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quarta-feira, 11 de março de 2015

LEANDRO BAHIAH FAZ POEMA PARA HOMENAGEAR O AVÔ EDEZIO PEREIRA.

Leandro Bahiah.











Canção de infância I
          
                  PARA EDEZIO PEREIRA.

Lá vem Ele
"Surraca", cansaço e fome,
Partíamos para Ele
E Ele?
Acolhiam-nos com alegria!

No colo...
Admiravam-nos suas orelhas,
grandes, macias...
E Ele?
Mordia os nossos dedos.

Hoje.
Sua energia vai esvaindo-se
Vemos tudo!
Não se pode fazer nada... Rezar!
Faço uma poesia para Deus.

Cada minuto conosco - Presente!
Não sou egoísta,
o sofrimento faz-me refleti.
É melhor sofrer ou melhor partir?
- Deus!

Leandro Bahiah.

segunda-feira, 9 de março de 2015

PERICLES SILVA GOMES ENTROU HOJE NO SEMINÁRIO NA CIDADE DE ITAPETINGA.

Abel e Pericles.
Por: Leandro Bahiah.
Imagem: Internet.

Pericles Silva Gomes (25) foi hoje (09), para o Seminário, onde o mesmo estudará pelo mínimo 9 (nove anos) para habilitar-se e tornar-se Padre. Kinho como é conhecido pelos ibitupaenses, desde pequeno permeou pelos ensinamentos da Igreja Católica, destacando-se sempre.  Porém em um discurso em uma Sessão da Câmara realizada em Ibitupã, chamou atenção por ser culto e pela oratória. Em seguida foi eleito Conselheiro Tutelar e teve o nome cogitado para candidato a vereador em 2012.
De notável inteligência, e um frasista de mão cheia: “A negligência do amor é o pior de todos os venenos!”, Pericles Silva gomes, um homem que sabe lidar com as palavras – Poeta por natureza, que viu nos Santos, nos coordenadores de comunidade e na Igreja uma referência a ser seguido. Orgulho de todos os ibitupaenses, que desde cedo viam no menino magrelo um futuro Padre. E o primeiro passo foi dado.
É verdade, que esta vocação a todo tempo esteve presente no seu coração, contudo, isso se tornou mais claro, foi com a presença e a amizade do Padre Valdo Aragão, atual pároco da cidade de Ibicuí, onde ambos têm uma amizade recíproca. E quiçá Pericles viu no Padre um exemplo a ser seguido? Um Padre acessível, comunicativo e que trata a todos com igualdade, principalmente, com os jovens que não é o futuro da Igreja Católica – é o presente!
Pericles Gomes vai estudar na cidade de Itapetinga, depois irá para Vitória da Conquista e por fim irá concluir os estudos em Belo Horizonte (MG). Muita coisa pode acontecer. Todos sabem que neste momento Kinho tem uma enorme responsabilidade! Os ibitupaenses nutrem por Kinho uma grande expectativa. O importante é rezar pelo nosso irmão conterrâneo.
Amante dos livros, dos Poetas, Pericles é um homem politizado que sempre lutou pelo seu município e distrito – dando vozes e vezes aos menos favorecidos. Por isso, criou o Ibitupã News. Para denunciar a realidade, analisar a situação política do distrito e do município e para ouvir quem tem algo interessante a dizer.
Na Santa Missa do sábado (07), em Ibitupã, foi um momento de emoção para toda Comunidade Católica de São Roque. Padre Valdo, Bete e o próprio proferiram palavras que acabou emocionando todo mundo que estava presente na Missa. No domingo (08), na Missa de Envio na cidade de Ibicuí, alguns ibitupaenses tiveram presentes para prestigiar um dos mais ilustres conterrâneos.
Este que vos escreve, é admirador do homem artista, e tem grande honra de tê-lo como amigo. Parabéns e saiba que tem em mim Pericles, alguém que possa contar sempre. Boa Sorte nesta nova jornada. Pericles Silva Gomes ou simplesmente Kinho, torcedor do Corinthians e admirador dos Santos.
Diretor-presidente: Pericles Kinho. Edição: Adenilson Kbça e Leandro Bahiah. Direção de Arte: Pedro Henrique. Produção/Departamento : Amauri Leão. Direção de Marketing: Abel Meira. DiretorColaboração: Jamilson Campos, Matheus Lima e Werônica Rios. 

sábado, 28 de fevereiro de 2015

FALECEU EM IBITUPÃ, AOS 61 ANOS, ROQUE MENESES.

