.

.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

NADA DE TUDO VELHO DE NOVO IBICUÍ.

Por: Leandro Bahiah.
Imagem: Internet.

O ano passado, período das reformas: trabalhista, PEC dos Gastos, do Enem, Ensino Médio e por aí vai. Os prefeitos fizeram reformas. Uma mão de cal nas paredes das escolas, uma parede levantada ali, um portão novo aqui – mais uma forma de ajudar as construtoras do que algo que fosse necessário como a construção de mais escolas, entretanto, o que se viu na prática foi o fechamento de muitas escolas por todo Brasil e este ano não será diferente. E certamente, alguns municípios não cumpriram os 200 dias letivos assegurados por Lei, foram os últimos a iniciarem as aulas e os primeiros a encerrarem.
O ano novo, período de eleição: fiquemos vigilantes e não votaremos mais em candidatos que tiveram suas digitais na reforma trabalhista, na PEC dos Gastos, que defendem o entreguismo e a reforma da previdência. É necessário, banirem todos estes espertalhões transvestidos de “representante do povo”, deputados, senadores e possíveis presidenciáveis.  Ibitupã, Ibicuí e Água Doce em 2018 receberá visitas destes candidatos, de prefeito, ex-prefeitos, vereadores, ex-vereadores. Quase todos eles com bolsos cheios fazendo campanha para os “seus” e falando o que o povo gosta de ouvir.
Volto a distrito, alegro-me, ao ver jovens tendo posições políticas, incluindo os que posicionam ideologicamente contrário a mim, isso é democracia, e anos atrás – era coisa inimaginável – moçada de 15 anos acima – discutindo política.  A educação serve para fazer com que cidadãos pensem, critiquem a sua realidade e que seja protagonista na transformação da mesma. 
Diferente disso, o que se tem denotado na prática, é episodio de alguém ligada à educação do distrito fazendo “brincadeira” criticando o penteado afro. Talvez seja posição religiosa, ou desrespeito a diversidade, quiçá não quer participar do empoderamento das mulheres negras.
A mesma coisa acontece, quando professores defendem candidatos misóginos, racistas, defensor da ditadura. Desconfie de candidatos que dão soluções fáceis para problemas sociais complexos. Promete dar o mel, mas não diz que para conseguir o mel é preciso levar algumas ferroadas e quem é alérgico pode até morrer. E quando essas posições vêm de pessoas que se dizem “cristãos”  e só me resta escrever com “c” minúsculo porque é uma coisa inimaginável cristão defender tortura e outras aberrações em pleno Século XXI em nome da "família e dos bons costumes".
Que Deus nos abra os olhos!
Tolerância e respeito são palavras que em 2018 devem ser vivenciadas na prática. Mais cotas, ou seja, acesso do povo humilde as Universidades, mais penteados afro – sem preconceito, ou impregnação racista, mais liberdade de ser o que quiser ser, mais amor e menos fundamentalismo, enganação e entreguismo. Se necessário, Lutar! Direito a Greve e empregos dignos. Abaixo a exploração infantil e o trabalho escravo.
Não se engane, porque 2018 não será um ano fácil. Nada de Velho de Novo...
Feliz 2018!

Diretor-presidente: Pericles Gomes. Edição e Revisão: Adenilson de Oliveira. Produção Executiva: Jailton Silva Gomes. Direção de Pauta: Leandro Bahiah. Direção de Arte: Pedro Henrique. Marketing e Propaganda: Abel Meira Gomes. Colunistas: Pericles Gomes/Leandro Bahiah/Pedro Henrique/Kallil Diaz. Colaboradores: Jamilson Campos/Henrique Alexandria e Josenaldo Jr.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

A ORAÇÃO DE UMA ADOLESCENTE.

Título: A Oração de Uma Adolescente.
Por: Fernanda Pietra.
Imagem: Internet.
Gênero: Contos.

