domingo, 20 de novembro de 2016

A LUTA CONTRA O RACISMO DEVE SER CONSTANTE.

Por: Leandro Bahiah.
Imagem: Internet.

É inimaginável que em pleno século XXI haja no Brasil e no mundo, o racismo. Depois do avanço da ciência e da mesma desmentir esta aberração ideológica – ainda têm pessoas que acreditam que são superiores só por causa da cor da pele. Notícias deste tipo de crime é constantemente denunciado as autoridades, e os culpados quando condenados – pagam suas penas com cestas básicas – é preciso mais rigor, para coibir possíveis atos criminosos com este componente. Tudo isso é inconcebível!
Todos, a todos os instantes da vida tem que policiar-se, e não mais reproduzir este acinte a um povo que tanto contribuiu com a construção de muitas cidades brasileiras, contribuiu com a culinária e com a formação cultural e religiosa de um país como nosso seja na música, na dança e em muitas áreas como na literatura, e etc. Tem-se que abolir comentários, piadas ditas em “engraçadas” por “humoristas” de conteúdo racista, e isso, muitos criticam por ser correto politicamente – isso é ir de encontro a formação de pessoas racistas inconscientemente. Todos nascem livres de preconceitos. Brincadeira é quando todos riem, mas quando um não ri – é sinal que não é brincadeira – é possível que a ofensa esteja presente e quiçá até crimes.
Antes de tudo, tem-se que se dar conta que o racismo existe no Brasil, os casos de racismos só vêm à tona quando personalidades são vítimas como fora o caso da atriz Thais Araújo, o da jornalista Maria Julia Coutinho ou da filha adotiva de um casal de atores. E os anônimos que todo santo dia sofrem com este tipo de crime? Lembrando que muito das vezes a vítima não denuncia e até mesmo faz vista grossa. O racismo é velado e só é lido nas entrelinhas e que passa despercebido.
Educação é necessário para combater estas ideias que muitas das vezes são defendidas e propagadas por conservadores/elitistas de extrema direita. Faz-se necessário, que os meios de comunicação, as escolas com professores preparados e comprometidos com a adversidade e com valores universais – e evidente que a família não está inerente neste processo de combate a este crime, isso perpassa por leis mais duras contra estes que se aventuram a cometer estas barbaridades em nome de uma livre expressão de pensamento e outros que as faz covardemente através do anonimato.
É urgente que se deem um basta na matança de afrodescentes, principalmente jovens, está mais do que na hora de destruirmos a imagem negativa e pejorativa a respeito do negro ligado ao crime criado pelas telenovelas que já estabelece qual é posição do negro na sociedade elitista – que geralmente é na cozinha, sendo segurança ou na bandidagem. Que a luta de Zumbi dos Palmares não seja em vão, que o exemplo desta figura nos impulsione a buscar a justiça, combater incessantemente estas práticas – e que possamos viver numa sociedade livre do racismo. Viva o Dia da Consciência Negra - 20/11.


Diretor-presidente: Pericles Gomes. Edição e Revisão: Adenilson de Oliveira. Produção Executiva: Jailton Silva Gomes. Direção de Pauta: Leandro Bahiah. Direção de Arte: Pedro Henrique. Marketing e Propaganda: Abel Meira Gomes. Colunistas: Pericles Gomes/Leandro Bahiah/Pedro Henrique/Kallil Diaz. Colaboradores: Jamilson Campos/Henrique Alexandria e Josenaldo Jr.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

ENSINO RELIGIOSO EM ESCOLAS PÚBLICAS. O QUE PENSA UM CRISTÃO SOBRE.

Por: Pericles Gomes
Imagem: Internet

Um amigo  de credo protestante através do Facebook, questionou-me: O que você acha, sobre a implantação de culturas religiosas em instituições públicas? Sabendo eu de duas coisas: Primeiro da complexidade do assunto, e segundo de que seria impossível responder num post, algo tão necessário de um justo aprofundamento. Logo, resolvi responder escrevendo mesmo que de maneira um tanto ainda sintética, o que penso sobre o assunto. Vamos lá. 

A Laicidade do Estado brasileiro é –usando um termo religioso- uma “benção”( algo que produz gozo, júbilo, felicidade, bem-estar), tendo em vista a multiplicidade de crenças existentes em nosso país, por isso, a laicidade deve ser defendida a todo e qualquer custo. A segunda coisa que precisamos deixar clara é: apesar da laicidade do Brasil, somos um povo crente, e em especial de credo cristão e isso deve também ser respeitado.

Ser maioria não confere ao cristianismo o direito de desrespeitar o credo alheio, justamente o contrário, afinal foi Jesus quem exaltou a fé de um centurião romano, adorador de deuses, e ainda afirmou que em Israel não havia ele, presenciado tamanha fé. Podemos ainda mencionar o elogio feito a cananeia, quando disse ele que por conta da grande fé dela, a sua filha estava curada. Vemos, portanto que o cristianismo é a religião da docilidade e dado a boa convivência, é a religião da fraternidade e que precisa viver radicalmente o que propôs o seu fundador: "Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei". Recentemente tivemos a graça de ver o papa Francisco firmando declaração conjunta com os Luteranos, estes que como sabemos, foram em outras épocas “inimigos”. Ter vivido para ver isto nos enche de esperança. O Ecumenismo é possível!

Dito isto, é preciso se pergunta: E a nossa Carta Magna permite o ensino religioso em escolas públicas? E, de pronto eu respondo que sim. De acordo com a Constituição brasileira e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), desde que não sejam obrigatórias para os alunos e a instituição assegure o respeito à diversidade de credos e coíba o proselitismo, ou seja, a tentativa de impor um dogma ou converter alguém é sim louvável aulas de religião na escola pública. Recapitulando, é sim permitido, mas somente um ensino religioso não confessional, pois somente este é compatível com o Estado laico brasileiro.

