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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

SE VOCÊ É CONTRA A DOAÇÃO DE TERRENOS DO MUNICÍPIO, ASSINE O ABAIXO ASSINADO

Nós do Ibitupã News, queremos nos associar aos ibicuienses, que não concordam com a doação de um dos poucos terrenos de que a prefeitura dispõe no centro da cidade. Seria imensamente mais vantajoso ao município a utilização deste terreno, que a sua doação. Sabemos que somente a mobilização popular é capaz de frear tamanho assalto ao município. Por isso, convocamos a todos os que se opõem a esse desmando, a se posicionar nas redes sociais e demais meios de comunicação e concretamente assinar um abaixo assinado criado pelo Movimento dos Cidadãos Ibicuienses. 

Abaixo, segue o texto do abaixo assinado e o link para coletar as assinaturas:

Nós cidadãos ibicuienses assinamos este abaixo assinado, por não concordarmos com a doação a terceiros e/ou instituições privadas (quer sejam religiosas ou não), do terreno do patrimônio público municipal, localizado à Rua Lafaiete Coutinho a Rua do Sossego, visto só restarem dois terrenos públicos no centro do município de Ibicuí e haver muita demanda para tais espaços.

Tomamos conhecimento do pedido de doação, através da indicação nº 089/2017, mencionada na sessão do dia 17 de agosto de 2017, da Câmara de Vereadores de Ibicuí, assinada pelos vereadores: Bernardo Brandão, João Rocha e Marcos Vinícius (B.A), pedindo a doação do referido terreno a I Igreja Batista de Ibicuí.

Tendo a referida indicação o apoio da maioria do Poder Legislativo, sendo enviada ao Prefeito Municipal, onde se encontra para análise e deliberação. Os motivos que movem a nossa ação contra a doação começam pelo fato de só restarem apenas dois terrenos no centro do município de Ibicuí, para atender a uma gigantesca demanda levantada pela comunidade, a seguir:

1. Construção de uma escola de ensino infantil (04 a 06 anos), liberando assim o espaço para a referida igreja implantar seus projetos sociais;
2. Construção de um centro administrativo para abrigar as secretarias municipais e demais salas necessárias para o funcionamento dos órgãos do município, aliviando assim as contas do município em mais de R$ 65.000,00 / ano;
3. Construção de um centro de cultura;
4. Construção de uma creche;
5. Construção de um espaço poliesportivo;
6. Construção do Auditório e/ou Concha Acústica Municipal;

Embora nesta listagem possa ainda faltar outras demandas, vale ressaltar que qualquer obra construída pelo poder executivo, no terreno em questão, servirá de importante suporte aos festejos juninos. E enquanto não se alocam os recursos para a utilização definitiva do referido terreno de acordo as necessidades do povo e sob o poder do município, indicamos a utilização do referido para projetos provisórios, de baixo custo e bom resultado.

- Implantação de uma horta comunitária onde as verduras e legumes serviriam à merenda municipal;
- Criação de um horto florestal municipal aberto a comunidade que ajudaria na arborização e reflorestamento do município e margens dos rios;
- Utilização dos espaços para prática esportiva;

Nosso foco não é a instituição religiosa em questão, mas a doação. E mesmo respeitando a referida igreja, que como as outras, têm seu valor enquanto instituição histórica e colaboradora com o desenvolvimento social do município, devemos lembrar que os dogmas e doutrinas das instituições religiosas, limitam a utilização indistinta dos espaços por elas administrados. Alguns fatos comprovam isso, como na V Conferência Municipal de Assistência Social (17 de agosto de 2017), onde capoeiristas não puderam se apresentar no salão da I Igreja Batista e citamos também o fato de que o Centro Batista de Educação Integral - CEBEI, escola municipal que apenas funciona no prédio da I Igreja Batista, mantida pela Prefeitura de Ibicuí a mais de 14 anos desde funcionários públicos a materiais, limita o aprendizado dos alunos por não poder tratar de determinados assuntos, como, São João, folclore e demais temas que vão de encontro aos dogmas da igreja.

Vale ressaltar que a Igreja Batista condiciona o uso do espaço a escolha do corpo docente da escola, exigindo que façam parte da mesma crença religiosa.

Para finalizar, o que mais nos escandaliza é que a referida Igreja pede ao município a doação de um terreno localizado ao lado esquerdo do seu templo, onde segundo ela implantará um projeto social, mas tendo ao lado direito do mesmo templo um enorme terreno vazio e sem utilização, tão grande quanto o terreno ora solicitado em doação.
Diante do exposto, expressamos a nossa posição contrária a referida doação!