Num lugarzinho distante, aflita encontra-se uma adolescente nas noites de solidão. Duda aparenta uns dezesseis anos de idade, têm amigas, parentes e familiares, é uma típica moça que vive as angustias do seu tempo. Na escola, estuda e ouve os problemas existências de suas amigas.
Sonha com o amor, todavia, as crises da adolescência, as saudades, as perdas e as decepções fazem com que Duda sinta-se um vazio e uma nostalgia que aparentemente não encontra respostas nas ciências, nas filosofias ou coisa que o conforte.
Felicidade  é a cidadezinha que Duda reside, ali, a adolescente teve erros e acertos, e continua, entretanto, antes de tudo, ela tem fé:
 – Em meio ao relento, sozinha, pergunto-me o sentido da minha vida. Tento entender o porquê minha vida tornou-se isso. Não sei por que está acontecendo justamente comigo Senhor. – Depois de um dia de fotos e muitas curtidas e comentários generosos no facebook, conversas divertíssemas no wattsazap, mesmo assim, a noite cai e no escuro do seu quarto, segura o seu celular e suplica numa oração ardorosa:
–  O que será que eu fiz de tão errado para merecer uma vida dessas Senhor? Deus meu, ajuda-me Pai. Peço-te de todo o meu coração que me tire dessa situação. Repito, não fiz nada de errado. Chega de melancolia! –  Passa da meia noite, Duda está angustiada. O choro vem, sua respiração é quase inaudível para que os seus irmãos e seus pais não ouçam. Ninguém precisa saber que ela sofre, que a mesma é frágil. Duda é conselheira, a psicóloga dos amigos e amigas. 
De alguma forma tudo aquilo lhe afeta profundamente, porém tem alguém que está sempre com ela, Jesus. E ela reza mais uma vez com toda sua força e fé pedindo:  –  Procuro as respostas para tudo isso: alguns falam que isso é apenas uma fase, mas que fase é esta que não passa? indaga Duda. –  Por que tudo isso Jesus? Guia-me pelo caminho certo. Dei-me forças, pois sou frágil Jesus. Às vezes sinto que não vou sai dessa. Senhor ponha um ponto final nesta maldita situação. Certamente isso deve ser uma prova. Agora, ajuda-me Deus.
Já é madrugada, o sono chega, e o cansaço mental abate descomunalmente: “Amanhã é outro dia”, pensa Duda. Os olhos marejados molham a fronha do travesseiro. Duda dá a penúltima olhada no celular e suplica mais uma vez: Olho para todos os lados e tento encontrar respostas, contudo não compreendo, não vislumbro saídas. Percebo que seus planos são mais altos que os meus! Por que Senhor? Ajude-me! Não aguento mais isso tudo. Deus que seja feita a tua vontade. Amém! –  benzeu-se Duda depois de ter dado a última olhada no celular, minutos depois, a mesma adormece antes de fazer planos como toda adolescente para o dia seguinte.


FIM.

Diretor-presidente: Pericles Gomes. Edição e Revisão: Adenilson de Oliveira. Produção Executiva: Jailton Silva Gomes. Direção de Pauta: Leandro Bahiah. Direção de Arte: Pedro Henrique. Marketing e Propaganda: Abel Meira Gomes. Colunistas: Pericles Gomes/Leandro Bahiah/Pedro Henrique/Kallil Diaz. Colaboradores: Jamilson Campos/Henrique Alexandria e Josenaldo Jr.

sábado, 16 de dezembro de 2017

VEREADORES DE IBICUÍ NÃO COMPARECEM A SESSÃO E ENGAVETA PROJETO DE INICIATIVA POPULAR.

O GRAVE INCIDENTE DA CÂMARA DE VEREADORES DE IBICUÍ, A REALIDADE QUE NOS TRÁS E A NOTA DE ESCLARECIMENTO NO VÍDEO ABAIXO, DO MOVIMENTO CIDADANIA IBICUIENSE.

Lúcio Galvão Dias.
Por: Lúcio Galvão Dias.
Imagem: Internet.