É inconcebível, a meu modesto ver e não me preocupo com os que de mim discordam, que uma criança e/ou adolescente, mesmo sem crença, cresça e não saiba quem foi/é Buda, Maomé, Geová, Javé, Krishna, Shiva, Davi, Golias, Adão e Eva, Moisés, Abraão, Pedro, Paulo, Maria, Jesus e etc. Por mais descrente que alguém seja, é inegável que essas são fontes de conhecimentos hostóricas nada desprezíveis.  Assim sendo, fica evidente o que penso sobre o assunto, salvaguardados entretanto, esses pressupostos e inferências acima já citados. A função da escola portanto, seria não a de dizer ao aluno qual religião é a melhor e qual ele deveria seguir, mas a de ensinar os fundamentos de cada uma delas.


Que a benção do Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, venha e permaneça sempre em nosso mundo tão marcado pela descriminação e desrespeito, e que ele mesmo nos ajude a nos ajudar e a sermos menos intolerantes. Saravá, Axé, Shalom, Namastê, Amém.

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sábado, 5 de novembro de 2016

DEUS É ARTISTA E AMA OS DIFERENTES.

Por: Leandro Bahiah.
Imagem: Internet.

Quando uma canção toca você, uma leitura, talvez uma dança? Isso tudo é arte, e a arte é capaz de nos emocionar, alegra-nos. A arte deve ser coisa de Deus? É. O que dar sentido a minha vida, nem sempre é regra para todos, o teu ideal – o que me faz feliz nem sempre é o que te faz contenta – e que bom que não seja assim mesmo, pois se tal ideia vigorasse, seríamos todos nós vítimas de uma mesma fórmula e a pessoalidade iria para o espaço – e a ideia de sermos diferentes, também.
Já se deu conta que somos diferentes? Todavia, por causa da mídia, do consumo, tem-se consequentemente visto cada vez mais, a busca pela semelhança: seja na cópia do corte de cabelo, nas vestes da moda, nos bordões, em síntese, especialmente no tocante aos hábitos comportamentais. E o que devemos de fato cultuar? Todos nós devemos batalhar pelas igualdades no plano dos direitos, da justiça e celebrar as diferenças, respeitar as diferenças – já que Deus ama os diferentes: Ele não faz acepção de pessoas.
A diferença deve ser respeitada e celebrada, Deus manifesta o seu amor pelos diferentes. E por que procuramos igualar-se aos demais, e ao mesmo tempo que despreza o diferente? Porque se fomos partir da ideia de sermos iguais, digo, no plano comportamental – não teríamos impressão digital e arcaria dental diferente. Deus está vivo – e que quer de nós? Que amemos o próximo na sua diferença! Cada ser humano é único e Deus é um artista.

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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

QUEM QUER FAZER UMA EXCELENTE REDAÇÃO NO ENEM? VEJA DICAS.

Redação de Bahiah Enem/2014 
Por: Leandro Bahiah.
Imagem: A. P. 