Se outrora negligenciamos o nosso patrimônio, agora não iremos deixar que isso volte a acontecer sob nossos olhos e de braços cruzados.

A nossa luta não é contra uma instituição ou crença, mas sim a favor do patrimônio público já escasso, exercendo a nossa cidadania!

Se você for contra essa doação, ASSINE a abaixo assinado e COMPARTILHE em suas redes sociais com seus amigos. ✊

Click aqui: http://bit.ly/NaoADoacaoDoTerreno

Diretor-presidente: Pericles Gomes. Edição e Revisão: Adenilson de Oliveira. Produção Executiva: Jailton Silva Gomes. Direção de Pauta: Leandro Bahiah. Direção de Arte: Pedro Henrique. Marketing e Propaganda: Abel Meira Gomes. Colunistas: Pericles Gomes/Leandro Bahiah/Pedro Henrique/Kallil Diaz. Colaboradores: Jamilson Campos/Henrique Alexandria e Josenaldo Jr.

domingo, 13 de agosto de 2017

É SEM COMPARAÇÃO - O TRATAMENTO TEM QUE SER DIFERENCIADO.

ACABARAM COM A FESTA DE LARGO DE IBITUPÃ COLEGUINHAS?

Compare! 
Por: Leandro Bahiah.
Imagens: Internet.

Que saudade das Festas de Largo! Desde 1998 é a terceira vez que não participo deste acontecimento. Lembro-me que esta festividade era esperada por todos com grande ansiedade, e durante aqueles três dias: os amigos reuniam-se para brincar, era a festa do encontro, do reencontro – já que muitas pessoas vinham inclusive de outros Estados para estarem presentes tal era a grandeza e força da festa. A Valvi Malta Veiga lotava – bons tempos! Os saudosistas ainda esnobam dizendo: – Essa festa já teve nove dias. – isso quando era de São Roque, é bom que se registre que era um evento para poucos, contudo, o profano separou-se do sagrado e então, o poder público passou a gerir a Festa de Largo.
Aos poucos a festa foi decaindo, a mesma chegara a ser cancelada em 2009 na gestão de Cláudio Dourado – alegava-se a época falta de verba, e setores privados e a oposição acabou realizando o evento. Devido aos casos de violência que ocorreram no distrito em meados dos anos 2000, as pessoas das cidades circunvizinhas foram de imediato se afastando, todavia recentemente os foliões voltaram a frequentar cavalgadas, argolinhas e torneios, mas os gestores acabaram contribuindo para tal fracasso já que os mesmos não deram importância à festa. A Festa de Largo de Ibitupã sempre foi palco para uso político, entre uma banda e outra, subia ao palco um locutor que impostava a sua voz e alardeava aos quatros  cantos rasgando elogios ao prefeito(a) em exercício. Todos fizeram isso, se utilizando do dinheiro público para se promoverem. Será que vai ser diferente este ano? Este ano havia uma grande expectativa; –  E não era para menos, tendo em vista que o São João de Ibicuí foi o melhor de todos os tempos - assim propagou o governo municipal. Os ibitupaenses esperavam por uma melhor Festa de Largo de todos os tempos,  após a redução da festa para apenas dois dias em anos anteriores.
Cartazes de festas anteriores. Em 2016 não teve cartaz.
Em face de uma crise econômica o bom senso recomenda-se que se faça uma festa modesta. A questão aqui é a seguinte: por que só se pensa nesta economicidade quando se trata das festas dos distritos? Critiquei sempre a falta de igualdade em relação distritos e sede. Se for para fazer festas modestas vamos começar pelo São João. Ibitupã merecia mais! Uma atração que elevasse mais o nome do evento e conseguiria atrair mais pessoas e conseqüentemente a Festa de Largo voltariam aos tempos áureos, não precisaria ser As Coleguinhas, o jeito é contentar-se com as Donas do Bar. Das atrações anunciadas nenhuma tem expressividade nacional! Trio da Huana já teve no distrito outras vezes, a mesma coisa acontece com Serginho de Goiás. Rivelino Lima, Urubu Fogoso e Cor de Canela são atrações da terra e merecem espaço, o lado positivo é que o dinheiro fica no município. Donas do Bar e Sadol do Forró são as únicas que não conheço, desculpe-me a minha pobreza musical.
Confesso que fracassei na minha análise porque em 2014 escrevi um artigo onde criticava a festa e professava que a Festa de Largo só se realizaria em 2017. Clique Aqui.
Em relação aos anos anteriores nenhuma mudança. Quase as mesmas atrações, exceto Donas do Bar e Sadol, as mesmas maquiagens, o mesmo tratamento diferenciado. O que interessa é que o povo está feliz! Acredita-se que até lá, os contratados já estarão com o dinheiro no bolso para curtir, caso contrário é só godelar com os amigos e tome madeirada. Entretanto é Madeirada do Arrocha é bom que se deixe registrado. Olhando para o passado chega-se a uma conclusão: chora não coleguinhas, mas de fato será que conseguiram acabar com a Festa de Largo de Ibitupã? Quem faz a festa é o povão! Este espaço é o para debate, então, deixe a sua opinião. 