Na última quinta-feira (14), a Câmara de Vereadores de Ibicuí vivia um momento histórico para toda cidade. Seria a votação do primeiro Projeto de Lei de Iniciativa Popular da história do município. No entanto, as misteriosas ausências de 5 dos 9 vereadores que compõem a casa inviabilizaram a votação de uma lei tão importante para o povo ibicuiense. Prova disso é que o projeto contou com 774 assinaturas. Acompanhe abaixo o texto postado por um dos representantes do Movimento Cidadania Ibicuiense, que acompanha um vídeo com uma Nota de Esclarecimento sobre a questão. Confira o vídeo na Pagina do Sr. Lúcio Galvão Dias.
"As pessoas que acompanham o meu Face e as redes sociais têm visto a luta de muitos de nós, desde o dia 17 de agosto, quando a Câmara de Vereadores enviou pedido ao Prefeito, para doar um terreno estimado em meio milhão de reais para a I Igreja Batista de Ibicuí.
Essa atitude gerou uma grande manifestação popular, culminando com um Projeto de Lei com 774 assinaturas, de pessoas de todas as vertentes do Município. Nesse projeto pediamos apenas que antes de doar, vender ou emprestar os dois terrenos que restam ao patrimônio público, no centro de Ibicuí, fizessem uma consulta para saber se o povo concordava ou não com isso.
Mesmo depois da Igreja ter desistido da doação, por causa da forte manifestação contrária do povo. Continuamos lutando pela aprovação do projeto, pois antes disso, outras entidades particulares já quiseram se adonar do referido terreno, o que pode vir a acontecer futuramente.
Ontem (14.12.2017) fomos na Câmara de Vereadores de Ibicuí para acompanhar a votação do Projeto de Lei. Porém ao chegar lá, logo soubemos que o projeto não poderia ser votado, porque cinco vereadores não compareceram.
Queriam nos fazer acreditar que coincidentemente, cinco vereadores ao mesmo tempo, ou adoeceram, ou tiveram algum motivo que os impediu de estarem presentes na sessão daquele dia para exercer o trabalho para o qual ganham um alto salário (por volta de R$ 6.000,00). Quando na verdade ficou claro um manobra de boicote contra o PRIMEIRO PROJETO DE INICIATIVA POPULAR DA HISTÓRIA DE IBICUÍ, projeto este que alguns vereadores já tinham nos pedido para arquivar, o que eles conseguiram fazer ontem.
Os ausentes foram: Bernardo, João Rocha, Tatá, Neormisia e B.A. Curiosamente, se não me engano, todos da Bancada da Situação (os que apoiam o prefeito).
Mas as coincidências não acabam por aí, até a linha telefônica da Câmara deu defeito e não teve como transmitir a sessão pela rádio. Que coisa, não acham? A Casa que deveria ser do Povo, se transformou na Casa das coincidências. Só que das coincidências CONTRA O POVO.
Longe de mim achar que a ação dos Vereadores foi da vontade exclusiva deles apenas e o grande problema não é esse, apenas. O problema a princípio, é que os vereadores deveriam ser autônomos em suas decisões e não cederem a interferência direta de PODERES EXTERNOS AO LEGISLATIVO.
Mas ainda há tempo vereadores, de dizerem porque foram vistos na Câmara e na cidade pela manhã e a noite não compareceram na sessão, para cumprir suas obrigações. Se é que há explicação para isso?
Ainda há tempo de dizer quem foi o homem inescrupuloso e vil, que arrancou os fios do telefone para impedir a transmissão da sessão e CHAMOU A POLÍCIA para comparecer ao recinto, no intuito de intimidar pessoas de bem. Um dos maiores absurdos que já vi acontecer em Ibicuí! Mas esse é um capítulo a parte, porque o cidadão em questão adora chamar a polícia. Porém ele se esqueceu que os presentes ali eram pessoas de bem, que não têm medo de polícia. Porque quem tem medo de polícia é bandido.