Existem pessoas que se apavoram diante de uma página em branco na hora de dissertar uma REDAÇÃO (Enem, vestibulares, e etc.). Isso acontece com pessoas que não são habituadas a ler e nem a escrever. A redação geralmente tem um peso significativo e pode decidir o futuro do estudante.
Para quem pretende fazer um texto dissertativo-argumentativo, o redator tem que ater para os princípios básicos como: introdução, desenvolvimento e conclusão. O que conceituei carinhosamente de aperitivo, prato principal e sobremesa. Quero enfatizar que as dicas que darei é baseada não na parte teórica – sim na pratica.
INTRODUÇÃO. É onde você irá preparar o leitor para o assunto abordado, o leitor terá uma noção do tema proposto (aperitivo). Geralmente gosto de iniciar uma introdução com citação de uma reportagem, estatísticas, artigo... e isso não é uma regra (quatro a cinco linhas é o recomendado). O redator que assisti telejornais, ler livro e escreve tem maior chance. (O Rio Novo fica a maior parte do ano seco, segundo o Enfoque Entretenimento), esse é um bom exemplo de introdução, o importante é citar o nome da fonte, isto dará mais credibilidade ao que você está argumentando. (Segundo os especialistas, tem-se notado...), são exemplos de como introduzir.
DESENVOLVIMENTO. Será onde você irá expor as causas do problema e a solução minunciosamente (detalhadamente). (Por que o Rio Novo fica a maior parte do ano seco?). Você irá enumerar as causas: retirada de areia, desmatamento da vegetação nativa nas margens do rio, e etc. Contudo, você já pode ir dando as soluções para as causas do problema, isto depende de cada redator. Sempre aliado a uma linguagem formal e não coloquial, usando soluções de diferentes áreas do campo cientifico. Não é preciso que o texto obedeça a uma ordem cronológica como (dia, tarde e noite... etc.), porém a lógica é necessária. Veja: Qual é a solução para apagar um incêndio? Jogando água seria a (lógica, a razão), e não colocando mais fogo. No meu caso – ponho as melhores ideias na ordem decrescente, ou seja, as melhores por último, no desenvolvimento exige-se mais linhas – apelido de (prato principal).
CONCLUSÃO: você dará a SOLUÇÃO das causas do problema expostos por você no desenvolvimento. Sempre levando em conta que não é qualquer solução, é aquela que respeita os princípios básicos dos direitos humanos. É a (sobremesa) você irá imprimir o seu ponto de vista, convencerá o leitor (Corregedor), que este é o caminho certo, é aqui que o redator dará a solução das soluções. (Como solucionar o problema da seca do Rio Novo?). (Fiscalizar, reflorestar... e etc.).
O Enem já vem com um texto auxiliar, introdutório e que você não pode COPIAR, e isso já dificulta porque já tira a chance de você citar aqueles dados levando em conta que você já sabia. 
Sempre com letras legíveis, não recorra de expediente como alongar letra para encher o texto forçadamente. Não imite a redação de ninguém, mesmo porque todos nós temos um ESTILO PRÓPRIO e ÚNICO de escrever. O segredo para se fazer uma ótima redação, é fazer com que o ato de escrever seja prazeroso e não sofrível, é preciso que o futuro redator/aluno passe a ler mais, assistir telejornais com um outro olhar, um olhar crítico. E com o tempo não terás mais dificuldades de fazer a bendita redação. Lembre-se que no RASCUNHO cabe tudo e, depois você vai lapidando o texto (tirando os excessos, a gordura do texto), optando por uma palavra ou outra (pintou a dúvida como escreve tal palavra? Troque por um sinônimo.). E sempre obedecendo a estrutura de um texto dissertativo-argumentativo. Obs.: segundo os especialistas você pode usar o novo ou velho acordo ortográfico, uma vez que, o governo brasileiro suspendeu a adoção do novo acordo, Angola e outros países estão reavaliando, porém, jornais, livros já utiliza o novo no brasil – recomendo que use o novo.  
MAIS DICAS. Use um vocabulário vasto (apreciável), faça uso de siglas conhecidas estabelidas pela normas como IBGE, UNE, CNBB, caso contrário você terá que especificar como ACFCAssociação Capoeira de Filhos de Canjiquinha.  O mesmo serve para as abreviaturas: ETC pode, porém pode ser encarado como pobreza de pensamento. Já abreviatura Vc (você) não é aceita. Faça só o que lhe for cobrado, se a redação pede 15 linhas, então, não ultrapasse, o corregedor pode achá-lo esnobe. Nunca deixe uma redação sem TÍTULO, caso já tenha, não coloque outro, você poderá ser desclassificado. Você é obrigado a usar uma linguagem formal, todavia não rebusque demais o texto (pomposo), novamente o corregedor pode achá-lo esnobe. Fuja das gírias como (Zé Ruela, Zé Mané...). Não use enunciado como (Eu acho... quem acha não tem certeza) o mais adequado na terceira pessoal do plural - acreditam-se. Período muito longo e frases longas que podem tornar incompreensíveis e também não é recomendável o uso do sinal gráfico como reticências (...), o corregedor pode interpretar como (pobreza de argumento).
ERROS. Gramaticais como de Impropriedade vocabular ''O criminoso foi pego em fragrante (flagrante)”. Acentuação gráfica "Comprei na loja de conveniência vários ítens (itens) é sem acento". Emprego da crase "O Projeto Mesa Brasil está promovendo uma campanha de ajuda as crianças vítimas da seca (ajuda a quem?). Às vítimas da seca”. “Enviamos à V. Sª. o resultado das avaliações. (Vossa não admite artigo antes, portanto, o correto seria “a V. Sª...”. Fique atento a erros de Grafia “Comprei três quilos de mortandela (mortadela)”. Emprego de pronomes "Comprei este lindo relógio para mim usar no casamento (para eu usar)". Emprego de verbos em três casos: conjugação verbal "A polícia militar não interviu a tempo de evitar o assassinato (verbo intervir – composto de inter/vir – passado de vir, ele veio. Então o passado de intervir é interveio), tempo verbal "Encontrei Alice no mesmo lugar que, anos antes, recebeu-me. (recebera)'' e modo verbal ''Não estou certa de que essa decisão satisfaz a todos. (satisfaça)''. Morfologia em substantivos e adjetivos – ocorrem em dois casos: plural dos nomes compostos "Os dois páras-choques dos carros foram atingindo na colisão. (pára – verbo parar – não vai para o plural. O correto seria (para-choques) e sem acento de acordo com novo acordo ortográfico. Gênero dos substantivos ''Mandei Larissa comprar uma guaraná na bodega. (um guaraná – palavra masculina)''. Regência verbal ''As madeireiras estão visando o mercado externo. (visar, no sentido de ter em vista, pede preposição “a”. O correto seria visando ao mercado). Concordância verbal e nominal ''Vamos esperar que V. Sª. manifeste vossa escolha. (o pronome de tratamento sempre concorda com a 3ª pessoa dos pronomes. O correto seria sua escolha)''. Colocação pronominal ''Enviaremos até a próxima semana os pedidos que encomendaram-nos. Nos encomendaram)”. Vícios de linguagem: Ambiguidade "Onde está a vaca da sua avó?" (Que vaca? A avó ou a vaca criada pela avó?). BarbarismoComeu um roast-beef (anglicismo - o mais adequado seria comeu um rosbife)". Cacofonia "Ele beijou a boca dela”. Plebeísmo "Ele era um tremendo mané!". Prolixidade é o excesso de palavras para exprimir poucas ideias. Pleonasmo vicioso "Ele vai ser o protagonista principal da peça" (o protagonista é, necessariamente, a personagem principal). Solecismo - de concordância “Fazem três anos que não vou ao médico (Faz três anos que não vou ao médico). Regência "Ontem eu assisti um filme de época. Ontem eu assisti a um filme de época”. Colocação "Me empresta um lápis, por favor. (Empresta-me um lápis, por favor)”. Eco "O aluno repetente, mente alegremente”. Colisão. "O papa Paulo VI pediu a paz."
E agora? Organize suas idéias – ahhh ideia perdeu o acento! Pratique, faça uma ótima redação. Boa sorte a todos neste sábado e domingo de Enem.


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domingo, 30 de outubro de 2016

DEUS, LIKE, POLÍTICA E DESCONHECIMENTO.

Por: Leandro Bahiah.
Imagem: Internet.