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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

NOVOS TEMPOS E VELHAS PRÁTICAS.

Por: Pedro Henrique. 
Foto: Henrique Lima.

No domingo (23), o prefeito itapetinguense Marcos Galvão (PSD) fez uma visita ao distrito de Ibitupã. No entanto, quero registar os sinais dos tempos modernos na administração pública. A prova maior deste específico tipo de governar é do atual prefeito de São Paulo, o João Dória (PSDB). Este “gestor” que dissemina o ódio político (des)governa através das redes sociais – é o típico Prefeito Virtual. Pericles Gomes já explorou este tema neste espaço. E, o que aconteceu? As pessoas já perceberam que estes "jeitos" de governar não são possíveis e, em menos de um mês o prefake da capital paulista viu sua popularidade cair de repente.
O prefeito de Ibicuí é um destes representantes, com uma diferença: o mesmo até o momento não dissemina o ódio político, mas vinha recebendo muitas críticas por este jeito (virtual) de governar: e uma das – era que o mesmo estava distante do povo. Para amenizar as críticas, o empresário foi até o distrito ibitupaense e,  na oportunidade anunciou obras. Obras? Yes! Os calçamentos da Nova Esperança e da João Manoel da Silva, assim noticiaram algumas páginas das redes sociais.
Só espero que na oportunidade o prefeito tenha respondido indagações como, por exemplo, como ficarão os salários atrasados dos contratados; como ficará a situação da redução das quarenta horas dos professores, que segundo eles tem direito. O que se sabe é que o Homem do Brega chegou ao distrito com sua tropa de elite, aliás, destas pessoas que ocupam o alto escalão municipal, apenas o ex-vereador Legá esteve algumas vezes no distrito quando fazia parte da oposição e os outros (as)? Só – em ocasiões oportunas. Pessoas que navegam de acordo a direção do vento, e na política, isso é cada vez mais recorrente e cristalino.
As pessoas da João Manoel e da Nova Esperança merecem ter suas ruas calçadas, são pessoas de bem e que pagam os seus impostos e elegeram as suas “autoridades” e esperam que tenha as suas expectativas supridas e que os mesmos cumpram as suas funções constitucionais. Agora tem uma coisa: Espera-se que o gestor de Um Novo Tempo e Uma Nova História não tenha dito que estas obras é resultado de recursos próprios. Já que tudo indica que isso é uma espécie de “Cala-te boca” do governo golpista do “Fora Temer” que continua a assaltar o país e os direitos dos brasileiros (as), é uma ação do golpista e traidor Gilberto Kassab (PSD), que atualmente ocupa ilegitimamente o ministério das cidades. Do contrário, lamento meus caros e caras internautas – e com infelicidade em afirmar: que já vi este filme antes. É verdade que foram com outros atores (izes), mas com o mesmo roteiro. Se bem que tem uma atriz que atuava no outro filme. O que é relevante aqui é indagar: Será que já não é hora de “Dar a César o que é de César?” como escreveu Bahiah.


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sábado, 22 de julho de 2017

IRMÃO ENCONTRA FAMÍLIA QUE NÃO VIA HÁ MAIS DE 20 ANOS.

Por: Pedro Henrique. 
Imagem: Internet. 

Na segunda (20), o internauta Joilson Andrade de Palestina/SP entrou em contato com a equipe do Ibitupã News, o mesmo estava à procura da sua família que não via há mais de 20 anos. O IN localizou uma das suas irmãs que atualmente mora em Palhoça/SC.
Graças à existência deste veículo mais uma família está feliz agora. Agradecemos a colaboração das internautas Luciene Barreto, Geo Nogueira e Carielle Maciel que nos deram informações importantíssimas para que pudéssemos localizar a família.
Este é papel do IN: levar informação, dar voz aos excluídos e proporcionar a alegria do reencontro! Parabéns a todos que fazem parte do blogue tanto aos que trabalham quanto aos internautas motivo maior da nossa existência e dedicação. Obrigado pela sua audiência.