E pra saber qual cidadão danificou o telefone pra não ter transmissão na rádio e chamou polícia para constranger pessoas de bem, basta perceber qual a PEÇA DO XADREZ DO PODER não estava presente na sessão do dia 09 de novembro, quando demos entrada no Projeto de Lei e fizemos uso da palavra. Naquele dia, houve transmissão e ninguém chamou a polícia para intimidar o povo. Já ontem, foi diferente. Posso até estar enganado, mas cada um faça sua análise.
Porém ao deixar claro que existe e existiu a todo momento interferência externa sobre os membros do Legislativo, contra a nossa ação e contra um Projeto de Lei de autoria do povo de Ibicuí. E mesmo alguns vereadores se dizendo favoráveis ao Projeto de Lei do Povo, não isento nenhum vereador. Nenhum deles está correto, pois nenhum deles podia permitir que nada. Digo NADA, nem ninguém interferisse no andamento correto e legal dos trabalhos daquela Casa. E mesmo não sendo autores da ação, ao saber do que está acontecendo de errado, têm o dever moral e legal de comunicar ao POVO DE IBICUÍ toda a verdade. De combater e impedir a ação dos que querem praticar a ilegalidade, pois foi pra isso que os elegemos. Nunca pra deixar que o povo seja engando e desrespeitado, como aconteceu ontem.
Mas estou tranquilo, pois sei que fiz. Quer dizer, que NÓS - MOVIMENTO CIDADANIA IBICUIENSE - fizemos o papel que nos cabia. E se não fosse por nós, o terreno que é do povo já estaria com alicerce construído, pra servir a ESCOLA PARTICULAR, de uma minoria que não precisa. No entanto, diante de ações como a de ontem, não duvido que aconteça lá na frente, o que já vimos no Saia Rodada em relação a grandes terrenos.
Enfim, no começo de tudo eu sentia que essa situação não era por acaso; e não foi. Está aí a realidade, pra quem quiser conferir. Uma Câmara de Vereadores rachada em três pedaços e nem um deles tem a coragem de estar inteiramente a favor de quem deveriam de fato estar: QUE É O POVO DE IBICUÍ.
E o futuro, o Novo Tempo tão apregoado, batalhado e esperado? Com ações desse tipo jamais chegará.
Frente a tanta decepção, só espero que não cheguemos a passos largos, no nível do tempo passado. Tempo que queremos esquecer. Mas se continuar desse jeito, não vai demorar para que queiramos esquecer do tempo vindouro, antes mesmo de conhecê-lo.
Quem ler este texto e tiver o mínimo de noção do cenário político atual de Ibicuí e de tudo que se descortinou com o incidente da doação desse terreno, entenderá exatamente o que eu estou dizendo. Porque o que aconteceu ontem na Câmara de Ibicuí, deixou visível muito do que estavam tentando esconder até então.
Existe muito ainda a ser dito, porém em tempo e se realmente for necessário, diremos. Ou direi. No momento é nosso dever agradecer ao povo que firmemente batalhou por acreditar na luta pelo direito de decidir sobre o que lhe pertence, que colheu assinaturas, que assinou, que se fez presente e que foi desrespeitado por aqueles que deveriam defendê-los e representá-los.
E ainda pior, onde algumas pessoas que fazem parte do movimento cidadania ibicuiense e possuem algum dependência de emprego público, estão sofrendo ameaça velada e indireta. Isso é monstruoso!
Um povo cujo erro frente aos olhos de seus gestores e legisladores, foi lutar para o que lhe pertence sirva a todos igualmente e não a um pequeno grupo religioso rico, ou a outros que futuramente queiram se adonar do pouco que ao povo resta.
Segue o vídeo, com conteúdo bastante esclarecedor.
Obrigado a todos!
#VERGONHADOSVEREADORESDEIBICUI"
Parte superior do formulário