Às vezes, fico observando os comentários do facebook, e como as pessoas tem desafetos? Nossa. Sempre jogando indiretas e se a cara pulsa serviu – faça bom proveito. O interessante, é que são as mesmas pessoas que postam algo relacionado a mensagem com “deus”. Como pode uma pessoa postar mensagens maravilhosas de um Deus de amor, que perdoa, seja a mesma que posta que sua vida é rodeada de fofoqueiras (os), invejosas (os) e de pessoas de má índoles? E a resposta – são provas. O que nos leva a refletir. Talvez seja apenas despeito - quem vai pensar em comentários, fotos originais e em política enquanto o cenário é de crise? Disse-me uma jovem caçadora de pokemon e que não viu motivo para tantos likes para a estudante Ana Júlia do Paraná.
A maioria dos entrevistados de uma pesquisa revelaram que já sofreram preconceito, todavia nenhum deles se acharam preconceituosos e nem tampo confessaram que praticaram preconceito contra alguém. O interessante são os desabafos pessoais: cheios de lamúrias, carregados de sofrimentos e de raiva. É lamentável – ver comentários carregados de desconhecimento. Para SWITZERÉ melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é um idiota do que falar e acabar com a dúvida”. E a internet deu este poder aos idiotas. Os posicionamentos equivocados? Nossa tem demais. Gente que não sabe o que é esquerda, direita ou centro, mas não deixa de dar sua opinião. Há quem defende a ditadura sem nunca ter vivido uma. Pessoas que estão ao leo querendo ser vista para exibir suas futilidades e carências para ter um like, um comentário ou quiçá uma compartilhada para matar a sua carência de Geração Pokemon, entretanto, tem uma galera batalhando – lutando contra a reforma do Ensino Médio e contra a demoníaca PEC 241.
Vendo isso, tento me policiar. Será que estou cometendo estes mesmos equívocos? Mas isso tudo é possível graças a Democracia. Na ditatura a censura é ferrenha e não há espaço para críticas e manifestações. O bom desta história toda: é que tanto os imbecis quantos os que se acham que pode contribuir com algo tem mídia – a internet. Porque se fôssemos depender tanto da Ditadura quanto da Globo estaríamos mudos sem expressar nossas futilidades, carências e ingratidão. 

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domingo, 23 de outubro de 2016

SE NÃO FOR AGORA, QUANDO?

Por: Leandro Bahiah.
Imagem: Internet.

Quando os vencedores durante a campanha apregoavam a "mudança". O que se podia esperar? A mudança no todo, ou seja, transparência, um novo administrar, novas atitudes propositivas, o que diferencia dos atos praticados pelos vencidos. Mudar não é apenas uma pura e simples alternância de poder, embora, seja louvável para a democracia, mas por si só não basta. E se tudo ocorrer como nos tempos de outrora? O que espero que não ocorra – denotará que o discurso fora oportunista, vazio e demagógico.
Visito este assunto, depois de ouvir alguns rumores que me deixou um tanto quanto intrigado. Ouvem-se rumores que gente ligada ao projeto eleito legitimamente nas urnas no dia 2 de outubro em Ibicuí já alardeiam que os "contras" não vão ter vez, voz, e entre outras coisas impublicáveis. É a mesma atitude de sempre de gente oportunista, que está do lado que o vento sopra. E a pergunta: cadê a mudança?
O que me deixa feliz, é saber que o grupo de Amauri Leão não comunga destas ideias de perseguição. Não esperaria outra coisa de Dei, Bruno, Mendes, Cabeça e muitos outros que fizeram uma oposição com dignidade e a vitória em Ibitupã deve-se muito ao trabalho destes caras. Quem é cristão não comunga com perseguição, revanchismo ou coisa semelhante. É hora das pessoas de bens de Ibitupã mudar a mentalidade e fazer uma nova política. Fica a frase de Hilil para que reflitamos: "Se não eu por mim, quem por mim? Se eu for só por mim, quem sou eu? Se não for agora, quando?". Ótimo domingo a todos.

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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

NOTA OFICIAL DA CNBB SOBRE O MOMENTO POLÍTICO-SOCIAL DO BRASIL

NOTA DA COMISSÃO EPISCOPAL PARA O SERVIÇO DA CARIDADE, DA JUSTIÇA E DA PAZ.

"Nenhuma família sem casa,
Nenhum camponês sem terra,
Nenhum trabalhador sem direitos,
Nenhuma pessoa sem dignidade”.
Papa Francisco.

Nós, Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, e bispos referenciais das Pastorais Sociais, da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil, reunidos em Brasília, nos dias 18 e 19 de outubro de 2016, manifestamos nossa preocupação com o cenário de retrocessos dos direitos sociais em curso no Brasil.

Entendemos que as propostas de reforma trabalhista e terceirização, reforma do Ensino Médio, reforma da Previdência Social e, sobretudo, a Proposta de Emenda Constitucional, PEC 241/2016, que estabelece teto nos recursos públicos para as políticas sociais, por 20 anos, colocam em risco os direitos sociais do povo brasileiro, sobretudo dos empobrecidos.
               
Em sintonia com a Doutrina Social da Igreja Católica, não se pode equilibrar as contas cortando os investimentos nos serviços públicos que atendem aos mais pobres de nossa nação. Não é justo que os pobres paguem essa conta, enquanto outros setores continuam lucrando com a crise.
Afirmamos nossa solidariedade com os Movimentos Sociais, principalmente de trabalhadores e trabalhadoras, e com a juventude, que manifestam seu descontentamento com as propostas do governo, bem como todas as organizações que lutam na defesa dos direitos da população.
              
Encorajamos as Pastorais Sociais a participarem, com os demais movimentos e organizações populares, na defesa das conquistas sociais garantidas na Constituição Federal de 1988, na qual a CNBB tanto se empenhou no final da década de 1980. Não desanimemos diante das dificuldades. Somos povo da esperança!

Com compromisso profético, denunciamos, como fez o Profeta Amós: “Eles vendem o justo por dinheiro, o indigente, por um par de sandálias; esmagam a cabeça dos fracos no pó da terra e tornam a vida dos oprimidos impossível” (Am 2,6-7).
O Espírito do Senhor nos anima no serviço da Caridade, da Justiça e da Paz. Com Maria cantamos a grandeza de Deus que “derruba os poderosos de seus tronos e exalta os humildes; enche de bens os famintos e manda embora os ricos de mãos vazias” (Lc 1, 51s).             

Brasília, 19 de Outubro de 2016.
 Dom Guilherme Werlang
Bispo de Ipameri - GO
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz

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sábado, 15 de outubro de 2016

POR QUE IBITUPÃ SÓ TEM REGREDIDO?

