


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

PAI É SUSPEITO DE ENGRAVIDAR E MANTER FILHA 17 ANOS EM CÁCERE PRIVADO.

Adolescente alega ser abusada sexualmente desde os 14 anos.
Vítima está no terceiro mês de gestação e quer interromper gravidez.

Um homem de 36 anos é acusado de abusar sexualmente e engravidar a filha de 17 anos no município de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. Segundo a policia, a denúncia foi feita na quinta-feira (27) pela mãe da adolescente. Em depoimento, a jovem confessou que está grávida de três meses e que era abusada sexualmente pelo pai desde os 14 anos. A vítima também era mantida em cárcere privado e era impedida pelo pai de estudar.

A adolescente vive com o pai e o irmão desde os 12 anos de idade, quando foi entregue pela mãe aos cuidados por não ter condições de criar a criança. Ao voltar para fazer uma visita à filha, a vítima acabou confessando os casos de abuso.

Segundo a polícia, a adolescente vai passar por exames, mas já mencionou que deseja interromper a gravidez. O pai da vítima se apresentou à polícia acompanhado de um advogado e nega as denúncias de abuso sexual. O caso ainda está sendo investigado, mas a polícia entrou com um pedido de mandado de prisão preventiva para o suspeito.

Fonte: G1/Bahia.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

TÊM COISAS QUE SÓ ACONTECEM EM GOZOLÂNDIA. (UM CONTO).



Qualquer semelhança com pessoas ou fatos reais terá sido mera coincidência... 



IMAGEM DA INTERNET.
Conto: Leandro Bahiah.
Imagem: Internet.

Gozolândia é uma cidadezinha que se localiza no Sul da Bahia. É um lugarejo afastado de tudo e de todos, cheios de adversidades, poetas-sonhadores, de pessoas humildes e de pouquíssimos ricos, onde seu pecúlio é para esbanjar e passar na face dos miseráveis de sonhos usurpados. Poderosos que ficam absortos no seu mundinho de hipocrisia, mesquinhez, gastando o seu precioso tempo com o supérfluo. 

É neste lugar peculiar que vive Roberto Bismoto, figura ímpar que trazia no semblante o ar de uma verdadeira autoridade com “A” maiúsculo. Tinha quarenta anos, amarelo, magro, alto, filho e membro de importante família que por muitas décadas se tornou notáveis e conseguiu altaneiramente cargos e status graças a generosidade do povo que tinha na política uma paixão e não um agente modificador que pudesse transformar Gozolândia em um belo lugar. 

Roberto detinha certa arrogância, e comportava-se como um jovem inconsequente e que tinha em Dona Maria, sua mãe, o seu porto seguro. Sua mãe uma pessoa meiga, carismática de uma civilidade invejável. A autoridade em questão era casada com a plebeia Ana Fátima, menina do povo que viu na autoridade o seu amor-perfeito e encostou-se ao Roberto somente por amor. Pai da primogênita Maximiliana, que já era uma moça que gostava e ostentava a sua riqueza fazendo justiça social.

É no meio desse paraíso tropical que se encontra a Lili. E quem é Lili? Uma adolescente de apenas treze anos, negra, seus dentes alvos, a pele da cor do pecado, que tinha o poder de seduzir seja quem fosse. Em Gozolândia e na região, Lili era conhecida como chave de cadeia.

 E o nosso herói Roberto, cego de paixão caiu na doce armadilha de Lili, a ninfeta mais desejada, e que via em Roberto a sua mais nova vitima. Os boatos saíram a respeito do suposto adultério de nossa autoridade, uma vez, que era visto muitas vezes durante a noite rondando com o seu Fusca-79 a procura da amada. Deixando sua fiel esposa em casa a esperar. E Ana Fátima desconfiava, indagativa pressionava o seu esposo:

- São os meus opositores, amor... – argumentava Roberto. – pessoas más que não querem ver ninguém feliz.

- Ela é menor de idade. Eu não posso acreditar. - dizia Ana Fátima, chorando dramaticamente, fingindo acreditar no seu “Casto” esposo.

 Meses depois... Estava Roberto Bismoto diante de um Juiz, sua condição? Réu. Bismoto fora julgado pelo crime de Aliciamento de Menor, a mãe de Lili, Elvira denunciou a Promotoria Pública, e este por sua vez representado pelo Doutor Ivan Rego, disse que Bismoto usava da sua condição financeira e de autoridade para aliciar suas vítimas. E com esses argumentos conseguiu condenar Roberto. 

E todos de Gozolândia ficaram estarrecidos com ocorrido. Muitos defendiam Roberto, outros o condenavam sem piedade. Contudo, Roberto cumpriu um terço da pena e voltou nos braços do povo, afinal de contas, estamos em Gozolândia, à cidade das autoridades que cuida do povo, povo que perdoa os réus, afinal, apesar das provas, tinham aqueles que diziam:

- Lili é puta.

Lili era vítima, dos favores, dos presentes, e do dinheiro oferecido por Roberto, e - Ela - sem formação emocional ou intelectual, via na sua beleza e nos prazeres mórbidos que dava aos seus algozes, um meio de ganhar o mundo.

                                                FIM.

Diretor-presidente: Pericles Kinho. Edição: Adenilson Kbça e Leandro Bahiah. Direção de Arte: Pedro Henrique. Produção/Departamento Comercial: Amauri Leão. Direção de Marketing: Abel Meira. Colaboração: Edilene Bahiah, Jamilson Campos, Matheus Lima, Thaylana Santos e Werônica Rios.