* Lúcio Galvão Dias - O mesmo é filiado do PSOL - Partido Socialismo e Liberdade e do MCI - Movimento Cidadania Ibicuiense e trabalha como Secretário na Escola Municipal Josefa Viana.


Diretor-presidente: Pericles Gomes. Edição e Revisão: Adenilson de Oliveira. Produção Executiva: Jailton Silva Gomes. Direção de Pauta: Leandro Bahiah. Direção de Arte: Pedro Henrique. Marketing e Propaganda: Abel Meira Gomes. Colunistas: Pericles Gomes/Leandro Bahiah/Pedro Henrique/Kallil Diaz. Colaboradores: Jamilson Campos/Henrique Alexandria e Josenaldo Jr.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

ENFOQUE PERSONALIDADE PÓSTUMA - D. ROMILDA OLIVEIRA SILVA.

SUERLAINE E DONA LÓ.
Por: Leandro Bahiah. 
Fotos: Internet. 

O Enfoque Personalidade Póstuma fará uma justa homenagem a uma mulher que contribuiu e muito com o seu labor para com Ibitupã e para com sua gente. A pessoa em questão não fora política, nem professora e muito menos alguém da chamada “elite” definitivamente, não. Refiro-me a poçoense Romilda Oliveira Silva. Ainda não ligou o nome a pessoa? Pois bem, é a eterna e saudosa Dona Ló – a insubstituível. A merendeira da nossa infância e juventude.
D. Ló nasceu no dia 14 de janeiro de 1944 no município de Poções/BA.  A mesma era filha da Sra. ­­­­­Ana Silva e do Sr. Manoel Oliveira da Silva. A família da mesma viera para Ibitupã aproximadamente entre os anos 60 e 70, chegando à boa terra, fincou suas raízes e casou-se com Sr. Lalu. Mãe de Evaldo, Luís Carlos, Ana Lúcia,  Geovane, Laura e dos irmãos gêmeos Laércio e Laerte e avó de Fabiana, Vitória, Júnior, Diego, Diogo, Rian, Ricardo, Rafael e Luís Henrique. Uma mulher extrovertida/extraordinária, de bom humor e de uma irreverência sem igual. Marcou-nos profundamente enquanto alunos e pessoas e, somos gratos pela dedicação da mesma a frente da João Manoel da Silva.
FABY (NETA)
D. Ló faleceu no dia 21 de junho de 2016 na cidade de Medeiros Neto/BA, deixou o seu irmão conhecido como Seu Santos que até hoje reside na Terra de Deus, todavia fora em Ibitupã que D. Ló trabalhou como merendeira nas escolas ibitupaenses, não só cozinhava como também servia-nos. Amava trabalhar, fazia com amor o seu trabalho – sempre com o sorriso no rosto. Muito amável e tinha o respeito e o carinho de todos. Sua simplicidade cativava-nos, o seu coração enorme e generoso era sentido e visto nas ações por todos nos. O servir era sua vocação! Atendia a todos os alunos(as) com amabilidade, respeito e isonomia, repito sempre sorrindo e fazendo os outros rirem: – Quer repetir meu filho? – sempre indagava D. Ló. Talvez para alguns daqueles meninos e meninas fosse à única, ou seja, a principal refeição do dia, e por isso, D. Ló fazia aquela pergunta tão oportuna. Estava garantindo assim o repeteco!
Sua habilidade na arte de cozinhar era reconhecida por todos, inclusive, pelos paladares mais “sofisticados” da alta roda social ibitupaense.
– Merenda gostosa! – exclamavam os admiradores da Senhora de feição alegre e serena. D. Ló deveria saber que uma pessoa bem alimentada aprende melhor, brinca e ri muito mais. Explica-se o fato de D. Ló fazer sempre aquela pergunta tão oportuna: – Quer mais um pouquinho meu filho? – A sua generosidade transbordava em ações concretas; E quiçá aquela alegria, as suas risadas fossem por que a mesma ajudava tantos e tantas? Aqueles alunos e alunas sem expectativas que nasciam condenados: era condenado por sonhar, nada era lhes permitido, entretanto, a bondade daquela senhora, fazia com que acreditássemos na humanidade.
As pessoas perdem a oportunidade de fazer homenagens a figuras em vidas como é o caso de D. Ló, é uma verdade e como disse um compositor despolitizado: “Quero flores em vida...”. Contudo, o Ibitupã News faz reparo e destaca a Senhora de fibra e que tanto contribuiu com Ibitupã e com sua gente e o seu labor na arte de alimentar, de cuidar e por que não dizer educar? Haja vista, que suas atitudes, o seu tratar pode ser perfeitamente seguidos como exemplo de vida.
D. LÓ SORRIDENTE SEMPRE!
Romilda Oliveira, a merendeira, a cidadã bondosa que via na educação o sentido de alguém não só de sonhar como de também de realizar porque “Os sonhos fazem com que nós vivamos o dia-a-dia, e as utopias fazem com que nós vivamos uma vida inteira”, tenho dito.
D. Ló está entre-nos, com seu exemplo, com suas risadas e resenhas e causos, com sua simplicidade, com sua generosidade, com sua fé em Deus e na educação e no tratar com os seus e não semelhantes – imortal! Pessoas como D. Ló são imortais pela sua obra aqui na terra. E suas receitas? São livros onde esconde a arte das gostosuras que se possa imaginar. É a arte de uma culinária que nos orgulha como ibitupaense e, no mais, talvez nem fosse tão segredo assim – o segredo: é o tal do amor mesmo.
D. Ló está em nossos corações e mentes. Pessoas especiais como a imortal fazem com quer a vida tenha sentido e o dia a dia mais palatável. Precisa-se de mais pessoas como D. Ló e de menos bolsonaros neste mundo de intolerância e desrespeito. Deus acolheu-a no seu infinito colo e mais feliz agora está D. Ló, e recompensada está por tanto ter feito aqui na terra com sua bondade por todos nos, e sem esperar por nada em troca. D. Ló é a negação do não dar o valor econômico as coisas, mas, de dar valor as pessoas e o trabalho – coisa que nossa sociedade desconhece vítima de uma herança baseada no genocídio dos índios e da mão de obra que fora escravizada do povo africano.
O que se pode esperar de uma pessoa que nasceu em um lugar que o lema é “FIDES et LABOR”? Fazendo uma tradução livre “Fé e Trabalho”.

Obrigado Dona Ló!


Diretor-presidente: Pericles Gomes. Edição e Revisão: Adenilson de Oliveira. Produção Executiva: Jailton Silva Gomes. Direção de Pauta: Leandro Bahiah. Direção de Arte: Pedro Henrique. Marketing e Propaganda: Abel Meira Gomes. Colunistas: Pericles Gomes/Leandro Bahiah/Pedro Henrique/Kallil Diaz. Colaboradores: Jamilson Campos/Henrique Alexandria e Josenaldo Jr.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

IBITUPÃ: PAVIMENTAÇÃO DAS RUAS NOVA ESPERANÇA E JOÃO MANOEL DA SILVA.

