segunda-feira, 25 de julho de 2016

CACARECOS DA LÍNGUA

Por Gregorio Duvivier
Todo dia uma palavra morre e a gente não se dá conta. Ao contrário das pessoas, que por vezes morrem de desastre, as palavras só morrem aos poucos, devagarinho, cada dia um pouco –à medida em que as pessoas que as usavam vão morrendo também. Minha avó, por exemplo. Tenho certeza de que levou junto com ela a palavra "lorota".
Há uma multidão de palavras pelas quais nada mais se pode fazer: já habitam o subterrâneo das palavras findas. O coração parou, o cérebro também, o médico declarou o óbito e o padre fez a extrema-unção. Provecto. Linfa. Ergástulo. Patego. Algumas, claro, são natimortas: Lorpa. Trenguice. Lordaço. Não adianta bisturi ou eletrochoque –nada no mundo vai resgatá-las.
Algumas, para não morrer, reinventaram-se. Trocaram de sexo, de nome e de profissão. A palavra "zoeira" já significou barulho: hoje significa troça. Não é o caso da palavra "troça", tadinha, que tá nas últimas –apesar de tão gozada.
O verbo gozar, no entanto, se reinventou. Trabalhava no ramo do humor, hoje tá no ramo do prazer –taí um cara que sabe aproveitar a vida. A palavra "impagável" não teve a mesma sabedoria. Perdeu a graça: antes designava o hilariante, hoje designa a dívida do Estado do Rio, tadinha, tão desenxabida –outra palavra moribunda.
Há palavras, no entanto, pelas quais ainda vale lutar. A palavra "cacareco", por exemplo, tá na UTI. Pros jovens que não chegaram a conhecê-la, cacareco é uma coisa velha, já sem utilidade. Sim, a própria palavra cacareco virou um cacareco.
Está longe de ser o único cacareco da linguagem. Pense quando foi a última vez que ouviu que a situação está um despautério, que fulano tá borocoxô, que tal roupa é uma coqueluche, que fulana é uma songamonga.
O hospital das palavras está cheio –e ninguém nem sequer vai visitar as enfermas ("enfermas": taí outra palavra dodói). Elas não têm orgulho. Pra reavivá-las, basta chamar em voz alta que elas voltam serelepes, faceiras –acabou de acontecer com as palavras "serelepe" e "faceira".
Precisamos fazer uma força-tarefa pra salvar a palavra "força-tarefa". Junto com as palavras morrem também as coisas –e às vezes é impossível saber quem morreu primeiro, se a palavra ou a coisa.
Paramos de falar alpendre porque as casas deixaram de ter alpendre ou as casas pararam de ter alpendre porque já ninguém sabia o que era um alpendre? 

DIREITO DE RESPOSTA

Curioso está preocupação com meu nome. Realmente quando sem mandato, fui cuidar de minhas coisas, minha família, e deixar governar quem de fato tinha a obrigação e as prerrogativas para fazê-lo. 
   Ao contrário do que diz o autor da matéria, por desconhecimento ou má fé, Arnóbio lima não deixou de atender a algumas necessidades das pessoas que procuravam, haja visto que não deixei de fazer um trabalho social, não como político, mas como cidadão, que sempre dei e continuarei a dar minha contribuição à Ibitupã: viabilizando aposentadorias, fazendo documentos como: RG, CPF, reservista, título de eleitor etc, diga-se de passagem com recursos próprios, sem me submeter à vontade ou capricho de quem quer que seja. Mesmo que isso contrarie alguns, como o autor do artigo, que o utilizou para atingir seus próprios interesses, ao invés de colocá-lo a serviço de Ibitupã.

   Realmente fiz parte de uma chapa como vice do sr. Marcos de NOLIA, mas vou me reservar ao direito de não comentar sobre os motivos que me fizeram desacreditar deste projeto, sem precisar falar mal ou denegrir a imagem e a história de ninguém, ao contrário de pessoas que para atingir seus objetivos, tentam passar por cima de todo mundo.

   Em tempo, quero agradecer ao autor dessa matéria, que mesmo sem ter a intenção, consolidou o meu nome como homem íntegro e honesto, que mesmo tendo sido vereador e presidente da câmara, ninguém, mesmo que queiram, não apontam um ato de desonestidade como, dolo, desvio de recursos, apropriação indébita etc. Ser honesto é um dever e obrigação de todos nós, mas o verdadeiro desafio é entrar na política e permanecer honesto.

  Realmente sou fiel e fui fiel ao grupo, ajudando e sendo fundamental nas eleições dos dois presidentes da câmara que me sucederam, sem pedir ou exigir nada em troca - empregos, favores, dinheiro. Os dois certamente ratificarão minha afirmação neste sentido, mas será que essa fidelidade foi recíproca? 

   Finalmente, estava em dúvida em ser ou não candidato, mas depois de ver uma matéria tão estimulante como esta, devo confessar que já não tenho mais dúvidas que ainda tenho muito a contribuir com Ibitupã, deverei ser candidato. 

Arnóbio Costa Lima - cidadão de Ibitupã.