NO DIA DOS PROFESSORES FAÇAMO-NOS ESTA REFLEXÃO.
ESTÁDIO DO INGAZÃO, IBITUPÃ/BA.

Por: Leandro Bahiah.
Imagem: Internet.

Estes dias conversando com algumas pessoas entre 60 e 70 anos descobri algo interessante sobre Ibitupã. E uma por exemplo, o distrito já teve moeda própria. Exatamente, isso deveu-se a grande influência de Isaura Medrado Dias que gozava da confiança e amizade do governador do Estado da Bahia na época, Otávio Mangabeira. Muitos dos nossos colegas e moradores desconhecem esta informação, e apenas lembram-se dos casos de violência. Agora, como exigir que Ibitupã cresça? Digo isto, porque Ibitupã já foi maior do que é atualmente. Como? Você pode perfeitamente me arguir: - este cara deve estar louco! Ah, você não sabia? Claro que não, porém, depois do curral de Anatalino Silva, indo em direção ao Rio Novo – tudo ali era casas! Pessoas da faixa etária de 65 a 75 podem perfeitamente confirmar esta história, é verídica.
E como Ibitupã regrediu assim? Será que foi a praga rogada pelo Bispo? Segundo contam os mais idosos  – quando sucedeu a guerra de 45, uma disputa sangrenta entre Joaquim Pedro (Filinto) e João Costa, por terras e na troca de tiros Felinto infelizmente levou a pior. Imagina o caos? Pois é, neste furdunço todo encontrava-se o Bispo que celebrava uma Missa na Igreja São Roque e diante daquilo e uma vez saindo num lombo de um jegue rogou uma praga: – Ibitupã vai crescer feito sola no folgo! É o que contam, todavia para mim – a praga ainda não é problema. O problema de Ibitupã está do jeito que se encontra não fora a praga rogada pelo Bispo. As regressões do distrito estão nas ações dos espertos de ontem de hoje, os espertos de ontem hoje figuram-se como personalidades póstumas e digas de terem seus nomes gravados nos bronzes e nos logradouros de Ibitupã. Durma com essa. E não faça barulho! Os espertos de hoje – não podem gostar. 
Como hoje é dia do professor, quero aproveitar o ensejo para parabenizá-los (as) e ao mesmo tempo faço uma simples sugestão: faça com que seus alunos conheçam a história do seu distrito – colham depoimentos, porque não conhecer a história do seu lugar – está fadado a cometer erros e ao fracasso.  PARABÉNS A TODOS OS PROFESSORES E PROFESSORAS - NOSSOS VERDADEIROS HERÓIS.


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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

VENCIDOS E VENCEDORES - TODOS PODEM SER JACUS.

JACU.
Por: Leandro Bahiah.
Imagem: Internet.

Para as localidades que a campanha política já se findou, a normalidade começa a pairar. Ainda tem aqueles resenhistas que ousarão a chamar alguém vencido de Jacu. E sempre encontrará aquele ou aquela que levará na esportiva. Mas tem quem se ofenda. Passa a fase do (Eu sou... E surge a saudade dos carros de som, as músicas engraçadas, as carreatas, o pula-pula, os discursos. Será que durante estes quatro anos os palanques serão desarmados em Ibicuí? Uma ótima indagação. E os Jacus? Você sabe porque chama os perdedores de jacu? Definição: Pessoa simples e de fácil manipulação, que acredita em qualquer coisa que lhes digam. Tem dificuldade de dizer "não", e acaba se dando mal, por fazer coisas que só depois de feita descobre que não devia. 
Tem aqueles que torcerão contra o novo governo, e não o aceita o eleito como seu prefeito (a). Esses não são eleitores, no máximo, um torcedor. Desse que pode ver o time adversário melhor que o seu, porém irá torcer contra e dizer que o outro time não joga nada – é da sua natureza – espera algo contrário, é inútil. Para estes, a vitória sobre os vencidos não basta! É preciso mais, perseguir. Retirar o funcionário da função que o antecessor gentilmente cedeu por competência ou apadrinhamento.
As feridas fecharão com o tempo. Os cristãos voltam a ser cristãos! Frequentarão as missas, já que agora não tem mais passeatas para caminhar. As paredes com os rostos dos candidatos, faz-nos recordar da derrota ou da vitória. E daí, o mau perdedor procurará justificativas: - pularam no sábado! Eles deram cesta básica! Comprou o voto! Comprou o título! Se cicrano fizesse deste jeito era vela e caixão (ah e tem os mais tradicionais) que afirmarão que o candidato fez um trabalho forte no terreiro de Pai de Oteba. Vai saber.
Mas temos aquele vencedor que irá consolar o vencido: - é do jogo, se o prefeito (a) não fizer nada, a gente põe ele para fora daqui quatro anos. Daqui quatro anos? É tempo demais! Depende, isso é relativo. Para quem está de fora, é muito tempo – sem emprego, sofrendo as perseguições – só esperando a hora da campanha chegar, para extravasar sua raiva canina. E para quem está dentro? É pouco. E cada dia que passa, vixe só faz aumentar a preocupação. Quando alguém o chamar de jacu já sabe? Estão dizendo que você é uma pessoa boba, tonta, sem noção. Vejamos quando todos afirmavam que o seu candidato iriá perder com mil votos de frente, e mesmo assim, insistia tu, acreditando nos seus, embora todos já soubessem do desfecho. O legal que o vencedor poderá ser jacu também, como? Vai que o eleito não cumpre com suas promessas de campanha? Bobo foi você, aliás, jacu foi você que acreditou nas falácias dele (a). 
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sábado, 1 de outubro de 2016

O PROFESSOR GLAUBER CARDOSO ESCREVE ARTIGO SOBRE A POLÍTICA EM IBITUPÃ.

Glauber Cardoso ao lado da estátua do poeta Drummond.
Por: Glauber S. Cardoso.
Imagem: Arquivo Pessoal.