Por: Pericles Gomes.
Imagens: Amauri Leão.
Arte: Leandro Bahiah.

O nosso país nestes últimos tempos, tem vivido contradições gritantes e crises pouco vezes tão acentuada quanto neste momento particular de nossa história. Passamos por uma crise ética, social, econômica, política e perigosamente uma crise humana. A falta de respeito a quem pensa, crer, milita e vive diferente tornou-se, como diria Kant – filósofo alemão – um conceito a priori, que define o outro como um inimigo em potencial ou em ato mesmo.


Há situações de enorme complexidade nos quais estão envolvidos personagens do cenário político, sem falar da crise econômica que atinge a todos.

Amauri (adm.), Bruno, Edinaldo, J. Leno e Luciano Ximenes (abaixo).

Como encaminhar mudanças sem o respaldo da sociedade? Propostas de reformas que tocam na Constituição Federal, no sistema previdenciário, na CLT merecem estudo, pesquisa e aprofundamento, mas tem sido feita de forma açodada pelo atual governo federal, em nome de, como dizem eles próprios, o futuro e o bem da nação. Sem diálogo não é possível criar um clima favorável que vise o bem comum.

Não quero coonestar, mas de fato defender aquilo que acredito. A filosofia, minha disciplina que, etimologicamente significa: amor pela sabedoria, justamente através da filosofia, e de forma especial com a ética e os imperativos categóricos kantiano, arvoro-me ao direito de afirmar, não ser eu um coonestador, mas sim alguém que preza por um mínimo que seja de moralidade, como sendo a mola propulsora que faz as sociedades alcançarem seu apogeu.

Por fim, diante inúmeros e gigantescos desafios existentes em nossa em nosso Brasil, em nossa cidade, não podemos jamais perder de vista, o horizonte da esperança. Mas esperança como entendia o nosso Paulo Freire, patrono da educação brasileira: "É preciso ter esperança, mas ter esperança do verbo esperançar; porque tem gente que tem esperança do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é simples espera...”. 

Portanto, não podemos ficar de braços cruzados, mas abri-los, e caminhar na direção do diálogo construtivo, na construção da paz, em busca de soluções para que tenhamos vida e vida digna para todos e especialmente para os menos favorecidos.

Dito isto, vou ao cerne do que me motivou a escrever este presente texto: recebi a notícia e algumas fotos da conclusão da pavimentação das ruas Nova Esperança e João Manoel da Silva, em meu distrito de Ibitupã. 

Esta era uma reivindicação antiga dos moradores desta referidas ruas. Algo “tão simples” e com um valor relativamente baixo, dado as parcerias feitas com o Governo Federal – Ministério das Cidades -, a Caixa e a nossa prefeitura municipal de Ibicuí, mas que devolve a dignidade e demonstra respeito para com o nosso povo.


Todas as ações afirmativas e políticas assim em Ibicuí, Água Doce e Ibitupã que, promova o bem, sempre terá espaço neste nosso veículo de informações e opinião. E que seja expurgado cada vez mais o populismo, a politicagem mesquinha e interesseira e, sobretudo o puxa-saquismo senil que em nada contribui para com a nossa cidade, mas que está impregnado na cabeça de muitos. Abaixo algumas fotos da supracitada obra e parabéns a todos os trabalhadores que nela se empenharam.

Diretor-presidente: Pericles Gomes. Edição e Revisão: Adenilson de Oliveira. Produção Executiva: Jailton Silva Gomes. Direção de Pauta: Leandro Bahiah. Direção de Arte: Pedro Henrique. Marketing e Propaganda: Abel Meira Gomes. Colunistas: Pericles Gomes/Leandro Bahiah/Pedro Henrique/Kallil Diaz. Colaboradores: Jamilson Campos/Henrique Alexandria e Josenaldo Jr.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

UM POUCO DE FILOSOFIA DO DESESPERO PODE NOS AJUDAR.

Por: Pericles Gomes
Imagem: internet

Existe uma diferença abissal entre a expectativa e a realidade. Hoje, com a era digital, onde tudo vira meme, e os memes da expectativa vs realidade, invadiram as redes sociais. No fundo é uma tentativa de minimizar ou até mesmo esconder as nossas frustrações diante das derrotas da vida. Aliás, quase nada na vida é do jeito que se quer ou se imagina. Pensando nisso, quis trazer a lúmen um autor pouco conhecido, o filósofo francês André Comte-Sponville, nascido em Paris, em março de 1952. Estudou na conceituada École Normale Supérieure, onde se tornou professor de filosofia e mestre de conferências da Universidade de Panthéon-Sorbonne. A sua leitura é sapiencial e indispensável para os dias de hoje.