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quarta-feira, 19 de julho de 2017

CHEGA DE REFORMAS! É HORA DE CONSTRUIR ESCOLAS.

Por: Leandro Bahiah.
Arte: Campbell.
Imagem: Internet.

É tempo de reformas, anunciam os novos “governantes”. E a grande maioria do povo-atento ao face e whatsapp – fica indiferente, anestesiado. E não é para menos, já que quando se pensa em reforma o que vem a nossa cabeça é algo de bom, por exemplo: quando você faz uma reforma na sua casa é óbvio que o intuito é melhorar. Acontece que as reformas que estão sendo aprovadas e outras que estão em curso são extremamente lesivas ao povo.
Enquanto todos anseiam por mais construções de escolas, mais conhecimentos, profissionais da educação trabalhando e sendo respeitado com seus direitos garantidos. O que se denota são reformas! Quase todos os novos prefeitos (as) reformaram as escolas, todavia, isso serve apenas para encher os bolsos dos donos de construtoras. Observe! Na sua cidade nesta nova gestão já contando com este oitavo mês existe em curso a construção de uma nova escola? Entretanto, algumas foram reformas e o preço do serviço prestado quase equivale à construção de uma nova escola. Alguém poderá argumentar não se precisa de mais escolas. Têm aqueles que concordam com o escritor francês Victor Hugo: “Quem abre uma escola fecha uma prisão”.
As reformas trabalhistas e da previdência apenas beneficiam alguns poucos e grandes empresários que sinceramente nem precisavam destas benesses em detrimento dos trabalhadores e trabalhadoras deste país, que tiveram seus direitos assaltados por um congresso corrupto. Sempre é o povo que paga o pato! E a reforma que de fato beneficiaria os sem tetos e os sem terras como é o caso da Reforma Agrária, é ignorada ao ponto de ser criminalizada, e mais, os  líderes destes movimentos sociais são covardemente e constantemente assassinados como aconteceu recentemente no Pará por agentes do (Estado) que deveriam protegê-los, porém, os mesmos preferiram matá-los prestando “serviços” aos grandes latifundiários e grileiros – ficando ao lado do capital, do capital selvagem!
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terça-feira, 11 de julho de 2017

NÃO ADIANTAM DISCUTIR, AS VELHAS PRÁTICAS POLÍTICAS – SÓ ACONTECE EM IBICUÍ!

Por Leandro Bahiah.
Imagens: Internet.

Em Ibicuí quase tudo muda. Troca prefeito e renova a Câmara, as festas de camisa crescem a cada ano gerando lucro aos seus donos e sócios, todavia, o que não muda são aquelas velhas práticas políticas ibicuiense, que são dignas de repúdio. Aqui neste mesmo espaço, por diversas vezes denunciei estas práticas e para minha surpresa o atual governo com o discurso de mudança na campanha faz religiosamente igual.
Noticia-se a boca pequena em Ibitupã, aliás, o que não é segredo para ninguém, que têm pessoas que estão trabalhando como “voluntários”, na esperança de ter pasmem senhores e senhoras! A garantia do seu emprego no futuro. Estão trabalhando sem receber! Isso vem ocorrendo em várias áreas que vai da saúde a educação na sede e nos distritos. Não acreditei! Como? Se na gestão passada pessoas que aí estão à frente da gestão criticaram efusivamente estas práticas. Fontes fidedignas confirmam: está ocorrendo exatamente igual.
Diante da crise que o Brasil passa – seja ela moral, institucional, política e econômica. Encontramos pessoas que são obrigados a se sujeitar a tais humilhações  – em pleno Século XXI, ou seja, na mísera promessa que se sabe lá até quando terão suas situações regularizadas e com isso ganhar o seu ordenado dignamente. E sabe o que vai ocorrer? Suas situações serão regularizadas depois de muito tempo e trabalho. Os atrasados esqueçam! E por que será que sua situação será regularizada? 2018 ano de eleição pai. As “deputaiadas” estarão ávidas por votos ao lado de seus cabos eleitorais.
O que se pede é bom senso ao atual gestor, caso realmente isso venha mesmo ocorrendo e mais que isso, o mesmo tem que ir a público para explicar tal situação. Tenha piedade para com estes homens e mulheres, mães e pais de famílias que estão sendo humilhados por uma situação imposta pela atual administração. Porque talvez estas pessoas só possam contar com o salário advindo apenas do seu trabalho. E aconselho o atual gestor a quem sabe doar o seu salário para estes, uma vez que o mesmo conta com outras fontes de renda – o Brega, por exemplo. Mudança, cadê tu? (Risos). Seja um voluntário prefeito, trabalhe sem receber e aconselhe os secretários a fazerem o mesmo - o que sobrar dará para pagar o pessoal. 

