domingo, 19 de janeiro de 2014

ESCREVER: ARTE DOS INQUIETOS.

 Por: Pericles Gomes.
Imagem: Internet.

Não sei porque motivo nem todos gostam de escrever. No mínimo uma vez na vida, deveríamos nos arriscar a escrever alguns linhas, rabiscar uns poemas. Acredito que cada um de nós trás um pouquinho de escritor dentro de si. Aliás, se até eu consigo, não tenho dúvida alguma que todos são capazes.

Na verdade não é uma tarefa muito fácil (pra mim). Mas vale a pena tentar. Para quem tem alma dada ao amor, fica imensamente mais simples. Quando me vejo ocioso, sem nada para fazer, vou pro meu caderno. Tenho uma dificuldade enorme de escrever direto no computador (mas tenho tentado ultimamente).

Antigamente este espaço era preenchido pela televisão, no entanto a TV brasileira tão mais do mesmo. Novelas clichês, noticiário clichê, programas clichês etc, etc, etc. 

Tateava o meu controle remoto e sempre encontra a mesma coisa. Em tempos de reality show então, se torna um horror maior ainda. O BBB e a Fazenda que o diga. É um verdadeiro espetáculo circense em pleno horário nobre. Como somos o povo da alegria, explicado a nossa adesão. Pano pra manga para os críticos de plantão (dos quais também faço parte), "assisti-los é sinal de descompromisso por um Brasil melhor".

Agora quando me pego nestes casos, caço caneta e papel. Problema resolvido. Com a minha caneta e papel invento mundos, crio sonhos, sublinho amores e patentio a eternidade. 

Usando a imaginação tudo se torna possível. Impossível neste caso é só questão de ótica.Tudo depende dos olhos que veem. Alberto Caeiro, um dos pseudônimos mais conhecidos de Fernando Pessoa certa dita escreveu :  
 Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.

Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

A letra dura eternamente. Nada mais belo e profundo então, que uma pessoa que tem sensibilidade a ponto de transportar os seus sentimentos para o papel. Esse (a) tem a minha total admiração. Por fim, vale lembrar o que escreveu Leandro Bahiah, o meu poeta favorito: Os escritores tem apenas três desejos: primeiro ser conhecidos, segundo ser reconhecidos e por fim, ser imortal.

Diretor-presidente: Pericles Kinho. Edição: Adenilson Kbça e Leandro Bahiah. Direção de Arte: Pedro Henrique. Produção/Departamento Comercial: Amauri Leão. Direção de Marketing: Abel Meira. Colaboração: Edilene Bahiah, Jamilson Campos, Matheus Lima, Thaylana Santos e Werônica Rios.

Fonte: pericleskinho.blogspot.com.br