Sponville elaborou uma filosofia que se vivida por todos, diluiria significativamente as nossas frustrações. Mas afinal, qual é a sua filosofia? A filosofia do Desespero. Você deve estar se perguntando - eu estaria- se esse texto é mesmo sério. Como pode alguém em sã consciência sugerir uma filosofia dessa. Esclareço: Sponville não está falando de desespero do verbo desesperar, isto é, perder a esperança. Na verdade ele está usando as partículas DES-, negativo, mais SPERARE, ter esperança, do Latim. Traduzindo: a filosofia do Desespero é: não esperar nada. Quem nada espera não se frustra, sofre ou tem alguma doença psico-somática.

"Uma esperança, diz André Comte, é um desejo cuja satisfação não depende de nós, como diziam os estóicos – diferentemente da vontade, a qual, ao contrário, é um desejo cuja satisfação depende de nós. Só esperamos o que somos incapazes de fazer. Quando podemos fazer, não cabe mais esperar, trata-se de querer. Esperar é desejar sem gozar; esperar é desejar sem saber. Posso acrescentar: esperar é desejar sem poder. O contrário de desejar sem poder é desejar o que podemos, logo o que fazemos. O contrário de esperar não é temer; o contrário de esperar é saber, poder e gozar." Portanto, deixemos de esperar ou desejar aquilo que não está ao nosso alcance e fitemos os olhos naquilo que urge para que transformemos.

Vocês devem concordar comigo de que nem sempre a vida é como nós desejamos. Temos então, duas opções, a meu ver, ou vivemos de fato, ou passemos a vida inteira sonhando e planejando o nosso mundo perfeito, e esqueçamos a realidade que às vezes se nos apresenta como sendo, duro, difícil e por vezes angustiante. Não se pode, eis o meu segundo conselho, ficar criando um conto de fadas, pois como sabemos, eles só existem como fruto da invenção humana, está no campo da imaginação.

Pensando nisso, ofereço um pouco mais da filosofia de Sponville. Diz ele: "O sábio não espera nada. Ele não deseja mais que o real, de que faz parte, e esse desejo, sempre satisfeito – já que o real, por definição, nunca falta: o real nunca está ausente, esse desejo pois, sempre satisfeito, é então uma alegria plena, que não carece de nada. É o que se chama felicidade. É também o que se chama amor.” E ainda nos alerta: “O contrário de esperar é conhecer, agir e amar.

Então, sem mais delongas, pergunto: E aí, vamos ser felizes? O segredo está em viver desesperadamente. A felicidade, a sabedoria e o amor, consistem em nada esperar, isto é, segundo André Comte-Sponville, viver a filosofia do Desespero. Pois quem "nada espera tudo alcança". Mudemos o que pode ser mudo e aceitemos ao que foge as nossas faculdades e potencialidades. Eis o segredo do bem viver, eis o segredo da felicidade. Desespero!

Diretor-presidente: Pericles Gomes. Edição e Revisão: Adenilson de Oliveira. Produção Executiva: Jailton Silva Gomes. Direção de Pauta: Leandro Bahiah. Direção de Arte: Pedro Henrique. Marketing e Propaganda: Abel Meira Gomes. Colunistas: Pericles Gomes/Leandro Bahiah/Pedro Henrique/Kallil Diaz. Colaboradores: Jamilson Campos/Henrique Alexandria e Josenaldo Jr.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

SE VOCÊ É CONTRA A DOAÇÃO DE TERRENOS DO MUNICÍPIO, ASSINE O ABAIXO ASSINADO

Nós do Ibitupã News, queremos nos associar aos ibicuienses, que não concordam com a doação de um dos poucos terrenos de que a prefeitura dispõe no centro da cidade. Seria imensamente mais vantajoso ao município a utilização deste terreno, que a sua doação. Sabemos que somente a mobilização popular é capaz de frear tamanho assalto ao município. Por isso, convocamos a todos os que se opõem a esse desmando, a se posicionar nas redes sociais e demais meios de comunicação e concretamente assinar um abaixo assinado criado pelo Movimento dos Cidadãos Ibicuienses. 

Abaixo, segue o texto do abaixo assinado e o link para coletar as assinaturas:

Nós cidadãos ibicuienses assinamos este abaixo assinado, por não concordarmos com a doação a terceiros e/ou instituições privadas (quer sejam religiosas ou não), do terreno do patrimônio público municipal, localizado à Rua Lafaiete Coutinho a Rua do Sossego, visto só restarem dois terrenos públicos no centro do município de Ibicuí e haver muita demanda para tais espaços.