“Não há maneira melhor de derrotar um pingo de dúvida do que receber uma inundação da verdade nua e crua”. Começo este texto citando um personagem fictício, o Frank Underwood (House Of Cards), para tentar explicitar o atual (corriqueiro) cenário político do distrito de Ibitupã. Antes que você, leitor, pense que este texto é tendencioso, saiba de uma coisa: ele É SIM, pois tenderei pro lado das pessoas que estão CANSADAS de politicagem, de serem enganadas na cara dura.
Ao fazer uma análise, é preciso, conhecimento da realidade do local, eu, sendo um filho de Ibitupã, e, bastante enojado com os rumos que a atual campanha política tomou, venho por meio deste veículo expressar meu total repúdio aos recentes atos ocorridos no distrito. Uma localidade que sempre teve no respeito ao próximo uma de suas marcas mais importantes, vem sendo manchado.
Venho acompanhando todo o FANATISMO político (partidário) que inunda as ruas do nosso distrito/município/estado/país, e, digo-lhe, caro leitor do IBITUPÃ NEWS, a situação é bastante tensa, pois todos terão razão, todos estão eleitos e o outro lado é sempre ruim, essa ideia tão antiquada de que na política partidária brasileira temos um bem e um mal, e sempre o adversário se transveste do mal, pois as pessoas ficam cegas.
Tenho visto amizades sendo corrompidas, vejo pessoas com ar de superioridade, e com uma ilusão nunca antes vista na história de Ibitupã.
A política passará, como tudo passa, mas, por conta talvez de uma promessa de emprego, de uma cegueira coletiva, o ímpeto pela política afete e suplante até amizades antes tidas como duradouras.
Não quero com isso dizer que a política é um mal sentimento, é que no instante em que você, tomado de sua RAZÃO quase que divina, DESRESPEITA o adversário, fere (fisicamente) o seu companheiro de lutas diárias, a vida em sociedade depende desse equilíbrio entre as pessoas tidas como civilizadas.
Senhores e senhoras, lembrem-se sempre, vocês (todos nós), somos exemplos para as futuras gerações, não adianta exteriorizar a culpa, somos todos culpados pelo cenário deplorável da vida pública do Brasil, com atitudes que beiram a obscuridade e retrocesso político.
Desejo a todos tranquilidade, que possamos ter um domingo de eleições limpas e na santa paz de Deus, que possamos todos nós participar desse congressamento, dessa festa pela Democracia [Substantivo feminino 1. governo em que o povo exerce a soberania], e tenhamos 4 anos de prosperidade dentro do nosso município, pois, o governo que se eleger, será de todos e para todos, e não apenas dos que de maneira ilusória querem o poder para si e seus pares apenas.
                        “Sem GPS pra vitória, cada um faz seu destino”.

     * Glauber Santos Cardoso (é estudante de Geografia da UESB e, é professor em uma escola particular de Vitória da Conquista, o mesmo é filho de Ibitupã e uma das mentes mais brilhantes da boa terra ao lado de figuras como Pericles Gomes). 

Diretor-presidente: Pericles Gomes. Edição e Revisão: Adenilson de Oliveira. Produção Executiva: Jailton Silva Gomes. Direção de Pauta: Fábio Kallil. Direção de Arte: Pedro Henrique. Marketing e Propaganda: Abel Meira Gomes. Colunistas: Pericles Gomes/Fábio Kallil/Pedro Henrique/Kallil Diaz e Professor Teto. Colaboradores: Jamilson Campos/Henrique Alexandria e Josenaldo Jr.

domingo, 25 de setembro de 2016

O CENÁRIO POLÍTICO DE IBICUÍ É DESESPERADOR.

E O PROBLEMA TODO É A CARÊNCIA.


Por: Pedro Henrique. 
Imagem: Internet. 

É desesperador o cenário político no Brasil, e não é nada diferente, repito, nada é diferente de Ibicuí. Veja você de Ibitupã! Que as pessoas que passaram décadas subjugadas, refém do emprego da prefeitura, refém da dependência, da falta da sensibilidade política. Quando chega a disputa! O povo bestifica-se e tome a ofender uns aos outros (desrespeito total) em nome de um candidato (a) que nem se quer pensou no distrito na hora de escolher alguém para composição de suas candidaturas.  
E o que interessa? Nem se quer é discutido de fato: quais candidaturas têm propostas para um futuro governo caso seja eleito? Quais candidaturas representa Ibitupã, Água Doce e a zona rural? Estas indagações pouca importa. O que importa é o "VAMO COMER ÁGUA!". E estudando afundo a história de nossa gente, que parece que tem vocação para ser Gado, isso tem origem no resquício do coronelismo e da falta de politização do povo e da dependência econômica e dos favores impagáveis. Pense jovens! Agora, nesta campanha, nunca se ouviu tanto em falar da Juventude. JUVENTUDE para lá e para cá.
O problema de transporte em Ibitupã foi resolvido? Sim. O que não falta agora é carro para levar o pessoal para as passeatas, os comícios, as inaugurações de comitês. Então, está resolvido mesmo o problema de transporte. O bom, é que você caro eleitor terá carro de Ibitupã para Ibicuí até o dia 1 de janeiro de 2017 – O Dia da Posse! Isso já aconteceu em todas as outras oportunidades. Depois, tudo voltará ao normal. Independente do (cai na pêa) ou da (marreta) chegar ao poder. E como de hábito – começar-se-á a ladainha – as reclamações dos mesmos, os mesmos que agora agitam as bandeiras, enfrenta chuva, e leva o candidato nas costas. Inclusive aqueles que não tiverem o seu sonhado emprego dado pelo futuro gesto (a). A Prefeitura não terá como EMPREGAR todos, se os candidatos estão prometendo, cuidado! A chance de decepcionar-se depois, é grande.
Não se tem notícias de pesquisas, contudo, o poder econômico dá o tom das campanhas, é aquela máxima de sempre:: quem colocou mais carros? Quem levou mais gente? Quantos pularam? Ibitupã é Nº. Eu digo o que Ibitupã é. É um distrito que a décadas foi abandonado! Aí, você tem um projeto de continuidade, outro, que não diz a que veio porque não tem projetos e, tem-se uma terceira opção, contudo, apesar dos projetos apresentados não terá um exame profundo pela maioria da população, e por que? Não tem dinheiro. É muito jovem. Não fez carreata. Não fez passeata. Não caluniou ninguém. Nem atacou. Então, como votar num candidato desse? O povo prefere o OBA-OBA do que discutir política séria. Reclama quando não tem carro para ir a Ibicuí resolver um problema pessoal: reivindicar algo na câmara, cobrar algo na prefeitura ou tirar um documento no fórum. Aos que acham que jovens não podem administrar – temos excelentes exemplos de políticos jovens que governaram com louvor, por exemplo, Ciro Gomes quando prefeito de Fortaleza-CE.
As pessoas são carentes: de festas, de sorrisos, de abraços – apego ao ódio (está aí o porque mainha, painho, filhinho - agora ninguém quer ser filho ou neto de Lula). Só isso deve explicar tamanha bestialidade que de quatro em quatro anos cegam as pessoas, e as tornam menos críticas, o meu candidato é o melhor, e por isso, ele não merece ser sabatinado: Quais são os seus projetos para Ibitupã, Água Doce e Ibicuí? Enquanto isso, a festa de largo não existe mais... Foi reduzida. E você eleitor não tem para onde correr: Prefere caí na Marreta ou na Taca? Talvez você tenha saída.