Por: Leandro Bahiah. 
Imagem: Rede Social.

Faleceu na manhã deste sábado (28), por volta das 8h00, no distrito de Ibitupã, aos 61 anos de idade, Roque Menezes, pai da queridíssima Romaci Meneses. Há meses que o mesmo encontrava-se enfermo, Roque fazia hemodiálise três vezes por semana na cidade de Jequié. O corpo está sendo velado na sua residência na Rua Clemente Mariani. Ibitupã sofre com mais uma perda, Roque deixas filhas (os), netas (os), parentes e amigos (as). A família enlutada nossos sinceros pêsames e o sentimento de piedade cristã. 

Diretor-presidente: Pericles Kinho. Edição: Adenilson Kbça e Leandro Bahiah. Direção de Arte: Pedro Henrique. Produção/Departamento : Amauri Leão. Direção de Marketing: Abel Meira. DiretorColaboração: Jamilson Campos, Matheus Lima e Werônica Rios.                                    



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

MINHA VOCAÇÃO

Por: Pericles Gomes
Imagem: Internet

Mainha, certa vez me perguntou o que eu queria ser quando crescer, custei a encontrar a resposta. Só agora descobri: "Quero ser um pregador da alegria, quero propagar a felicidade". Daí a minha afeição pela frase magistral de um grande filósofo holandês-português do século XVII,  Baruch Espinoza: "A felicidade não é um prêmio da virtude, é a própria virtude". (E a título de conhecimento: virtude, vem do Latim VIRTUS, "força moral, valor, hombridade". VIR, homem, varão).

Quero tão somente fantasiar-me de palhaço e emaranhar-me na alma humana, pondo ali um rasgo de alegria, um devaneio que esteja intrínseco ao desejo latente de viver.  Quero colocar em seu coração um sonho do tamanho da sua importância para Deus, o Criador, que foi capaz de ofertar-se por todos e cada um de nós. Vocifero tal qual Pessoa que: "Tenho em mim todos os sonhos do mundo". No entanto, não os quero só pra mim, ambiciono esmiúça-los e reparti-los entre os ávidos e carentes por eles.

Desejo impregnar o homem de poesia. Mas, uma poesia que seja capaz de criar novos mundos, de fertilizar novos desejos e principalmente gerar beleza. Vislumbro que as pessoas se encantem com aquilo que tenho crido que é essencial: "Vestir-se do sentimento por excelência, o amor". E depois disso tudo desejo mais abundantemente, que a nossa capacidade de resiliência, se aflore sempre e cada vez mais. 

Quero ser pregador, quero que de minha boca saia sempre palavras vivas e que ao menos um, dê guarida à elas. Mas se não encontrar, dar-me-ei por satisfeito, pelo magnânimo prazer de ser um vocacionado, que prega a alegria e propagar a felicidade.

Enquanto isso, vale lembrar a poesia que Marcelo Jeneci e Chico César transubstanciou em canção (Felicidade):

Haverá um dia em que você não haverá de ser feliz...

Sentirá o ar sem se mexer

Sem desejar como antes sempre quis

Você vai rir, sem perceber

Felicidade é só questão de ser

Quando chover, deixar molhar

Pra receber o sol quando voltar

Lembrará os dias...

que você deixou passar sem ver a luz

Se chorar, chorar é vão

porque os dias vão pra nunca mais

Melhor viver, meu bem...

Pois há um lugar em que o sol brilha pra você

Chorar, sorrir também e depois dançar

Na chuva quando a chuva vem

Tem vez que as coisas pesam mais...

Do que a gente acha que pode aguentar

Nessa hora fique firme

Pois tudo isso logo vai passar

Você vai rir, sem perceber...

Felicidade é só questão de ser

Quando chover, deixar molhar

Pra receber o sol quando voltar

Melhor viver, meu bem...

Pois há um lugar em que o sol brilha pra você

Chorar, sorrir também e depois dançar

Na chuva quando a chuva vem.