Tomamos conhecimento do pedido de doação, através da indicação nº 089/2017, mencionada na sessão do dia 17 de agosto de 2017, da Câmara de Vereadores de Ibicuí, assinada pelos vereadores: Bernardo Brandão, João Rocha e Marcos Vinícius (B.A), pedindo a doação do referido terreno a I Igreja Batista de Ibicuí.

Tendo a referida indicação o apoio da maioria do Poder Legislativo, sendo enviada ao Prefeito Municipal, onde se encontra para análise e deliberação. Os motivos que movem a nossa ação contra a doação começam pelo fato de só restarem apenas dois terrenos no centro do município de Ibicuí, para atender a uma gigantesca demanda levantada pela comunidade, a seguir:

1. Construção de uma escola de ensino infantil (04 a 06 anos), liberando assim o espaço para a referida igreja implantar seus projetos sociais;
2. Construção de um centro administrativo para abrigar as secretarias municipais e demais salas necessárias para o funcionamento dos órgãos do município, aliviando assim as contas do município em mais de R$ 65.000,00 / ano;
3. Construção de um centro de cultura;
4. Construção de uma creche;
5. Construção de um espaço poliesportivo;
6. Construção do Auditório e/ou Concha Acústica Municipal;

Embora nesta listagem possa ainda faltar outras demandas, vale ressaltar que qualquer obra construída pelo poder executivo, no terreno em questão, servirá de importante suporte aos festejos juninos. E enquanto não se alocam os recursos para a utilização definitiva do referido terreno de acordo as necessidades do povo e sob o poder do município, indicamos a utilização do referido para projetos provisórios, de baixo custo e bom resultado.

- Implantação de uma horta comunitária onde as verduras e legumes serviriam à merenda municipal;
- Criação de um horto florestal municipal aberto a comunidade que ajudaria na arborização e reflorestamento do município e margens dos rios;
- Utilização dos espaços para prática esportiva;

Nosso foco não é a instituição religiosa em questão, mas a doação. E mesmo respeitando a referida igreja, que como as outras, têm seu valor enquanto instituição histórica e colaboradora com o desenvolvimento social do município, devemos lembrar que os dogmas e doutrinas das instituições religiosas, limitam a utilização indistinta dos espaços por elas administrados. Alguns fatos comprovam isso, como na V Conferência Municipal de Assistência Social (17 de agosto de 2017), onde capoeiristas não puderam se apresentar no salão da I Igreja Batista e citamos também o fato de que o Centro Batista de Educação Integral - CEBEI, escola municipal que apenas funciona no prédio da I Igreja Batista, mantida pela Prefeitura de Ibicuí a mais de 14 anos desde funcionários públicos a materiais, limita o aprendizado dos alunos por não poder tratar de determinados assuntos, como, São João, folclore e demais temas que vão de encontro aos dogmas da igreja.

Vale ressaltar que a Igreja Batista condiciona o uso do espaço a escolha do corpo docente da escola, exigindo que façam parte da mesma crença religiosa.

Para finalizar, o que mais nos escandaliza é que a referida Igreja pede ao município a doação de um terreno localizado ao lado esquerdo do seu templo, onde segundo ela implantará um projeto social, mas tendo ao lado direito do mesmo templo um enorme terreno vazio e sem utilização, tão grande quanto o terreno ora solicitado em doação.
Diante do exposto, expressamos a nossa posição contrária a referida doação!

Se outrora negligenciamos o nosso patrimônio, agora não iremos deixar que isso volte a acontecer sob nossos olhos e de braços cruzados.

A nossa luta não é contra uma instituição ou crença, mas sim a favor do patrimônio público já escasso, exercendo a nossa cidadania!

Se você for contra essa doação, ASSINE a abaixo assinado e COMPARTILHE em suas redes sociais com seus amigos. ✊

Click aqui: http://bit.ly/NaoADoacaoDoTerreno

Diretor-presidente: Pericles Gomes. Edição e Revisão: Adenilson de Oliveira. Produção Executiva: Jailton Silva Gomes. Direção de Pauta: Leandro Bahiah. Direção de Arte: Pedro Henrique. Marketing e Propaganda: Abel Meira Gomes. Colunistas: Pericles Gomes/Leandro Bahiah/Pedro Henrique/Kallil Diaz. Colaboradores: Jamilson Campos/Henrique Alexandria e Josenaldo Jr.