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domingo, 2 de julho de 2017

"AINDA BEM QUE TODO ANO VAI TER SÃO JOÃO"

Por: Pericles Gomes 
Imagem: Internet

As festas juninas – como quase tudo no Brasil - começou nas sacristias e quermesses das igrejas católicas espalhadas por todos cantos, rincões e sertões deste nosso país. Os santos “nordestinos” – Santo Antônio, São João e São Pedro - símbolos de um nordeste religioso, eram festejados e amados como protetores dos sertanejos que de sol a sol lutam para vencer todas as agruras que a seca, o sol, e os maus políticos lhes impõe. Celebrar esses santos era celebrar a própria fé e a certeza da presença de Deus no meio deles, portanto, motivo para se alegrar, festejar, se divertir e reunir a família.  

Aos poucos, as festas ganharam corpo e os salões paroquiais não davam mais conta de comportar tanta gente. Agora já tinha que ser feitas nas avenidas e praças, e por fim, de tão absurdamente populares, ganharam a atenção dos coronéis e políticos, que viram ali uma fonte e meio de assegurar suas benesses e manter o povo “encabrestado”, a cartilha desde então tem sido seguida à risca. A festa  que deveria ser apenas diversão, virou um grande negócio para a classe política, que dela desde então, tem se aproveitado. Alguém sabe os motivos pelos quais as pessoas perecem todos os dias por falta de atendimento médico e segurança, mas, nessa época o que mais encontramos, são ambulâncias e profissionais da saúde nas ruas e policias para manter a organização e o bom funcionamento?

Essa na verdade, é somente uma cópia daquilo que a Roma antiga já fazia com esmero, lá imperava a política do “panem et circenses”, isto é, política do pão e circo. Esse modelo visava e o fez com êxito, manipular as massas que nada tinham e viviam desassistidas pelo governo. A aristocracia então criou esse método para manter a população desinteressada da política e, por conseguinte, esta ficava condicionada aos prazeres da comida, simbolizada pelo pão, e a diversão, retratado pelo circo - Quem quiser entender mais sobre isso leia Sátira do poeta Juvenal -. Para o nosso nordeste o “panem et circenses” é a pamonha e o São João.

Basta o mês de junho chegar, que todos os problemas são esquecidos, esquece-se de tudo quanto nos assola, o que interessa é que a festa seja boa, que tenha muito forró, afinal a gente sofre tanto durante o ano todo, é justo que ao menos nesse mês, a gente se divirta como se houvesse o amanhã. As cidades ficam lindas, a prefeitura se preocupa em arrumar tudo bem direitinho, é um primor que só vendo. Não se pode receber milhares de convidados de todo o Brasil com a cidade toda desarrumada. Como escreveu meu amigo Leandro Bahiah certa feita: “Cidade maquiada, povo feliz”. Se Todos passam no salão de beleza nesse período para dar uma repaginada no visual, é natural que a cidade também o faça, é mais do que justo que isso aconteça.

Alguém pode me perguntar: então você é contra as festas juninas? Respondo categoricamente que não.  Como todo nordestino sou um entusiasta do São João, aguardo também ansioso por esse período. A ideia geral do São João é excelente! Ao mesmo tempo defendo também que as festas juninas sejam devolvidas ao povo. Sou totalmente contra se fazer festa para turista, enquanto que o povo da própria cidade fica em segunda plano nessa estória sem final feliz. 

É inadmissível que num concurso de quadrilha, justamente a cidade anfitriã não tenha representante. Oportunismo e vigarice é o nome disso! Resgate da cultura é valorizar os artistas locais e dar a eles as oportunidades que lhes fora relegadas. Isto sim é investimento, o restante é perdularismo cínico. 

Milito para que estas festas sejam novamente da alegria, da diversão, da fé e da devoção e principalmente da família. Prefiro isso mil vezes aos bregas dos dias de hoje, aos gatos que não miam, mas faz  poucos lucrarem absurdamente. Quero as fogueiras de volta, quero amigos reunidos para comer milho assado, amendoim cozido, canjica e pamonha e tomar licor e quentão e dar vivas a Santo Antonio, São Pedro e São João. Enquanto isso não acontece, canto com Edgar Mão Branca: “E ainda bem que todo ano vai ter São João. Ai quem me dera fosse festa todo dia”.


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