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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

A MARRETA E O TACA TACA SÃO DELES E A DOR É NOSSA.

Por: Pericles Gomes

AVISO IMPORTANTE: Favor observar a ironia, o nível é altíssimo. Obrigado.

Os pessimistas, como sempre erraram mais uma vez. Ibicuí nunca esteve tão bem, quanto nesse processo eleitoral 2016. A eleição corre as mil maravilhas. Ai de quem disser o contrário. Será logo taxado de agitador e acusado de “mimimi”. Como sempre estamos na vanguarda em nossa região, mesmo sabendo que não é uma particularidade nossa, mas somos diferentes e diferentes no bom sentido da palavra, é claro. Conosco ninguém pode.

Os espíritos de porco que ainda têm coragem de reclamar do nosso modo singelo de fazer política devem ser silenciados. Um aviso a estes: as nossas campanhas são um sucesso só, nunca na nossa história estivemos tão cordiais uns com os outros como agora. Fim de papo, isso é assunto vencido. De que adianta ficar esperando que os candidatos apresentem projetos. O que realmente interessa é o quanto está sendo gasto, nada de ficar economizando dinheiro, evitando gastos estratosféricos.

É preciso ser profissional, política não é coisa para amadores. As negociatas precisam ser feitas as claras, o povo perceberá a transparência dos acordões que são feitos, para o bem desse mesmo povo, que enfim, se politizou. É a lei da atração que vale, fartura atrai fartura, sempre foi assim. Depois da chuva de verbas, da chuva de acusações. Todo mundo feliz, e Ibicuí mais uma vez se renderá aos nossos líderes, que sabem do que carecemos. Coitados dos que não seguirem as regras.

Os candidatos até tiveram quatro anos para preparar um plano de governo, propostas contundentes e executáveis e investir tempo e estudo nisso. Coisa que não seja simplesmente chegar ao poder ou permanecer lá. Quatro anos para planejar e/ou executar uma agenda de verdade, que pense no povo e nos suas necessidades e sofrimentos–sabemos que são muitos!

Uma campanha decente ao menos, nós merecíamos! Ainda bem que nada disso foi feito, e as prioridades continuaram, porque com uma bagagem de anos fazendo política assim, não se podia mudar de uma hora pra outra. Afinal de contas seria um tremendo desperdício, porque todo mundo sabe que essa mania de querer chegar à prefeitura pelo caminho mais difícil –mesmo que seja o correto- é uma babaquice de quem não tem experiência de vida pública. Felizmente, o dinheiro e o tempo que seria torrado nessa maluquice foi bem aplicado nos comitês, nos carros de som para difamar os adversários, na gasolina para carreatas, para as benesses da caminhada da vitória, entre outros investimentos estratégicos.

Deu tudo certo, o ibicuíense está sorrindo e a popularidade dos candidatos voltou a subir — provando de uma vez por todas que planejamento sério é uma babaquice. O que importa é o barulho, é zoada, é a marretada do “chapolin” e a melodiosa “taca taca”.

Nos anos que antecederam a mais qualificada eleição de Ibicuí, os pessimistas encheram a paciência do governo e da oposição com algumas questões que dizem respeito à inclusão dos pobres e atenção aos distritos, o problema da seca, prioridades invertidas, “ressureição de lideres mortos”. Mas bravamente todos permaneceram incólumes e resistiram mais uma vez à conspiração desse que vos escreve e desse blog– carinhosamente chamado de imprensa marrom-. Imprensa ociosa que só sabe reclamar de tudo. Lógico que não mereciam ser ouvidos, estávamos ocupados ouvindo “Safadão, As Coleguinhas, Vingadora e Raneichas”. Um parêntese para elogiar aquilo que temos de melhor e que no São João fica em evidência e isso tudo, a nível nacional, os nossos maravilhosos blocos “Tico Mia e Brega Light, produtos puramente ibicuíense.

Que bom que os pessimistas perderam mais essa. Na última hora, por meio de acordos vertiginosos, remendos e costuras aqui e ali–tudo perfeitamente dentro da lei-. Todos são testemunhas de que deu tudo certo. Quem haveria de memorizar detalhes insignificantes, como esses acordões de meia noite, meramente eleitorais? Como dizia o poeta Quintana: “Tudo no fim dá certo, se não deu certo é porque ainda não chegou o fim”. Ficou tudo prontinho mais uma vez. Viva a nossa festa democrática.