É CARNAVAL EM MIM

Por: Frei Betto
Dentro de mim há um imenso salão colorido por confetes e serpentinas e, entre tanto ruído, sinto medo. Medo dos fantasmas que me povoam, dos demônios interiores, dos anjos de asas quebradas. Beiro o abismo da ilusão e sou tomado por vertigens e, no entanto, não aspirei lança-perfume.
Quero o baile, a fantasia, a loucura insaciada dos que fazem desfilar em blocos seus desejos irrefreáveis. Arranco do coração uma por uma das máscaras de minha coleção: a do cínico, do farsante, do pusilânime. Quero-me nu, completamente nu, na passarela em que me exibirei pelo avesso: aversões e preconceitos, contradições e mesquinharias. Sairei de barro e sopro, tal qual Deus me pôs no mundo.
Estou ávido da batucada capaz de eriçar cada célula de minha pele e, na ponta dos pés, dançarei sobre o aro do pandeiro até que a cuíca me desperte a consciência. Abrirei a torneira de meu televisor e deixarei que escorra pelas escadas da casa toda a impotência das mulheres adornadas de falsa beleza e a prepotência dos homens que não sabem fortalecer a musculatura da alma.
Cessado o burburinho das ruas, esmaecidas as luzes, adormecidos os foliões, atravessarei sozinho o sambódromo e recolherei pelo chão as sombras das tristezas fantasiadas de alegria, das lágrimas contidas no ritual do riso, das ilusões defraudadas pela realidade. E deixarei ali os retalhos dessa descomplacência que me atordoa o espírito, na esperança de que a magia do próximo desfile exiba, em carro alegórico, essa represada voracidade amorosa.
Não irei atrás do trio elétrico, a menos que ele cesse o movimento, desligue o motor, emudeça a turba e, num gesto inusitado, faça do silêncio a matéria-prima da festa. É disto que preciso, avidamente: desfantasiar a subjetividade, escutar a própria intuição, deixar que esse cortejo que me habita ganhe as ruas, esvaziando-me de mim mesmo. Há demasiado entulho em minhas cavernas interiores.
Se por acaso me encontrar com Momo, hei de sugerir que se aposente. Carnaval já não é a festa da comilança que empanturra o estômago. São os olhos que, glutões, engolem sôfregos todos os seios e bíceps e coxas e nádegas e braços e pernas, sedentos de narcísico reconhecimento e imprimindo ao espírito o fastio irremediável, tão enjoativo quanto à certeza de que, das cinzas da quarta-feira, a fénix da esbeltez não renasce.
Se a bateria prosseguir ressoando em meus ouvidos, apelarei a Orfeu que me empreste a sua lira e me permita mergulhar nos mares subterrâneos de meu inconsciente. Aspiro pelo canto inebriador das musas e prefiro a agonia solene do órgão e a suavidade feminina da harpa aos sons desconexos dessa parafernália eletrônica que bem traduz minhas atribulações.
Carnaval é feito de momentos e eu, de tormentos. Devo fugir para alguma ilha deserta abscôndita no mar revolto de meu plexo solar ou fingir na avenida que os deuses do Olimpo vieram coroar-me? Ah, quem dera que eu pudesse trocar de caráter a cada nova roupa, rasgar os mantos lúgubres que não me protegem do frio, acreditar nessa inversão de papéis que me conduz à apoteose exatamente quando o show é obrigado a cessar.
Talvez eu entre numa roda de crianças piratas que roubem meu estorvo e peça à Colombina não mais que um piscar de olhos para alegrar meu Pierrô. Ao soar do apito, cantarei solo meu samba-enredo em homenagem ao Arlequim – esse retrato de mim.
Ao amanhecer, quando o exército da faxina adentrar, serei encontrado estirado no asfalto, cada pedaço espalhado num canto, à espera de que suas vassouras me juntem os cacos, cicatrizem-me as articulações, energizem os meus ossos e inflem a minha carne, até que eu consiga o mais difícil – fantasiar-me de mim mesmo. Ficarei tão leve que, com certeza, voarei sem asas, embriagado pela euforia que o Carnaval pressente mas não sente.
Sim, eu quero mais, quero um Carnaval que nunca cesse e seja tão sem limites que faça os mortos dos cemitérios sairem pelas ruas num infindável cordão, entoando loas à vida, e que o brilho do coração irradie tanta luz que traga aos meus olhos a cegueira para o transitório. Sejam ternas e eternas as minhas alegrias, distantes dos melindres fugidios, entregues às mais puras melodias, às mais inefáveis poesias.

sábado, 31 de janeiro de 2015

ENFOQUE PERSONALIDADE PÓSTUMA - TECO.

Suerlaine Macedo e Teco.
Por: Leandro Bahiah. 
Imagem: Suerlaine Macedo.