Agora é a hora de dizer: fiquem quietos, calem a boca, senhores pessimistas. Deu certinho. O nosso governo e a nossa querida oposição sempre teve razão. E bem feito para quem ficou preso a ideais, propondo mudanças e novos caminhos, ninguém nunca quis ir a lugar algum, estão todos perdidos dando voltas em torno de si. Pode haver melhor legado que este, provar o improvável? Acabaram-se os problemas de Ibicuí. Proponho eleição a cada três meses, é impressionante como nosso povo se une em torno de um projeto comum, mesmo que não saibam que nunca existiu projeto alguma. Mais isso é apenas um detalhe. 

A eleição está realmente emocionante, todos os dias gente muda de lado, e isso rapidamente toma conta das redes sociais. É justo, afinal, o que é bom tem que ser mostrado para servir de exemplo. É um triunfo atrás do outro. O maior de todos: O exame de DNA foi feito e deu positivo. Podemos anunciar. Ibicuí não está mais órfã. Descobrimos nossos genitores. Só nos resta pedir a benção de joelhos. Vamos lá... Bença painho, bença mainha. 


Diretor-presidente: Pericles Gomes. Edição e Revisão: Adenilson de Oliveira. Produção Executiva: Jailton Silva Gomes. Direção de Pauta: Leandro Bahiah. Direção de Arte: Pedro Henrique. Marketing e Propaganda: Abel Meira Gomes. Colunistas: Pericles Gomes/Leandro Bahiah/Pedro Henrique/Kallil Diaz. Colaboradores: Jamilson Campos/Henrique Alexandria e Josenaldo Jr.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

PAPEL E ESPERANÇA: EIS AS MINHAS ARMAS.

Por: Pericles Gomes

A coisa mais dolorida que pode acontecer a quem escreve, é sem dúvidas, se ver impossibilitado de escrever, no meu caso, fui eu mesmo quem me impus uns dias sabáticos. Tinha prometido a mim mesmo que pouco ou nada diria sobre a atual conjuntura política em nossa Ibicuí. No entanto, me vejo agora, obrigado a tecer alguns precários comentários sobre ela. 

Tenho muito dificuldade em manter-me silenciado, por isso, dou por encerrado os meus dias sabáticos. Acredito, e afirmo com todo o fervor do meu coração que não gosto de escrever nada que pareça negativista ou que transmita pessimismo. Penso que o papel de qualquer escritor (Peço as devidas vênias para incluir-me nessa plêiade) é justamente o contrário; é o de acalantar os desesperados, é manter acesa a chama da esperança e aquecer os corações ávidos de crença no futuro e na vida. 

Coisa semelhante ao que acontece com a Rosa de Jericó ao entrar em contato com a água. Ela é uma planta que tem por origem os desertos áridos e secos do oriente e é um exemplo glorioso que a natureza nos proporciona. Na falta de água, o que é comum nos desertos, ela enrola-se sobre si mesma, formando uma bola e é levada pelo vento por todo o deserto. Para que se desenrole e reviva, basta apenas algumas gotas d'água. Em pouco tempo ela abre-se e pode-se apreciar a planta com um aspecto colorido verde/prata. É ressurreição! (Escreverei um artigo sobre a Rosa de Jericó, aguardem. Quem quiser ver o milagre, busque por videos no Youtube). 

Em síntese, é por em prática a oração de São Francisco de Assis a nossa missão. Cito apenas um trecho para que possam recordar: "Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz... Onde houver desespero, que eu leve a esperança; onde houver tristeza, que eu leve alegria; onde houver trevas, que eu leve a luz...". Tentando ser fiel a esse mandado, decidi escrever-vos. Não sou vaticida, minha preocupação é com o presente.

Não se desespere ainda, não. Apesar dos pesares, estamos evoluindo. É sempre bom lembrar que, salvo exceções, mas sim, estamos melhorando. Lentamente, claro. Mas estamos. E urge propagarmos essa boa-nova, sem querer parecer algo messiânico. Messianismo a essa altura da vida é uma tolice que não se encaixa na nossa realidade conjuntural, é ouro de tolo. Como disse um sábio amigo meu: “Ibicuí não está órfã, não carecemos de painho e mainha, precisamos é de representantes”, que nos represente de verdade.

Aos que acham que tudo está perdido e que "os jovens são tão jovens e fica tudo por isso mesmo", eu aviso: Um jovem de 24 anos decidiu candidatar-se a prefeito de Ibicuí. Em uma eleição com três candidatos, o jovem Sillas Prado é o único que foge do tom geral e traz um discurso novo. E por incrível que lhes possa parecer, ele conseguiu juntar-se a outros jovens que não querem só correr atrás de candidatos. Não estão preocupados com a "marreta do chapolin e muito menos com o taca, taca”. Superemos essa bestificação.  

Não podemos de maneira alguma perder a capacidade de decidir, de escolher, de julgar. Em outras palavras, precisamos ter "sã consciência", isto é, ter a consciência sarada, sã. Insisto em dizer que o futuro nos cobrará, não sejamos negligentes agora. 

Partilho uma frase que vi no Facebook esses dias: Não quero que pense como eu, só quero que pense”. Infelizmente muitos deixaram o cérebro de lado, agora reagem apenas a estímulos, viraram robôs, morreram. Pessoas que não pensam como eu e nem como você, porém, não podemos dizer que não pensam. Entretanto, é preciso pensar! Não custa nada, vale a pena. Quem experimentou não se arrependeu! 

Diretor-presidente: Pericles Gomes. Edição e Revisão: Adenilson de Oliveira. Produção Executiva: Jailton Silva Gomes. Direção de Pauta: Leandro Bahiah. Direção de Arte: Pedro Henrique. Marketing e Propaganda: Abel Meira Gomes. Colunistas: Pericles Gomes/Leandro Bahiah/Pedro Henrique/Kallil Diaz. Colaboradores: Jamilson Campos/Henrique Alexandria e Josenaldo Jr.