Ibitupã recentemente perdeu o comerciante Teco, era proprietário do Bar Dois Irmãos, vivia do trabalho, trabalho honesto! A tristeza pela perda é inevitável, mas, o mesmo deixará saudades – feliz daquele que causa nos que ficam tal sentimento. Por trás daquela capa de homem sério, tinha mais que um homem sério, existia um ser brincalhão resenhista que era apelidado carinhosamente de – Príncipe – por Pacaré. Feliz de quem deixa familiares, parentes, amigos, e acima de tudo – deixa harmonia. As perdas são inevitáveis, contudo, deve-se acreditar que os que nos deixam – atenderam o chamado de Deus, ou seja, cumpriram a sua missão aqui na Terra.
O que Teco deixou na lembrança das pessoas: a sua dedicação ao trabalho – servindo bem aos seus clientes e amigos, o carinho pelos seus sobrinhos (as) e o respeito pelas Leis, o mesmo não deixava quem era menor de idade jogar sinuca ou beber bebida alcoólica no seu estabelecimento comercial.Para os familiares, parentes e amigos deixa o seu exemplo, principalmente para as “autoridades”, aqueles e aquelas que burlam a Lei, prevaricando, corrompendo e roubando. Que Deus lhe agracie com o Céu Teco.
Diretor-presidente: Pericles Kinho. Edição: Adenilson Kbça e Leandro Bahiah. Direção de Arte: Pedro Henrique. Produção/Departamento : Amauri Leão. Direção de Marketing: Abel Meira. Colaboração: Jamilson Campos, Matheus Lima e Werônica Rios. 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O DESABAFO DE UM TRINTÃO.

Por: Leandro Bahiah. 
Imagem: Internet.

Jamais desistirei de Ibitupã, e, principalmente deste povo pacato, bonito e alegre (encantador). Fiz trinta anos e o desejo de lutar continua forte, as batalhas perdidas são – Pedras no meio do Caminho... Como bem disse o poeta Carlos Drummond de Andrade. Vou em frente. Vamos, enfrente!
Não tolero rasteira, perseguição, injustiça, e outras aberrações do meio político – e que são praticados por pessoas que se comportam como “líderes”. Para mim estas pessoas não são líderes! Induzir alguém a cometer um crime é o mesmo que praticar.
Estes indivíduos são míopes, e muito das vezes não tem ideologia, sonhos, e nem compromisso com o seu povo – lugar. Estas vítimas são dependentes, de interesses pequenos que duram três meses antes da eleição. E quando alguns deles conseguem algo, se vale do egoísmo/individualismo. Xô!
O problema de Ibitupã são as Pontes. É o descaso de anos e anos de desgovernos, e no período eleitoral os distritos servem apenas como Currais Eleitorais. Os ibitupaenses têm que ter menos tolerância com estes vulpinos. Abram os olhos. “Tu já viu calda comandar? Quem comanda é cabeça”, disse-me um distritense considerando-se rabo.
Era míope também, diferente dos míopes citados acima, contudo, não tive alguém que revelasse para mim – o óbvio. Despertei de um pesadelo, por isso, luto. E mais do que sonhar, persevero. Tenho esperanças: não é de esperar – É esperançar! Como disse Paulo Freire.
Chego aos trinta e vejo jovens sem expectativa: sem – Cultura (teatro), esporte, saúde, tudo em decorrência do uso de drogas e anabolizantes, a maioria em busca do corpo perfeito. O consumismo e ostentação... Sem emprego. Chega de escrever! Apenas escrever. AÇÃO!
Ibitupaenses – vocês são protagonistas. Lutem! Percorram ruas, prefeitura, câmara... Falem ao povo e o povo ouvir-nos-á. Conte comigo para o lavoro do dia a dia, para perder algumas batalhas se for preciso, todavia, a nossa utopia há de vingar-se um dia.
Tomara Deus que eu chegue aos 60 anos e comemore com os ibitupaenses a realização do (Possível), e que eu tenha forças – porque coragem hei de ter para lutar pelo (Impossível). Porque não tenho motivos para comemorar, uma vez, que nem a realização do possível nos é garantido.
Diretor-presidente: Pericles Kinho. Edição: Adenilson Kbça e Leandro Bahiah. Direção de Arte: Pedro Henrique. Produção/Departamento : Amauri Leão. Direção de Marketing: Abel Meira. Colaboração: Jamilson Campos, Matheus Lima e Werônica Rios.